sexta-feira, 24 de julho de 2015

O rendimento real do brasileiro (já descontada a inflação) caiu 2,1% de janeiro a junho em relação ao mesmo período de 2014, no pior primeiro semestre desde 2004, mostram números do IBGE relativos às seis maiores regiões metropolitanas. Economistas já preveem piora, com a renda encerrando o ano em baixa de 4%. A queda está diretamente ligada ao aumento do desemprego. Com ganhos menores, mais gente nas famílias procura vagas. O desemprego subiu para 6,9% em junho. E a taxa entre a população de 18 a 24 anos deu um salto em um ano, de 12,3% para 17,1%. O número total de desocupados subiu 44,9%, para 1,7 milhão. 



A agência Fitch, de classificação de risco, indicou que a nova meta fiscal terá influência negativa na nota de crédito do Brasil. Para o ministro Joaquim Levy, é possível evitar a perda do selo de bom pagador do país.


Em meio aos temores de uma piora nas contas do governo, o dólar comercial fechou ontem em alta de 2,16%, a R$ 3,296. Essa cotação, que já tinha sido atingida em março deste ano, é a maior desde 1° de abril de 2003. A escalada da moeda americana pesou para quem vai viajar. Nas agências e casas de câmbio, o dólar turismo chegou a ser vendido a R$ 3,76 para cartões pré-pagos e R$ 3,56 em espécie, já incluindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O Ibovespa, principal índice da Bolsa, recuou 2,18%, praticamente zerando os ganhos do ano.


O lobista Fernando Baiano usava uma rede de 19 contas no exterior, segundo a Lava-Jato, para movimentar propina de desvios na Petrobras paga a políticos do PMDB. Baiano foi denunciado à Justiça junto com o ex-diretor Nestor Cerveró e mais dois acusados.


O Irã concluiu contratos de US$ 2 bilhões com a Europa e, até 2020, planeja investimentos de US$ 185 bilhões.



Como estratégia para vencer a eleição legislativa, 29 partidos da oposição venezuelana se uniram em lista única.


A redução da meta de superávit de 1,13% para 0,15% do PIB provocou ontem disparada do dólar, derrubou a Bolsa e abalou a confiança de investidores. O dólar avançou 1,98%, para R$ 3,291, e atingiu a cotação mais elevada desde 19 de março. A Bolsa de São Paulo recuou 2,18%, o menor nível desde 16 de março. Para agentes econômicos, a mudança no cenário fiscal fez subir o risco de a nota do País ser rebaixada. Também causou apreensão a redução do superávit dos próximos anos - prevista para 2016, a meta de 2% só deverá ser cumprida em 2018. No Planalto, a preocupação foi com a imagem de enfraquecimento do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. A presidente Dilma Rousseff telefonou para assessores pedindo que destacassem a importância de Levy como avalista da política econômica. No Congresso, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse que a nova meta fiscal não será cumprida. Já os tucanos afirmaram que o Executivo ressuscitou a "alquimia fiscal" dos últimos anos.


O Ministério Público Federal pediu a condenação do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró e de Fernando Soares, o Fernando Baiano - apontado como operador do PMDB na estatal -, por corrupção e lavagem de dinheiro. Procuradores ainda pedem que sejam condenados os delatores Alberto Youssef e Julio Camargo, que disse ter sido pressionado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, a pagar propina de US$ 5 milhões. O deputado nega. 

Por meio do ministro Edinho Silva (Comunicação Social), o Planalto apoiou a iniciativa do ex-presidente Lula (PT) de procurar seu antecessor, o tucano FHC, para conversar sobre a atual crise política e tentar conter pressões pelo impeachment.

Edinho ainda indicou que Dilma Rousseff está disposta a participar. “Em todos os países democráticos é natural que ex-presidentes conversem e, muitas vezes, sejam chamados pelos presidentes em exercício.


Preso na Lava Jato por suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro, Adarico Negromonte Filho foi absolvido pelo juiz Sergio Moro por falta de provas. Irmão do ex-ministro Mário Negromonte, ele deverá buscar reparação judicial pelos quatro dias na prisão. Adarico não quis dar entrevista.

Um dos 16 pré-candidatos republicanos à Presidência dos EUA, Donald Trump ameaça romper com o partido, lançar candidatura independente e bagunçar a corrida à Casa Branca. Pesquisa aponta que o bilionário tem hoje a maior intenção de voto entre o eleitorado republicano, cerca de 20%.


Nenhum comentário:

Postar um comentário