Estratégia é votar , antes das contas de Dilma, ação que condenou o drible fiscal
Integrantes do tribunal querem analisar recurso da AGU à votação que considerou ilegais as manobras nas finanças. Medida ajudaria governo a se livrar de parte das acusações, que integram processo sobre as contas de 2014
Uma nova estratégia, em curso no Tribunal de Contas da União, pode ajudar a presidente Dilma Rousseff na votação das contas de 2014 do governo e considerar legais as “pedaladas fiscais”, revela VINICIUS SASSINE. Ministros do tribunal, ligados a PT e PMDB, pretendem retomar a votação do processo que, em abril, condenou os dribles financeiros. A Advocacia-Geral da União, em seguida, contestou o pedido de explicações feito pelo TCU ao governo, que lista 30 itens . O ministro Vital do Rego, relator do recurso, é um dos que articulam para que a análise da ação sobre as irregularidades contábeis ocorra antes da apreciação das contas da presidente. A manobra é confirmada por três ministros ouvidos pelo GLOBO. Dilma ganhou anteontem prazo extra de 15 dias para responder aos questionamentos do TCU. Vital do Rego já aceitou rever oito deles, num indicativo de que as principais acusações do processo das “pedaladas” poderão ser anuladas.
A ação do PSDB para impugnar a chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer foi de novo a plenário ontem, no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro Gilmar Mendes deu um voto a favor do prosseguimento da ação, que havia sido arquivada em fevereiro. O ministro João Otávio Noronha acompanhou Gilmar , mas Luiz Fux pediu vista e o processo foi novamente suspenso.
Ao discursar para movimentos sociais no Palácio do Planalto, Dilma recebeu apoio, mas teve que ouvir palavras de ordem contra o ministro da Fazenda, Joaquim Levy.
A 18ª fase da Lava-J ato identificou no Ministério do Planejamento desdobramentos do esquema de corrupção que funcionava na Petrobras. Um ex-vereador do PT foi preso, ontem, acusado de distribuir R$ 40 milhões em propinas. A empresa de software Consist usava escritórios de advocacia para distribuir propinas. Em troca, foi beneficiada em um acordo do ministério com entidades bancárias para atuar na área de crédito consignado. Um dos escritórios do esquema atuou na campanha da senadora Gleisi Hoffmann, mulher do ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.
Deputado nega ter pedido a intervenção da AGU
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, de usar a instituição em benefício próprio. A acusação foi feita em resposta a questionamento da Câmara ao STF, por meio da Advocacia-Geral da União, sobre provas colhidas contra o deputado no âmbito da Lava-Jato.
O governo vai honrar o acordo feito com a Câmara e manterá a desoneração para três setores: call centers, transportes e comunicações. O projeto será votado no Senado.
O lucro do Banco do Brasil cresceu 9,1% no 1º semestre, para R$ 8,8 bilhões. Somados, os ganhos de BB, Bradesco, Itaú e Santander aumentaram 46% este ano.
Aconselhado por aliados, Eduardo Cunha já dá sinais de que pode atenuar o tom e reduzir os ataques ao governo.
Com a crise econômica e o escândalo da Lava-Jato, cresceu a inadimplência das empresas. O total de dívidas com atraso superior a 90 dias subiu 25% em 12 meses e já chega a R$ 37 bilhões. Muitas empresas estão atrasando ainda o pagamento de impostos.
BC chinês afirma que não há motivos para queda forte da moeda, e yuan recua apenas 0,2%, após desvalorização recorde esta semana.
Durante os Jogos, com o pacote olímpico aprovado pela Câmara, Eduardo Paes poderá mudar valor de pedágios e instituir rodízio de carros.
Julgamento de ação que pede afastamento da presidente acabou suspenso
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retomou, e em seguida suspendeu por tempo indeterminado, a votação sobre reabertura de uma das quatro ações que pedem impugnação do mandato de Dilma Rousseff e seu vice, Michel Temer. A ação, protocolada pela Coligação Muda Brasil, cujo candidato era Aécio Neves (PSDB-MG), acusa a chapa Dilma-Temer de usar estruturas públicas e abusar de poder econômico e diz que propinas do esquema de corrupção da Petrobrás podem ter sido misturadas às doações oficiais. O caso havia sido arquivado pela ministra Maria Thereza de Assis Moura por, segundo ela, basear-se em "ilações" e acusações "genéricas". Mas ontem os ministros Gilmar Mendes e João Otávio de Noronha votaram pela continuidade. Para a ação seguir, mais dois devem votar a favor. O julgamento, porém, foi interrompido por pedido de vista do ministro Luiz Fux.
A PF fez buscas no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, suspeito de ter recebido pelo menos R$ 6 milhões em propina de empresa que presta serviços para o Ministério do Planejamento. Ligado ao PT, ele é próximo da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. O escritório seria um dos canais para o pagamento de propinas usado por Alexandre Romano, preso na 18.a fase da Lava Jato. Gonçalves nega irregularidades.
Empresa desistiu de trabalhar para a CPI da Petrobrás horas depois de o presidente da comissão ter divulgado os nomes de 12 investigados.
A PF fez buscas no escritório do advogado Guilherme Gonçalves, em Curitiba, suspeito de ter recebido pelo menos R$ 6 milhões em propina de empresa que presta serviços para o Ministério do Planejamento. Ligado ao PT, ele é próximo da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo. O escritório seria um dos canais para o pagamento de propinas usado por Alexandre Romano, preso na 18.a fase da Lava Jato. Gonçalves nega irregularidades.
Trânsito com o grupo de Dirceu
Chamado de Chambinho pelos amigos, o advogado Alexandre Romano tem boas relações no PDT e no PT, em particular com o grupo de José Dirceu.
Dois ex-delegados tributários e um inspetor fiscal aposentado, ligados à Secretaria Estadual da Fazenda, foram presos ontem por suspeita de integrar esquema milionário de pagamento de propinas por empresas com dívidas tributárias a fiscais do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O valor desviado pode passar de R$ 35 milhões. Já são dez fiscais presos em menos de 30 dias.
O governo vai propor divisão entre os trabalhadores de parte do resultado financeiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na proporção do saldo de cada conta, uma espécie de distribuição de dividendos. Será uma forma de se contrapor ao projeto apadrinhado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que dobra a remuneração do fundo para depósitos feitos a partir de janeiro e deve ir a votação na semana que vem.
Grupo teria movimentado R$ 52 milhões ilicitamente em contratos ligados ao ministério. Suspeita é de que parte do dinheiro tenha ido para campanhas do PT. Escritório na Capital foi alvo de buscas da PF.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), de confundir o “público com o privado” ao usar advogados da Advocacia-Geral da União para tentar anular provas recolhidas contra ele pela Lava Jato. Cunha negou ter recorrido ao órgão e disse em nota que a AGU não está autorizada a representá-lo.
Em ação que apura corrupção no Planejamento, a Lava Jato detectou pagamento de R$ 7,2 milhões a advogado eleitoral próximo ao ex-ministro Paulo Bernardo e à mulher dele, senadora Gleisi Hoffmann, do PT-PR. É a primeira vez que as investigações chegam a um ministério. Gleisi negou irregularidade. Bernardo não se pronunciou.
Haddad vai demitir Filippi Jr. da Saúde e trocá-lo por Padilha
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, vai demitir o secretário de Saúde, José de Filippi Jr., por considerar a área a pior de sua gestão. O novo titular será Alexandre Padilha, secretário municipal de Relações Governamentais e ex-ministro da Saúde. Citado na Lava Jato, Filippi Jr. foi tesoureiro da campanha de Dilma em 2010.
RECIFE - A Polícia Federal deflagrou a operação Fair Play, que apura irregularidades na construção da Arena Pernambuco para a Copa do Mundo de 2014. De acordo com as investigações, a obra, estimada em R$796 milhões, pode ter sido superfaturada em R$42,8 milhões.
RIO - A Petrobras anunciou que vai pagar R$2,1 bilhões em Imposto de Renda relativo ao envio de recursos para a subsidiária da estatal no exterior. A decisão segue a estratégia da empresa de limpar seus passivos tributários. De acordo com a Petrobras, o acerto só foi possível graças aos benefícios de uma nova portaria da Receita, que permite a renegociação dos débitos. Se não fosse isso, a estatal teria que pagar R$6 bilhões. A Petrobras adiantou que o impacto negativo sobre o resultado do terceiro trimestre será de R$2 bilhões. Também serão usados R$836 milhões como prejuízo fiscal.

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