Petista teria recebido pelo menos R$ 90 milhões em propinas e imóvel para filha
Procuradores acusam o ex-ministro de sistematizar a corrupção na Petrobras já no primeiro governo Lula com o objetivo de financiar campanhas eleitorais e enriquecer ; Ministério Público não descarta investigar ex-presidente
Nove meses depois de deixar a cadeia, o ex-ministro José Dirceu foi preso novamente ontem, agora acusado pela Operação Lava-Jato de receber propina de pelo menos R$ 90 milhões e idealizar o esquema que desviou recursos da Petrobras. O juiz Sérgio Moro disse que ele exibiu “profissionalismo na prática do crime ”. Segundo o Ministério Público , o petista é responsável por sistematizar a corrupção na empresa já no primeiro governo Lula , quando chefiava a Casa Civil, nos moldes do mensalão, que se destinava à compra de apoio político no Congresso . Para os investigadores, na estatal os objetivos eram outros: financiamento eleitoral e enriquecimento pessoal. O lobista Milton Pascowitch contou ter comprado apartamento para a filha de Dirceu e pagado despesas, como táxi aéreo e reformas de imóveis . A 17ª fase da operação foi batizada de “Pixuleco ”, referência ao termo para designar propina atribuído ao ex -tesoureiro do PT João Vaccari. Dirceu, de 69 anos, ficará preso por tempo indeterminado. A Lava-Jato não descarta investigar Lula .
Em depoimento, Milton Pascowitch disse que entregou R$ 10 milhões em dinheiro vivo na sede do PT.
A Editora 247, que cuida do site homônimo, recebeu R$ 120 mil do esquema de corrupção da Petrobras.
O Bradesco comprou por R$ 17,6 bilhões o HSBC no Brasil, valor acima do previsto pelo mercado , de até R$ 14 bilhões. O banco aposta no um milhão de clientes de alta renda e na Losango, financeira do HSBC. Com a aquisição , cresceu a concentração bancária no país: os cinco maiores bancos terão 85% dos depósitos.
A presidente Dilma Rousseff estuda a redução do número de ministérios, que hoje é de 39. Com potencial de gerar insatisfação entre aliados, o corte depende de uma trégua na crise política.
O Rio Grande do Sul teve uma segunda-feira atípica ontem. Sem parte do efetivo policial nas ruas devido a salários atrasados, muitas escolas não funcionaram, agências bancárias fecharam e parte do comércio não abriu.
Força-tarefa diz que papel de ex-ministro foi de 'instituidor' da corrupção na Petrobras
Ele é acusado de receber R$ 21,3 milhões entre 2009 e 2014
Pagamentos de propina repetem esquema do mensalão
Defesa classifica prisão de 'injusta e desnecessária'
A Polícia Federal prendeu ontem o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e outras oito pessoas na 17ª. fase da Operação Lava Jato. Entre elas, seu irmão e sócio na JD Assessoria, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-assessor Roberto Marques e o lobista Fernando Antônio de Moura. Segundo os investigadores, Dirceu foi o "instituidor" da corrupção na Petrobras e, para enriquecimento pessoal, repetiu na estatal o esquema do mensalão. Só entre 2009 e 2014, teria recebido R$ 21,3 milhões em pagamentos mensais de empresas e "presentes", como uma reforma de R$ 1,3 milhão em sua casa em Vinhedo, no interior paulista, e fretes de jatinhos. Condenado por corrupção em 2012, ele cumpria pena em regime domiciliar. A operação foi batizada de Pixuleco - termo que, segundo o dono da UTC, Ricardo Pessoa, era usado pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, para designar propina. Para o juiz Sérgio Moro, há "indícios de profissionalismo e habitualidade na prática do crime". A defesa de Dirceu diz que a prisão é injusta e desnecessária.
Os punhos de Dirceu
Dirceu teve papel central na chegada do PT ao poder. Quando foi preso no mensalão, se deixou fotografar erguendo o punho. A nova prisão tem o devastador efeito de pá de cal no seu mito.
O lobista Milton Pascowitch disse em delação premiada que fez pagamentos de R$ 10 milhões, em espécie, na sede do PT em São Paulo. Segundo ele, o valor saiu de um total de R$ 14 milhões em propinas de contrato de obras de cascos replicantes da Petrobras. As informações constam do pedido de prisão do ex-ministro José Dirceu feito pelo Ministério Público Federal. O esquema teria envolvido contratos de prestação de serviços não realizados com a Engevix e a obra de Belo Monte. Em nota, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, refutou as acusações de que o partido teria recebido R$ 10 milhões ou feito "operações financeiras ilegais".
Para o governo, a prisão de José Dirceu acirra os ânimos contra o PT e a presidente Dilma Rousseff. Já a oposição avalia que a Lava Jato está chegando perto de Lula e Dilma.
Sancionada sábado pelo prefeito Fernando Haddad (PT), a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2016 prevê gastos que, somados aos que já foram feitos pela atual gestão até aqui, apontam que parte das principais metas da gestão não será cumprida até o fim do mandato, no ano que vem
O Bradesco adquiriu o HSBC Brasil por US$ 5,2 bilhões, valor considerado elevado pelo mercado. As ações preferenciais caíram 3,12%. O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, disse ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, que a aquisição faz o banco "crescer em um ano o que organicamente se faria em dez" e que "tempo é variável importante em processo de aquisição".
Policiais paralisaram atividade. Escolas ficaram fechadas. Na sexta-feira, o governo do RS anunciou que salários de julho de 48% dos servidores seriam parcelados.
Reformas incompletas
Quando se fala em contas públicas, unia reforma que altere a natureza das fontes de arrecadação e o perfil dos contribuintes não deveria ficar de fora.
SEGUNDA SEM AULAS E COM POLICIAIS NA RUA
Após dia de paralisação, serviços voltam a operar hoje parcialmente
O PARCELAMENTO NA SEGURANÇA E NA EDUCAÇÃO
Medida atingiu 78% dos brigadianos e quase metade dos professores
Procuradoria afirma que ex-ministro de Lula, condenado no mensalão, instituiu o petrolão e se beneficiou dele
Em nova etapa da Lava Jato,a Polícia Federal prendeu José Dirceu (PT), ex-ministro de Lula, na fase batizada de Pixuleco, como, segundo relato de um delator ,o ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto referia-se à propina. Para os investigadores, Dirceu é um dos responsáveis por criar o esquema de corrupção na Petrobras e teve papel de comando nas operações. Condenado no processo do mensalão, ele cumpria prisão domiciliar. “Chegamos a um dos líderes,que instituiu o esquema, permitiu que ele existisse e se beneficiou dele”, afirmou o procurador Carlos Fernando Lima. Além do ex-ministro da Casa Civil, mais sete pessoas foram presas ontem. O juiz Sergio Moro justificou a prisão afirmando que a liberdade de Dirceu representava ameaça à ordem pública. Segundo procuradores,ele recebeu propina de fornecedores da Petrobras mesmo após ser condenado. As acusações contra Dirceu são sustentadas pelo lobista Milton Pascowitch, responsável por aproximara empreiteira Engevix do PT e da estatal. Delator na Lava Jato, ele disse ter repassado R$ 3,8 milhões a Dirceu. A defesa do ex-ministro afirma que os pagamentos foram por serviços de consultoria. Assessores do Planalto e dirigentes petistas dizem que a prisão abala o partido devido ao peso histórico de Dirceu no PT.
BC vê concentração moderada
Para o Banco Central, mesmo com a compra do HSBC pelo Bradesco, a concentração do mercado bancário no País ainda ficará em um nível considerado "moderado".
O advogado de José Dirceu, Roberto Podval, afirmou que os pagamentos recebidos pelo ex-ministro referem-se a serviços prestados e justificados antecipadamente em pedidos de habeas corpus e que a prisão não tem “justificativa jurídica”, chamando-a de “política”. Podval disse ainda que Dirceu é “bode expiatório” da Operação Lava Jato e que o juiz Sergio Moro agiu por “uma pressão popular” ao decretar a prisão.
Após a compra da operação do HSBC no Brasil, por R$ 17,6 bilhões, o Bradesco vai superar o Itaú Personnalité no atendimento a clientes com renda superior a R$ 10 mil mensais. Esse segmento tem benefícios como acesso a fundos, isenção em tarifas e juros menores. A incorporação só deve afetar clientes em 2016, após aprovação de órgãos reguladores.
BRASÍLIA - O governo tem que tratar com serenidade a nova etapa da Operação Lava-Jato, que prendeu preventivamente o ex-ministro José Dirceu. Foi o que afirmou o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoíni, ex-presidente do PT e ex-coordenador da campanha para a reeleição de Lula. Segundo Berzoíni, cabe aos investigados se defenderem. Ricardo Berozini descartou que possíveis novas prisões venham a abalar a credibilidade do governo. O ministro ressaltou que o governo nunca buscou impedir, restringir ou constranger qualquer tipo de investigação, ao contrário, sempre manifestou publicamente o apoio a todo tipo de investigação.
RIO - A CPI da Petrobras cancelou a acareação marcada para quinta-feira entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. O motivo foi o recebimento de um atestado médico dizendo que Paulo Roberto está doente. O laudo foi encaminhado à CPI pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância. Ainda não foi marcada uma nova data para a acareação.
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para os quatro projetos de decreto legislativo que recomendam a aprovação de contas da Presidência da República de anos anteriores. Uma do ex-presidente Itamar Franco, uma do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e duas do ex-presidente Lula.
RIO - O governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Eduardo Paes apresentaram hoje o túnel da Transolímpica, que acabou de ser perfurado na galeria Engenho Velho, em Jacarepaguá. A via servirá de alternativa à Estrada do Catonho e ligará o Recreio dos Bandeirantes a Deodoro, incluindo uma faixa exclusiva de BRT. A estimativa é de que o percurso entre os bairros seja reduzido em 60%, caindo de duas horas e meia, em média, para meia hora. O túnel da Transolímpica é o segundo maior a cortar o Maciço da Pedra Branca. O primeiro, que foi o Túnel José Alencar, faz parte da Transoeste.
RIO - O Ministério Público denunciou o ex-comandante de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio, Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, por crime de lavagem de dinheiro. Ele foi preso em setembro do ano passado na operação Amigos S.A. Além de Fontenelle, foram denunciados pelo mesmo motivo mais cinco pessoas: o ex-subcomandante do 14º BPM (Bangu), Major Carlos Alexandre de Jesus Lucas; o ex-chefe da P2 do 14º BPM, capitão Walter Colchone Netto; o ex-coordenador operacional do 14º BPM, major Edson Alexandre Pinto de Góes; e as advogadas Maria Mércia Fontenelle de Oliveira e Maria Paula Fontenelle de Oliveira, mãe e irmã do ex-comandante de Operações Especiais da PM do Rio. De acordo com a denúncia, Alexandre Fontenelle é dono de dois apartamentos, um no Grajaú e outro em Jacarepaguá, registrados em nomes de terceiros e de uma casa numa área nobre de Búzios, na Região dos Lagos. As escrituras dos dois apartamentos foram feitas na época em que os oficiais atuavam no Batalhão de Bangu. Durante as investigações, a polícia apreendeu R$ 287,6 mil em espécie na casa do major Edson. O dinheiro estava escondido no interior de um armário.

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