PIB cai mais e só ganha de Rússia e Ucrânia
Consumo das famílias é o pior desde 2001
Investimentos e construção civil desabam
Pelo segundo trimestre seguido, a economia brasileira encolheu e, com isso, o país entrou oficialmente em recessão. Entre abril e junho, o PIB caiu 1,9%, no pior resultado desde 2009, segundo o IBGE. O tamanho da queda foi maior do que o previsto por analistas, que, agora, já estimam que o país fechará 2015 com um tombo de até 3% no PIB. A maioria dos economistas já prevê recessão também em 2016 — desde os anos 1930, o país não sofre dois anos seguidos de queda no PIB. Quase todos os setores da economia encolheram, à exceção do governo, que ampliou seus gastos em 0,7%, e das exportações, que avançaram 3,4% com a alta do dólar. A construção civil e os investimentos caíram mais de 8%. Enquanto políticos de oposição criticaram o resultado do PIB, a equipe econômica não comentou. A presidente Dilma disse, no Ceará, que o país vai superar a crise “sem nadinha de amargura ou de ódio”. Entre 35 países que já divulgaram seu PIB no segundo trimestre, o Brasil só não ficou atrás de Rússia, sob embargo, e Ucrânia, em guerra.
O modelo de recriação da CPMF em estudo pelo governo desagrada até a governadores, que receberiam parte do tributo. A proposta prevê que mais de 90% da arrecadação sejam destinados à União, e só 10% a estados e municípios.
O governo planeja enviar ao Congresso nova proposta de reforma da Previdência para valer já a partir de 2016.
Queda no semestre é de 2,1% e mercado revê projeções para pior; fontes do governo falam em ‘desastre’
A economia deu mais um passo para a maior recessão em 25 anos. A combinação de ajuste fiscal – com cortes de gastos, alta de juros e reajuste de preços administrados–, crise política e impacto da Operação Lava Jato sobre o setor de construção já traça um cenário pior que o de 2009, auge da crise global. O PIB encolheu 1,9% no segundo trimestre em relação ao anterior e 2,1% no semestre, em comparação à primeira metade de 2014. Com isso, o Brasil entrou oficialmente em recessão e analistas reveem para pior seus cálculos para o ano. A estimativa para 2015 é de uma redução do PIB em torno de 2,5%. A presidente Dilma Rousseff disse que o País passa por “dificuldades momentâneas”. Mas interlocutores de Dilma consideram o resultado um “desastre”. Para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, é a corrupção e não a Lava Jato que está prejudicando a economia.
Brasil vive estagflação com agravante de que atividade econômica não é só ruim, mas muito ruim, e inflação não é apenas alta, mas alta demais.
A recessão forte em curso significa que há um ajuste em marcha. Já é possível encontrar sinais de redução no ritmo de queda da atividade.
Menos de uma semana após deixar a função de articulador político, o vice-presidente Michel Temer negou pedido da presidente Dilma Rousseff para defender no Congresso a aprovação da nova CPMF. “Não é momento de propor aumento de imposto, com a economia em recessão. Essa proposta não passa”, avisou. Diante da insistência da presidente, ele sugeriu a Dilma fazer “pessoalmente” os contatos. Anteontem, Temer se prontificou a levar críticas do empresariado a Dilma. No Senado, integrantes de PMDB e PT veem a nova CPMF como risco à aproximação do Planalto com a Casa.
Para reduzir a resistência à nova CPMF, o governo estuda cobrá-la por 1 ou 2 anos. Se aprovada, ela terá 92% da arrecadação repassada à União. Da alíquota de 0,38%, 0,02 ponto porcentual iria para Estados e 0,01 para municípios.
O ex-ministro Delfim Netto disse ontem em um congresso que o “limite de sua tolerância” com a presidente Dilma Rousseff foi quando o governo transformou a dívida pública em superávit primário: “Ali eu parei. Era inútil”. O economista afirmou acreditar que, se o governo está disposto a enviar a proposta que resgata a CPMF, é porque existe arranjo para aprová-la. “Não é mais uma contribuição. Trata-se de um imposto”, disse.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal pedido para arquivar o inquérito que investigava suspeitas de que o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) se beneficiou do esquema de corrupção da Petrobrás.
Laudo da PF aponta que, dos R$ 4 milhões que José Dirceu declarou ter obtido com serviços de consultoria, apenas R$ 1 milhão passou por suas contas
Após passar pela Ponte Estaiada, o boneco inflável que faz alusão ao ex-presidente Lula provocou briga entre manifestantes contra e pró-governo e foi furado no Viaduto do Chá. A uma rádio de Minas, Lula disse que, ‘se necessário’, se candidatará em 2018 ‘para que a oposição não ganhe’.
Em conversa dura com a presidente Dilma (PT), o vice Michel Temer (PMDB) negou ontem apoio à proposta do governo de resgatar a CPMF, extinta em 2007.Aliados classificaram o contato, por telefone, de primeiro embate direto entre ambos. Até então, mantinham relação distante, porém cordial. Irritado por saber por jornais da ideia do Executivo de recriar o tributo sobre operações financeiras, Temer criticou a proposta e disse que o Congresso não a aprovará. Com a receita em queda, o Planalto vê na CPMF a alternativa para equilibrar as contas em 2016. Lideranças políticas e empresariais já se posicionaram contra.
O governo recalculou a expectativa de crescimento do PIB para 2016 para um patamar abaixo de 0,5%, o que afetou a programação de receitas e despesas. Segundo o relator do Orçamento, deputado Ricardo Barros (PP-PR), o rombo no valor é de cerca de R$ 130 bilhões em relação ao que foi previsto em abril. O governo reduziu em R$ 60 bilhões a estimativa de receitas, e as despesas obrigatórias subiram R$ 80 bilhões.
Um boneco inflável de lula vestido de presidiário foi rasgado no centro de SP, gerando confusão Entre apoiadores e opositores do PT; o ex-presidente disse que, “se for necessário”, será candidato em 2018
Porta-voz dos delegados da Polícia Civil de São Paulo, Maria Aparecida Pansonato Pinheiro diz que provas da chacina que deixou 19 mortos em São Paulo foram comprometidas após “atropelo” da Polícia Militar, expondo um racha na investigação. O Tribunal Militar atendeu pedidos da PM para realizar mandados de busca e apreensão contra 19 suspeitos. A iniciativa irritou membros da força-tarefa a cargo da apuração.
Rio - Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz concluiu que a areia de 12 de 13 praças pesquisadas apresentam risco para a saúde dos frequentadores. A análise de amostras indicou índice de coliformes muito acima do limite recomendado. Apenas a faixa de areia seca da Praia Vermelha, na Urca, apresentou condições dentro do padrão. Segundo o estudo da Fiocruz, os frequentadores das praças correm o risco de contrair doenças como toxicoplasmose, candidiose e asccariadise. Os sintomas mais comuns são dor abdominal, micose, sapinho e diarreia aguda.
BRASÍLIA – Um laudo da Polícia Federal atestou que a evolução patrimonial de José Dirceu e do irmão dele, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, são incompatíveis com os ganhos que ambos declararam à Receita. O documento aponta registro de lucro e depósitos feitos na conta da empresa do ex-ministro, a JD Consultoria, sem a comprovação da origem do dinheiro. Dirceu está preso desde o começo de agosto após ser deflagrada a 17ª fase da operação Lava Jato. Batizada de Pixuleco, a ação da Polícia Federal apontou que José Dirceu foi responsável por montar o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras quando ainda era ministro da Casa Civil no governo do ex-presidente Lula.
BRASÍLIA – O ministro da Saúde defendeu a criação de uma contribuição que garanta mais recursos para o setor. Arthur Chioro frisou que não se trata da volta da CPMF, extinta em 2007, embora a incidência do possível novo tributo também deva ser sobre movimentações financeiras. O ministro explicou que há duas diferenças. A primeira é que a nova contribuição, caso venha a ser criada, será compartilhada entre estados e municípios. Arthur Chioro ressaltou que o tributo seria exclusivo para a saúde. No mesmo dia, o vice-presidente Michel Temer afirmou que o governo não pretende propor o retorno da CPMF. Segundo Temer, o que há são burburinhos sobre a volta do tributo. A alíquota cobrada sobre as movimentações financeiras, na época do chamado Imposto do Cheque, era de 0,38%.
BRASÍLIA – A Polícia Federal indiciou o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva e mais sete pessoas por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. Othon, que é almirante, foi preso na 16ª fase da operação Lava-Jato, batizada de Radioatividade. Os investigadores suspeitam que Othon possa ter recebido até R$ 30 milhões desviados de contratos para a construção da usina nuclear Angra 3. Além do militar, foram indiciados a filha dele, Ana Cristina Toniolo, e o presidente da Andrade Gutierrez Energia Flávio David Barra.
PIB tem segundo trimestre seguido de queda provocada pelo menor consumo das famílias e pela redução de investimentos na produção
Nenhum comentário:
Postar um comentário