Temer diz que alguém deve reunificar país
Mercadante elogia PSDB e pede pacto
PDT e PTB se rebelam; PMDB quer reforma
Em um dia que começou com apelos em série do Planalto à sociedade, à oposição e ao Congresso, dois partidos da base aliada, PDT e PTB, anunciaram rompimento com o governo na Câmara dos Deputados, enquanto PMDB e PCdoB subiram o tom e cobraram reforma ministerial. O vice-presidente da República, Michel Temer, pediu pela reunificação do país. A senadores, ele disse que, diante da crise política e econômica, é preciso ter o apoio da sociedade civil, dos movimentos sociais e do Congresso. Já o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, elogiou o PSDB e defendeu um “acordo suprapartidário ” para questões como o controle da inflação. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pediu “conversa, paciência e persistência” para encontrar soluções para a situação econômica
Com ampla vantagem, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, lidera a lista tríplice escolhida ontem pelo MP. A presidente Dilma seguirá os procuradores e indicará Janot para ser reconduzido ao cargo. O procurador será ainda sabatinado pelo Senado. Ontem, o juiz Sérgio Moro condenou o presidente afastado da OAS, Léo Pinheiro, a 16 anos de reclusão. O ex-diretor da Petrobras Renato Duque iniciou processo de delação premiada.
Nova meta de superávit prevê dobrar arrecadação atípica, para R$ 51 bi. Segundo analistas, cálculo está superestimado e expõe fragilidade fiscal
Com 81% dos votos, atual procurador-geral deve ser indicado por Dilma, mas sofre resistência no Senado
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi o candidato mais votado na eleição do Ministério Público Federal e lidera a lista tríplice que será enviada à presidente Dilma Rousseff. Dos 983 procuradores que foram às urnas, 799 - ou 81,2% - votaram nele. Em segundo lugar, ficou o subprocurador Mario Bonsaglia, visto como aliado de Janot, e em terceiro a subprocuradora Raquel Dodge, tida como opositora moderada. Dilma deve indicar o primeiro nome da lista. Mas, para permanecer no cargo, Janot terá de passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e votação secreta no plenário da Casa. A Operação Lava Jato é vista como obstáculo à aprovação de Janot, já que 13 senadores são investigados. Na avaliação do Planalto, o clima político esquentará nos próximos dias pois Janot deve pedir punição do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e incluir senadores na denúncia ao STF.
A Justiça Federal no Paraná condenou executivos da OAS por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na Operação Lava Jato. O ex-presidente da empresa José Aldemário Pinheiro e o ex-diretor Agenor Medeiros receberam sentença de 16 anos e 4 meses de reclusão. Outros três ex-executivos da empreiteira e os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef também foram condenados.
O vice-presidente e articulador político do governo Michel Temer admitiu ontem que o cenário político é "dramático" e pediu "união nacional". "É preciso que alguém tenha a capacidade de reunir a todos e fazer esse apelo e eu estou tomando a liberdade de fazer esse pedido porque, caso contrário, podemos entrar numa crise desagradável para o País", disse. "Reitero que é preciso pensar no País acima dos partidos, acima do governo e acima de toda e qualquer instituição." O apelo foi feito após uma tensa reunião, em que líderes aliados reclamaram de demora em nomeações e liberação de emendas e avisaram que o governo continuará perdendo votações importantes na Câmara. Antes, conversa de Temer com senadores foi mais amena. Eles disseram que não levarão adiante pautas-bomba aprovadas pelos depenados, mas não se comprometeram a votar projetos do ajuste fiscal. (Política / Pág. A8)
Mercadante propõe 'pacto'
Para tentar conter a crise econômica, ministro da Casa Civil fez acenos ao PSDB e elogiou a responsabilidade fiscal adotada no governo FHC
O governo decidiu desligar 21 usinas térmicas. As justificativas são chuvas no Centro-Sul, recorde de geração eólica no Nordeste e redução do consumo.
Banco já prevê dólar a R$ 4 no próximo ano
Reprovação de petista supera a de Collor pré-impeachment e é a maior da série histórica do instituto, iniciada em 87
Pesquisa Datafolha realizada em 4 e 5 de agosto revela que Dilma Rousseff (PT) é a presidente mais reprovada pelos brasileiros na série histórica do instituto, iniciada em 1987. No levantamento, que ouviu 3.363 pessoas em 201 municípios, a reprovação a Dilma — avaliação do governo como ruim ou péssimo—subiu novamente e chegou a 71%, o maior índice desde a sua posse, em 2011. A taxa de aprovação (os que consideram o governo ótimo ou bom) também bateu recorde negativo, de 8%. Na última pesquisa, a reprovação era de 65% e a aprovação, de 10%. Até hoje, o posto de presidente mais impopular cabia a Fernando Collor, que, em setembro de 1992, pouco antes de sofrer impeachment, teve 68% de ruim/péssimo. Para 66% dos brasileiros, o Congresso Nacional deveria abrir processo de impeachment contra Dilma — em abril eram 63%. Entretanto, a maioria dos entrevistados (53%) avalia que a presidente não será afastada — o índice era de 64% em abril.
Sociedade terá de desenvolver ideias próprias sobre a política externa
A demanda por novas visões de política externa no Brasil é vasta, mas a oferta é escassa. A militância pró-governo está paralisada, repete chavões vazios. Da oposição, só ouve-se a ladainha segundo a qual este governo seria a vanguarda do atraso. Caberá à sociedade desenvolver ideias próprias sobre o futuro de nossa estratégia internacional.
RIO (agências internacionais) - O Brasil retornou ao top 5 do ranking da Fifa. A seleção ganhou uma posição e agora está no 5º lugar na lista, que segue liderada pela Argentina. Superada pela Bélgica, a campeã mundial Alemanha perdeu um posto e caiu para 3º lugar. A Holanda, que era 5ª colocada, perdeu sete posições e agora está em 12º no ranking. Já o Chile, campeão da Copa América, ganhou uma posição e ocupa o 10º lugar. A Jamaica, vice-campeã da Copa Ouro, foi a seleção com a maior ascensão, ganhando 21 posições e saltando para o 55º lugar.
Confira os 10 primeiros do ranking da Fifa:
1. Argentina
2. Bélgica
3. Alemanha
4. Colômbia
5. Brasil
6. Portugal
7. Romênia
8. Inglaterra
9. País de Gales
10. Chile
SÃO PAULO - Pesquisa Datafolha divulgada hoje pelo jornal "Folha de S.Paulo" mostra que a presidente Dilma Rousseff tem 71% de reprovação, superando assim as piores taxas registradas por Fernando Collor no cargo às vésperas de sofrer processo de impeachment, na década de 90. Na pesquisa anterior, na terceira semana de junho, o índice de entrevistados que consideravam o governo Dilma ruim ou péssimo era de 65%. O grupo dos que consideram o desempenho da petista ótimo ou bom variou para baixo, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Em junho, 10% dos entrevistados mantinham essa opinião, e agora somam 8%. Os números registrados pelo Datafolha na sondagem desta semana são os piores desde que o instituto começou a série de pesquisas em âmbito nacional, em 1999. A pesquisa foi feita ontem e na 3ª feira com 3.358 entrevistados em 201 municípios brasileiros.
RIO - Para ir do Jardim Oceânico ao Centro e à Tijuca, os passageiros do metrô precisarão fazer baldeação na estação General Osório por seis meses após o início da operação assistida da Linha 4, prometido para 1º de junho do ano que vem. Segundo o secretário estadual de transportes, Carlos Roberto Osorio, o deslocamento só será direto a partir de dezembro, depois da Olimpíada.

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