quinta-feira, 28 de janeiro de 2016



Condomínio no litoral onde Marisa Letícia teve opção de compra de apartamento é foco de investigação
Imóvel está no nome da OAS
Operação ‘preocupa’ governo e leva dois ministros a defender ex-presidente
Para Dilma, ônus da prova ‘cabe a quem acusa’

Nova fase da Lava Jato deflagrada ontem provocou reflexos no cenário político por se aproximar de negócio envolvendo a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a empreiteira OAS. A operação preocupou o Planalto e levou dois ministros – Jaques Wagner (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Justiça) – a defender Lula. Para a presidente Dilma Rousseff, o ônus da prova cabe a quem acusa. Ela criticou “insinuações” contidas em vazamentos da investigação. Em Brasília, a avaliação é de que o avanço da Lava Jato sobre o petista pode trazer prejuízo político já que “Lula é o símbolo do projeto” do qual Dilma faz parte. A Triplo X teve como foco o condomínio Solaris, no Guarujá, onde a mulher de Lula, Marisa Letícia, chegou a ter opção de compra do tríplex 164-A. A OAS aparece hoje como dona da unidade, após Marisa ter desistido do negócio, segundo o Instituto Lula. Para a PF, os imóveis possuem “alto grau de suspeita quanto à sua real titularidade”. Em nota, o Instituto Lula negou irregularidades. (Política/A4 a A10)

Cooperativa ligada ao PT vira alvo

Policiais federais cumpriram ontem 23 mandados em São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Joaçaba (SC). Foram alvos a Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), a OAS e a Mossack Fonseca, empresa que teria montado offshores. Na capital, foi presa Nelci Warken, que aparece como dona do tríplex 163-B no condomínio Solaris



O engenheiro Armando Dagre, da Talento Construtora, disse ao Ministério Público que “praticamente” refez o tríplex que a Promotoria suspeita pertencer ao ex-presidente Lula. Ele disse que viu Marisa Letícia no apartamento com o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e que a reforma custou R$ 777 mil.


A Controladoria-Geral da União e os Ministérios da Justiça e da Educação criaram força-tarefa para fiscalizar desvios na merenda e no transporte escolar. A Operação Alba Branca, da Polícia Civil, ligou o secretário de Transportes de São Paulo, Duarte Nogueira, e o presidente da Assembleia paulista, Fernando Capez, a fraudes na área.




O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, vai anunciar hoje no encontro do Conselhão a decisão do governo de usar o FGTS como garantia para o crédito consignado. O trabalhador terá direito a usar 10% do que tem depositado no fundo, mais os 40% de multa por ter sido demitido, como garantia ao financiamento. A medida deve injetar de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões para empréstimo . A proposta terá de ser enviada ao Congresso, pois a lei do FGTS só permite investimentos em habitação, saneamento e infraestrutura.



A barragem de rejeitos da Samarco, que ruiu em novembro em Mariana e deixou 17 mortos, teve novo deslocamento de lama ontem. A mineradora emitiu alerta e retirou funcionários, mas afirma que as estruturas estão estáveis.



O governo Dilma fez cronograma para alterar as bandeiras tarifárias com o objetivo de baratear o custo da energia no país. A meta é que, em março, mude de vermelho para amarelo. Em maio, a bandeira passaria a ser verde, sem custo adicional para o consumidor. Da vermelha para a verde, a redução na conta de luz é de 10%.



As primeiras ações civis contra responsáveis pelo rompimento da barragem em Mariana (MG) miram órgãos estaduais e federais. Para a Procuradoria, houve falhas de controle tanto do governo mineiro quanto do Departamento Nacional de Produção Mineral. Ambos negam. Houve novo deslizamento de lama nesta quarta (27), sem vítimas.



No Brasil, ensino de matemática é catastrófico, diz chefe de instituto.


Minas fará corte de 165 mil vagas não preenchidas

O governo de Minas Gerais vai anunciar o corte de 165 mil vagas que não estão preenchidas, o equivalente a 42% do total de trabalhadores ativos, e também a fusão de 26 órgãos e secretarias. A medida é necessária para enfrentar a queda de receita causada pela recessão, diz o governador petista Fernando Pimentel. 





A Justiça Eleitoral declarou o ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) e seu vice, Tadeu Filippelli (PMDB), inelegíveis por oito anos. O TRE/DF considerou, por unanimidade, que eles usaram a publicidade do governo em benefício próprio nas eleições de 2014. Agnelo Queiroz e Tadeu Filippelli ainda foram multados em R$30 mil. Advogados dos dois políticos disseram que vão recorrer da decisão.



 As contas do governo fecharam 2015 com um rombo recorde de R$114,98 bilhões, o equivalente a 1,94% do Produto Interno Bruto do país. Foi o segundo ano seguido de déficit fiscal primário e, de longe, o pior resultado das contas públicas desde o início da série histórica da Secretaria do Tesouro Nacional em 1997.


 Petrobras informou que o plano de reestruturação interna aprovado pelo Conselho de Administração permitirá uma redução de R$1,8 bilhão nos gastos da companhia por ano. O plano prevê o corte de 30% dos cargos de gerência e a extinção da Diretoria de Gás e Energia, que terá as atribuições transferidas para a Diretoria de Abastecimento. Esta diretoria também vai trocar de nome e passará a se chamar de Refino e Gás. O número de diretorias será reduzido de sete para seis. De acordo com a Petrobras, atualmente existem 7,5 mil funcionários em cargos de gerência.


O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, anunciou na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, nesta quinta-feira, 28/01, medidas de incentivo ao crédito que somam R$83 bilhões. Além de reforçar as linhas de financiamento dos bancos públicos, o governo decidiu permitir que o FGTS seja usado como garantia para empréstimos consignados. Para isso, a lei do FGTS será alterada. O governo vai enviar Medida Provisória com a proposta que, depois de aprovada pelo Congresso, terá que ser regulamentada pelo Conselho Curador do FGTS.

A presidente Dilma Rousseff comandará hoje à tarde a primeira reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico, o "Conselhão", no Palácio do Planalto. O encontro faz parte da estratégia do governo para encontrar alternativas que o levem o Brasil a superar a crise. O objetivo é colocar em pauta meios de retomar o crescimento econômico sem elevar ainda mais a inflação. O Conselho, que foi criado em 2003, no governo do ex-presidente Lula, tem 92 integrantes que representam empresários, movimentos sociais, sindicatos e a sociedade civil. O governo informou que o Conselho foi renovado em 70% dos integrantes. Entre os nomes que deixaram o grupo estão os empresários Marcelo Odebrecht e José Carlos Bumlai, presos pela Polícia Federal na operação Lava Jato. A última reunião do “Conselhão” ocorreu em junho de 2014.




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