quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Em outra frente, Geddel Vieira Lima cobrava doações, revelam mensagens

Peemedebista nega irregularidades e diz que ‘fazia com todos’ os grandes empresários

Mensagens em poder da Lava-Jato revelam que Geddel Vieira Lima (PMDB), ministro no governo Lula e um dos vice-presidentes da Caixa na primeira gestão Dilma, atuou em diversas frentes para atender a interesses da empreiteira OAS em negócios públicos. E cobrava do então presidente da empresa, Léo Pinheiro, recursos para campanha eleitoral. Na Caixa, trabalhou para liberar repasses para a OAS. Pinheiro agradeceu: “Amigo, acabou de entrar o recurso da CEF na conta. Um abraço e muito obrigado.” Geddel admitiu ter atendido a pedidos, mas disse ter sido “às claras”. “Era um grande empresário. Fazia com todos.”



Comentário de Tombini sobre projeções pessimistas do FMI para o Brasil leva mercado a rever alta da Selic

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, abandonou ontem a tradição de silêncio durante os dias de reunião do Copom e afirmou que serão levadas em conta na definição da taxa Selic as projeções do FMI para a economia brasileira, de queda de 3,5% este ano e estagnação em 2017. Para o mercado, o comentário foi na contramão do discurso da diretoria do BC. Agora, em vez de alta de 0,5 ponto percentual, analistas esperam 0,25 ou mesmo manutenção dos juros hoje.



Em crise financeira, o governo Pezão vai propor uma Lei de Responsabilidade do estado que inclui, além de cortes de gastos, uma devassa nas aposentadorias da Alerj, do Ministério Público e dos tribunais de Contas e de Justiça. O estado espera economizar R$ 450 milhões em benefícios que seriam pagos indevidamente. No Executivo já houve cortes, segundo o governador.



Os casos suspeitos de dengue no Estado do Rio dispararam em uma semana. De acordo com boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde, o total passou de 661 para 2.002, um aumento de 202%. Na capital, já foram 283 casos.


Entidades de representação nacional, como a OAB e as confederações das indústrias e do transporte, disseram que “falta legitimidade” à presidente Dilma para propor aumento de impostos por ter se esquivado do tema na campanha.


Analistas revisam aposta na alta da Selic após nota de Tombini; governo e PT pressionam Banco Central

O mercado revisou para baixo sua projeção de aumento da taxa básica de juros depois que o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, divulgou uma carta, alertando sobre a piora nas previsões do FMI para a economia brasileira. Para Tombini, as novas informações serão levadas em consideração na decisão sobre os juros, que será anunciada hoje pelo Comitê de Política Monetária. Analistas trabalhavam, até ontem, com um possível aumento de 0,50 ponto porcentual na Selic, hoje em 14,25% ao ano. Agora, as apostas são de aumento de 0,25 ponto. Segundo auxiliares da presidente Dilma Rousseff, a declaração agradou ao Palácio do Planalto, que tem dúvidas sobre a eficácia da alta de juros no combate à inflação. No PT, o comentário foi visto como um sinal de que pode haver uma reorientação da política monetária.




A Petros, fundo de pensão da Petrobras, vetou a proposta de levar a Sete Brasil à recuperação judicial. A empresa, criada pela própria estatal para construir sondas do pré-sal, deve atualmente R$14 bilhões a bancos. Diante da negativa, os acionistas voltarão a discutir o assunto em 30 dias.


Cientistas admitiram a possibilidade de existir um nono planeta, gigante e gelado, no Sistema Solar. De acordo com os astrônomos, os estudos são baseados em modelos matemáticos e simulações por computador, e não em observação direta. O corpo celeste, batizado como "Nono Planeta", teria massa dez vezes maior que a da Terra e uma órbita 20 vezes mais afastada que a de Netuno, o oitavo planeta do Sistema Solar, o mais externo e que gira em torno do Sol a uma distância média de 4,5 bilhões de quilômetros. De acordo com os cientistas Konstantin Batygin e Mike Brown, do Instituto de Tecnologia da Califórnia, nos Estados Unidos, o possível planeta, oculto pela órbita de Plutão, levaria entre 10 mil e 20 mil anos para completar uma volta em torno do Sol.

 Alguns setores da administração municipal do Rio sofrerão cortes, depois que a prefeitura assumiu a gestão dos hospitais estaduais Rocha Faria, em Campo Grande, e o Albert Schweitzer, em Realengo. O anúncio foi feito pelo secretário-executivo de coordenação do governo municipal, Pedro Paulo Carvalho. O secretário não antecipou as áreas que serão afetadas, mas disse que alguns eventos, patrocínios da prefeitura e intervenções urbanas terão cortes para que seja feito o ajuste do orçamento. Ao mesmo tempo, Pedro Paulo Carvalho garantiu que as contas do município estão em perfeito equilíbrio. O secretário disse ainda que a prefeitura terá que escolher prioridades, mas assegurou que a saúde e a educação não terão cortes.


 O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio-2016 anunciou um corte de 20 mil voluntários dos 70 mil que estavam previstos. Além disso, estruturas temporárias no Riocentro e em Deodoro terão as áreas reduzidas. As decisões têm por objetivo equilibrar o orçamento de R$ 7,4 bilhões. A frota de veículos também foi reduzida de 5 mil para 4 mil.

 A Justiça Federal em Brasília autorizou o depoimento da presidente Dilma Rousseff como testemunha de um dos réus da Operação Zelotes, o empresário Eduardo Valadão. A presidente  não é alvo da investigação. Deflagrada em março de 2015, a Operação Zelotes apura a suspeita de pagamento de propina a integrantes do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, para anular ou reduzir débitos tributários de empresas com a Receita Federal. A força tarefa que apura o caso também investiga a suposta venda de Medidas Provisórias para prorrogar incentivos fiscais a montadoras. O depoimento da presidente Dilma Rousseff será especificamente sobre essa segunda questão. O juiz Vallisney de Souza Oliveira decidiu autorizar o depoimento da presidente por escrito por considerar que é um direito do réu arrolar as testemunhas de defesa.




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