Mercado deve sofrer primeira retração em 13 anos em 2016
Procura por passagens cai há quatro meses. Com prejuízo acumulado de R$ 13 bilhões, empresas demitiram 2.400 desde 2011
A forte recessão brasileira agravou a crise do setor aéreo, que deverá ter em 2016 a primeira retração em 13 anos. As empresas reduzem a oferta de voos há três meses consecutivos e planejam encolher a malha em até 9% nos próximos trimestres, informa . O ajuste é necessário porque a procura por passagens recua há quatro meses. Só em novembro, a queda foi de 7,5%, a maior desde agosto de 2003. Em cinco anos, com custos pressionados pela escalada do dólar, o setor amargou prejuízo de R$ 13 bilhões e demitiu 2.400 funcionários.
Ações caem 1,63%, com incerteza na China e queda do petróleo. Dólar sobe para R$ 4,05
Com recuo de 1,63%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou ontem pela primeira vez desde 17 de março de 2009 abaixo dos 40 mil pontos. O dólar voltou a subir, cotado a R$ 4,05. O mercado brasileiro foi influenciado pela Bolsa de Xangai, que teve seu pior resultado em quatro meses, e pelo preço do barril do petróleo, que registrou a menor cotação em 12 anos.
Desempenho da economia brasileira só não será pior em 2016 do que o da Venezuela, dizem analistas ouvidos pela agência Bloomberg.
A crise entrou no cardápio dos restaurantes populares do Rio. Sem repasses do estado, empresas cortaram carne, frutas e refresco.
A crise na rede de saúde pública do Rio, com falta de médicos e remédios nos hospitais estaduais, é agravada pela migração de pacientes de cidades vizinhas para unidades municipais. Só no Hospital Souza Aguiar, o maior da capital, 24% das internações nos primeiros dez meses de 2015 foram de doentes "importados".
O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, disse que a entrada no país do físico franco-argelino Adlène Hicheur, que trabalha na UFRJ, deveria ter sido impedida em 2013. Hicheur cumpriu pena na França por associação com o terror e se diz inocente.
Ao negociar delação premiada, o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse que a compra de um grupo de energia argentino envolveu propina de US$ 100 milhões ao governo FH. Para o ex-presidente, a acusação é vaga e não pode ser provada.
Para Corte, oposição descumpriu sentença que impugnou candidatura de 3 deputados; parlamentares reagem
O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela declarou nulos os atos da nova Assembleia Nacional, de maioria oposicionista, horas depois da criação de uma comissão para investigar a nomeação de ministros para a mais alta Corte do país no governo Nicolás Maduro. O motivo da decisão foi o fato de o presidente da Assembleia, Henry Ramos Allup, ter dado posse a três deputados oposicionistas cujas candidaturas foram impugnadas. Com eles, a oposição obteve 112 das 167 cadeiras da Casa e a maioria qualificada de dois terços. O segundo-vice-presidente da Assembleia, Simón Calzadilla, disse que “não há condição de aceitar a sentença absolutamente política”. O tribunal declarou nulos “absolutamente todos os atos” do Legislativo enquanto forem mantidos os deputados. O governo deve enviar hoje ao Parlamento Decreto de Emergência com pacote de medidas econômicas.
Apesar de o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) ter mantido o discurso de continuidade do ajuste fiscal, o governo pode voltar a dar subsídios setoriais. Para as micro e pequenas empresas, a ajuda virá com linha de crédito a juros baixos no BNDES. O governo ainda estuda plano de renovar frota para estimular a indústria automotiva e linhas de crédito em bancos públicos para empresas exportadoras.
Advogados que cuidam das ações que podem levar à cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disseram ontem que devem elaborar estratégia de defesa conjunta contra a acusação de abuso do poder político e econômico na campanha de 2014. A Operação Lava Jato apura suposto uso de recursos da corrupção na Petrobrás.
Ex-diretor da Petrobras diz que ex-presidente o recompensou com cargo
O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró disse em delação que o então presidente Lula deu-lhe um cargo público em 2008 como forma de agradecimento. O motivo, segundo ele, foi a ajuda prestada para quitar um empréstimo de R$ 12 milhões que é considerado fraudulento pela Lava Jato. Em 2004, o fazendeiro José Carlos Bumlai, amigo de Lula, obteve empréstimo do Banco Schahin e disse ter repassado R$ 6 milhões para empresário de Santo André (SP) que teria informações comprometedoras do PT. Depois, sob o comando de Cerveró, a diretoria internacional da Petrobras contratou a Schahin Engenharia para fornecimento de um navio- sonda com preço estimado em US$ 616 milhões. De acordo com investigadores, o contrato seria uma retribuição do PT ao grupo Schahin pelo empréstimo. Cerveró disse que, ao sair da função, Lula o indicou para a BR Distribuidora por ele ter “viabilizado”o negócio. Também atribuiu a Lula decisão de ter“concedido influência sobre a BR Distribuidora” ao senador Fernando Collor (PTB-AL). Lula não se manifestou.
Em depoimento, Nestor Cerveró, ex-executivo da Petrobras, relatou duas reuniões, em 2009 e 2012, com a presença do presidente do Senado, Renan Calheiros, em que o tema foi propina. Cerveró disse que o peemedebista reclamou da “falta de repasse”. É a primeira vez que ele é acusado de ter pessoalmente tratado de suborno relacionado ao petrolão. Renan nega.
Ao negociar sua delação premiada,o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró citou um caso de pagamento de propina para o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Segundo ele, a aquisição do grupo de energia argentino PeCom pela Petrobras envolveu US$ 100 milhões. Cerveró não disse quem recebeu a verba. Para FHC,as afirmações são “vagas”.
Concessionária do aeroporto de Guarulhos e de rodovias, a Invepar recebeu R$ 1 bilhão de três fundos de pensão para saldar dívidas. Previ (BB), Petros (Petrobras) e Funcef (Caixa) são sócias da empresa em parceria com a OAS, em crise após a investigação da Lava Jato. Interessada na fatia da empreiteira, a Brookfield investiu outros R$ 500 milhões.
" A Petrobras anunciou que o Conselho de Administração da empresa aprovou novos cortes nos investimentos para os próximos anos, tendo em vista a forte queda dos preços do petróleo e a valorização cambial. Em fato relevante comunicado ao mercado, a Petrobras informou que, no período até 2019, os investimentos totais serão reduzidos do montante previsto de US$ 130,3 bilhões para US$ 98,4 bilhões. O corte, de quase US$ 32 bilhões, é de aproximamente 24,5%.
RIO - O prazo de isenção de vistoria para carros de passeio zero quilômetro no Rio subiu de dois para três anos. A decisão, anunciada pelo governador Luiz Fernando Pezão, vale para automóveis particulares com capacidade para até cinco passageiros. Quem comprou carro novo em 2013, por exemplo, só precisará fazer a vistoria em 2017, explicou o governador. São, agora, mais 210 mil veículos dispensados do pagamento da taxa de licenciamento anual, além dos 405 mil que já seriam beneficiados pela regra anterior, que concedia isenção de vistoria por dois anos. A taxa, atualmente, é de R$ 126,97. Vale ressaltar, no entanto, que a dispensa da vistoria não elimina a exigência da emissão anual do documento de licenciamento. Todos os proprietários devem agendar o serviço gratuito para atualizar a documentação anualmente no Detran. Na Região metropolitana, o proprietário pode ligar para os telefones 3460 4040 ou 3460 4041. No interior do estado, o telefone é o 08000 204040. Quem preferir, pode agendar o serviço pela internet, acessando o site do Detran.
BRASÍLIA - A partir de agora, as universidades particulares estão proibidas de cobrar taxa de repetência em disciplina eletiva e de provas, no estado do Rio. A lei que estabelece a proibição foi sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão. As instituições que descumprirem a norma serão multadas em aproximadamente R$ 6 mil.
O ministro da Saúde reclamou do alto custo da vacina contra a dengue desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. Marcelo Castro disse que o preço poderá inviabilizar a adoção da vacina na rede pública. Segundo o ministro, as três doses necessárias ficariam em aproximadamente R$ 300 por pessoa, e são 200 milhões de brasileiros para vacinar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o registro da vacina no dia 28 de dezembro do ano passado. O ministro Marcelo Castro espera poder contar com outra vacina, desenvolvida pelo Instituto Butantan e atualmente na última fase de testes, mas não descartou totalmente a do laboratório francês. Já a vacina contra o vírus zika, transmitida também pelo mosquito Aedes Aegypti e ligada à epidemia de microcefalia, ainda deverá levar tempo para ser desenvolvida, mas segundo o ministro, já há laboratórios públicos trabalhando nela.
O corte de R$ 151 milhões do orçamento deste ano da Polícia Federal deverá ser recomposto após a sanção da lei orçamentária, prevista para quinta-feira. A informação foi dada pelo ministério da Fazenda. No fim de dezembro, delegados haviam enviado carta ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com duras críticas ao corte de verbas. Eles apontaram uma possível diminuição no número de investigações da Polícia Federal com o cancelamento ou suspensão de contratos. A recomposição do corte orçamentário deverá ser renegociada por técnicos dos ministérios da Justiça e do Planejamento.
O Ministério da Educação (MEC) quer um novo exame para a certificação de conclusão do ensino médio. Atualmente, o Enem pode ser usado com esta finalidade, mas o ministro Aloizio Mercadante disse que a pasta estuda uma forma de melhor avaliar os estudantes. Segundo Mercadante, o governo planeja separar os dois públicos, os alunos que buscam a certificação e os que tentam o acesso à universidade. O ministro não detalhou como seria o novo exame. A nota do Enem pode ser usada também para ingressar no ensino superior público pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para concorrer a bolsas de estudo em instituições privadas pelo Programa Universidade para todos e para obter financiamento através do Fiés.

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