CVM investiga Petrobras em meio a escândalos
Advogado de Youssef diz que doleiro nega ter feito qualquer negócio com o PSDB e pede acareação com testa de ferro
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu processo administrativo para investigar a Petrobras por causa das denúncias de corrupção surgidas com a Operação Lava-Jato, da PF. O processo foi iniciado após ser noticiado que a estatal já é alvo de investigação semelhante nos Estados Unidos. De acordo com uma fonte da Petrobras, a CVM quer tomar conhecimento de tudo o que ocorreu desde que Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, iniciou delação premiada e contou que havia esquema de pagamento de propina para políticos de PT, PMDB e PP. Caso a CVM comprove as irregularidades, será aberta nova fase da investigação que poderá resultar em punições para a companhia. A estatal não se manifestou. Ontem, o advogado do doleiro Alberto Youssef negou que ele tivesse negócios com políticos do PSDB, como afirmara, em depoimento, Leonardo Meirelles, ex-braço direito do doleiro.
Campanha no fundo do poço
TCU apura ação de órgãos federais na crise da água
No TSE, candidatos fazem pacto de não agressão
Governo adia anúncio de arrecadação
O governo só divulgará na próxima semana, ou seja, após as eleições, o resultado da arrecadação de impostos em setembro. Normalmente, o anúncio é feito na terceira semana do mês. Nos últimos meses, as contas fiscais têm se deteriorado.
Queda do petróleo ajuda balança
A queda de quase 30% no preço do petróleo, desde junho, dará alívio de US$ 2 bilhões às importações brasileiras. Evitar á, ainda, que a balança comercial tenha déficit este ano.
Virando a mesa
A eleição ainda não tem resultado, mas o PMDB já tem um plano de ação. O partido vai formar um bloco para ampliar seu poder. As conversas já existem com PR, PTB, PSC e Solidariedade. Seus líderes antecipam que não irão para a oposição. Mas condicionam o apoio ao governo à execução de políticas públicas em áreas como Saúde, Educação ou Cidades. Eles dizem que não aceitarão ser tratados como são no atual mandato da presidente Dilma.
A eleição ainda não tem resultado, mas o PMDB já tem um plano de ação. O partido vai formar um bloco para ampliar seu poder. As conversas já existem com PR, PTB, PSC e Solidariedade. Seus líderes antecipam que não irão para a oposição. Mas condicionam o apoio ao governo à execução de políticas públicas em áreas como Saúde, Educação ou Cidades. Eles dizem que não aceitarão ser tratados como são no atual mandato da presidente Dilma.
Acordo por fim de ofensas
Segundo o TSE, Aécio e Dilma passam a fazer campanha propositiva e desistem de contestações.
Empresas e ANP brigam por gás não convencional
As petroleiras com operações na Bacia de São Francisco querem mais cinco anos para explorar as áreas, alegando incertezas sobre as regras ambientais. Na primeira avaliação do tema ontem, a ANP negou o aumento de prazo. As empresas já avisaram que vão recorrer. Atualmente, a atividade está suspensa por liminares no Paraná e no Piauí.
Bancos mantêm bons resultados
Os números do terceiro trimestre, que começam a ser divulgados pelos bancos brasileiros no próximo dia 30, devem ficar muito próximos aos obtidos entre abril e junho, estimam analistas.
Indústria derruba serviços
A receita bruta nominal do setor cresceu 4,5% na comparação com igual mês de 2013. Foi o pior resultado da série histórica do IBGE.
Tiros alertam Canadá e EUA
OS DESAFIOS DE 2015
Independentemente do resultado das eleições no próximo domingo, 2015 será um ano de ajustes. Apesar da disputa acirrada entre dois projetos de dimensões econômicas diferentes para o país, não são esperadas grandes surpresas na condução da política econômica no curto prazo.
DEDO NO GATILHO
O dólar tentou ontem se desvencilhar da corrida eleitoral e reconectar-se aos mercados globais, propensos a assumir mais riscos diante da expectativa de prolongamento das políticas monetárias acomodatícias nos EUA e na Europa. A moeda americana operou em baixa contra o real, seguindo o viés externo, até às 13 horas.
FAVORITOS NO SUFOCO
Não é só a disputa pela Presidência da República que está encarniçada neste segundo turno. Também na esfera estadual, observam-se páreos duríssimos.
overno adia divulgação de resultados negativos
Por decisão do governo Dilma, o país chegará à votação de domingo (26) sem saber os dados mais atualizados do desempenho dos alunos na rede pública de educação e da arrecadação de tributos —resultados potencialmente negativos à campanha da presidente. Também só serão divulgados depois da eleição presidencial, na qual a petista concorre com Aécio Neves (PSDB), números do desmatamento da Amazônia e da pobreza no Brasil. No caso da educação, o resultado de exame nacional geralmente sai até agosto. Nas demais áreas, as informações também eram divulgadas com mais antecedência. Há sinalização de que todos os indicadores mostrarão piora na situação. Avaliações independentes ou informações oficiais publicadas apontam para desempenho pouco animador. As instituições do governo responsáveis pelos dados citaram questões técnicas, administrativas ou legais para justificar a postergação das divulgações das informações.
Deputados aliviam dívidas de desvios de dinheiro público
Maria Cristina Frias
Petrobras ameaça suspender envio de gás ao AmazonasA Petrobras ameaça suspender o fornecimento de gás par a o Amazonas, o que pode deixar Manaus sem energia às vésperas da eleição. A BR Distribuidora cobra solução até amanhã (24) par a dívida de R$ 3 bilhões.
Contardo Calligaris
Nesta eleição, não duelam visões realmente antagônicas. O fato de os blocos políticos não terem alvos muito diferentes alimenta uma oposição surda aos argumentos do outro, na qual a adesão leva cada um a abdicar de pensar por conta própria.
O MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro) instaurou nesta quinta-feira (23) um inquérito para investigar possíveis irregularidades na contratação da personal trainer Alessandra Pereira Evangelista. Segundo denúncia do jornal "O Dia", Alessandra trabalharia como personal trainer do conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro) Júlio Lambertson Rabello e, desde maio de 2010, recebia mais de R$ 9.000 como funcionária do tribunal sem exercer o cargo comissionado.
O promotor Salvador Bemerguy, da Tutela Coletiva de Defesa da Cidadania, solicitou ao tribunal a remessa de documentos como a cópia da nomeação da servidora, o seu cartão de ponto e a portaria que instaurou uma sindicância para apurar o caso dentro do tribunal. Caso seja comprovado que Alessandra não exercia suas funções no gabinete do conselheiro, ela poderá ter que devolver todo o dinheiro que recebeu do tribunal no período em que estava contratada.
O presidente do TCE-RJ, Jonas Lopes, determinou na terça-feira (21) a abertura de uma sindicância interna para apurar o caso. Segundo a assessoria do tribunal, será formado um grupo com funcionários concursados da casa que tem 60 dias para investigar se Alessandra cumpria ou não as suas funções no gabinete do conselheiro. Caso a denúncia seja considerada verdadeira, as conclusões serão encaminhadas ao MP-RJ e ao MPF (Ministério Público Federal) que podem determinar a devolução dos salários.
"O conselheiro tem foro especial, em razão da função, o tribunal não tem poder para investigá-lo", explicou o presidente. "Se for comprovado ao final da sindicância qualquer ação ou omissão, o TCE irá comunicar o MPF."
Lopes disse ainda que a personal trainer foi exonerada nesta semana a pedido de Rabello, que informou à presidência que o desligamento da funcionária já estava previsto. "A gestão do gabinete cabe ao conselheiro", afirmou. A personal trainer foi exonerada nesta terça-feira (21).
Durante uma sessão plenária do TCE-RJ realizada na tarde de terça (21), Rabello trocou mensagens pelo celular com Alessandra, flagradas por uma filmagem do "RJTV 2", da TV Globo. "Dr. Julio, acabou de dar a notícia no RJTV. Só meu nome. Sem foto", escreveu a personal trainer. O conselheiro respondeu: "Está em todo o lugar". Numa outra conversa, com a mulher dele, Rabello digitou: "Estou em sessão e já te ligo logo... Se sobreviver".
Ainda durante a discussão de votos sobre prestação de contas, no plenário, o conselheiro escreveu um bilhete, onde poderia se ler: "A sra. Alessandra é minha contratada, trabalhava em ambos os lugares, minha casa e tribunal, o que se provará".
Em 2011, o juiz foi denunciado pelo Ministério Público Federal junto a outros três conselheiros do TCE por falsidade ideológica e peculato. Em agosto deste ano o relator do processo no Supremo Tribunal de Justiça rejeitou a denúncia alegando que faltavam indícios para comprovar as acusações.
De acordo com a reportagem do "Dia", a profissional de Educação Física atendia ao conselheiro e a mulher todos os dias, entre 8h30 e 10h30, na residência do casal, no Cosme Velho, na zona sul da capital fluminense. Depois disso, Alessandra teria a tarde livre para atender outras pessoas interessadas em adquirir os seus serviços.
Atingido pelas denúncias no escândalo da Petrobras, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, vai deixar o Conselho de Administração da Usina Hidrelétrica de Itaipu, antecipando em um ano e meio o final do seu mandato no cargo. Segundo o presidente do partido, Rui Falcão, o afastamento de Vaccari é uma decisão do governo que se alia a uma vontade do tesoureiro de "se concentrar mais nas atividades" da legenda.
O anúncio da saída é providencial para a campanha de Dilma, desconfortável com os ataques dos adversários contra Vaccari. "Não há nenhuma denúncia comprovada envolvendo o companheiro Vaccari", afirmou Falcão nesta quarta, 21. O dirigente acrescentou que ele permanece cuidando das contas do PT. "Não há nenhuma razão para substituí-lo."
Segundo o presidente do PT, Vaccari lhe disse que deixaria Itaipu "antes do surgimento das denúncias infundadas". O mandato de quatro anos no conselho da Itaipu, para o qual Vaccari foi reconduzido em 17 de maio de 2012, só expiraria em 16 de maio de 2016.
Munição
Apesar de assessores do Planalto acharem que Vaccari deveria mesmo deixar o posto de imediato, a tese é repudiada por outras correntes internas da campanha de Dilma. Há quem ache que isso será uma "confissão de culpa" e que poderá "dar munição" para o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves (PSDB), no debate da TV Globo, nesta sexta, 23.
No debate da TV Record, no domingo passado, Aécio destacou que Dilma reconheceu que houve desvios na estatal e questionou a presidente se o tesoureiro do PT vai continuar na função de conselheiro de Itaipu após ser citado nas denúncias do ex-diretor Paulo Roberto Costa. Por três vezes, o tucano perguntou a Dilma se ela confiava em Vaccari.
O tesoureiro do PT foi acusado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef de participar de esquema de arrecadação de propina para a sigla.
Falcão prometeu mudanças no partido para o período pós-eleitoral. Disse que as acusações de Aécio Neves à presidente Dilma ao invés de atingi-la, provocaram um "efeito bumerangue". "A agressividade, as denúncias forjadas, o tom de voz, o menosprezo em relação às mulheres, tudo isso está provocando um efeito inverso ao que ele pretendia. Ele está provando do próprio veneno", comentou.
Questionado se haverá um saneamento do partido por causa das denúncias, Falcão respondeu: "O PT não convive com malfeitos e atos de corrupção".
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 4,9% em setembro e foi a menor para o mês desde 2002, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) começou a coletar os dados pela metodologia atual.
Em agosto, o índice tinha subido para 5%, mas também tinha sido o menor para o mês desde 2002. A variação entre os dois meses não é considerada estatisticamente relevante pelo IBGE.
Em relação a setembro do ano passado, o desemprego caiu 0,5 ponto percentual: de 5,4% para os atuais 4,9%.
O resultado foi melhor do que o esperado por economistas consultados pela agência de notícias Reuters.
"A redução da taxa está associada à queda na procura (por emprego), ou seja, a taxa cai porque há menos pressão sobre o mercado de trabalho", disse a técnica do IBGE Adriana Berengui.
"A taxa (de desemprego) é uma informação positiva, mas é preciso olhar de maneira mais ampla. Há setores importantes demitindo, como indústria e construção, e há notícias mais negativas sobre serviços, que é o que mais emprega", afirmou o economista da Tendências Rafael Bacciotti.
Pesquisa será substituída pela Pnad contínua, que é trimestral
Essas informações são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (23). Elas se referem às regiões metropolitanas de Recife (PE), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS).
A PME deve continuar até o fim deste ano e, depois, deixará de ser feita.
Ela será substituída por outra pesquisa do IBGE, lançada em janeiro de 2014: a Pnad contínua, que é divulgada a cada três meses.
Já houve três divulgações da Pnad contínua: a primeira com dados do 1° trimestre 2012 ao 2° trimestre 2013; a segunda relativa ao 3º e 4º trimestre de 2013; e aterceira referente ao 1º trimestre de 2014.
A próxima, com os dados do 2º trimestre deste ano, deve ser divulgada em 6 de novembro; a data foi adiada devido à greve de funcionários do IBGE.
Renda média sobe pelo segundo mês seguido
O rendimento médio real da população subiu 0,1% no mês passado em relação a agosto, segunda alta seguida, chegando a R$ 2.067,10. Em relação a setembro de 2013, o rendimento avançou 1,5%.
Em agosto, o rendimento havia mostrado alta mensal de 1,7%.
População ocupada fica estável
A população desocupada (1,2 milhão de pessoas) ficou estável em relação a agosto e caiu 10,9% em relação a setembro de 2013.
O número de pessoas ocupadas (23,1 milhões de pessoas) permaneceu estável em ambas as comparações.
Em setembro, foram registradas 11,7 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado, o que também representa estabilidade na comparação com agosto de 2014 e com setembro do ano passado.
Taxa sobe no Rio e cai em SP
Na comparação por regiões, a taxa de desemprego subiu 0,4 ponto percentual no Rio de Janeiro, indo de 3% em agosto para 3,4% em setembro.
Em São Paulo, o índice caiu de 5,1% em agosto para 4,5% em setembro.
Nas demais regiões, não houve variação.
O BC também vendeu a oferta total de até 8 mil swaps para rolagem dos contratos que vencem em 3 de novembro. Ao todo, a autoridade monetária já rolou cerca de 76% do lote total, equivalente a US$ 8,84 bilhões.
Bovespa fecha em queda de 3,24%
E a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 3,24%, aos 50.732 pontos, em uma sessão também marcada pelo cenário eleitoral.

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