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Dirceu pede para cumprir o resto da pena em casa
BB dribla regra para emprestar a amiga de seu presidente
Agência rebaixa nota da Petrobras
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BB burla regra em empréstimo
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Com o peso da eleição
US$ 100 bi no exterior à espera do novo governo
Com a seca, Sabesp perde 24% do valor
Seca já impacta a inflação
ABSTENÇÃO PREOCUPA
Petistas e tucanos estão preocupados com a abstenção na eleição no próximo domingo. Se vier a ocorrer em São Paulo, entre eleitores de classe média que decidirem viajar, será bom para Dilma, já que os votantes nesse segmento tendem a apoiar o tucano Aécio Neves.
Multas por direção perigosa em estrada sobem até 900%
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) já retirou 5,94 bilhões de litros de água da segunda cota do volume morto mesmo antes de receber autorização da ANA (Agência Nacional de Águas) e do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), órgãos subordinados aos governos federal e de São Paulo, respectivamente. A água retirada é do reservatório Atibainha, um dos cinco que compõem o Sistema Cantareira.
Até agora, a Sabesp estava autorizada a captar apenas a água da primeira cota do volume morto, conforme resolução conjunta entre a ANA e o Daee de julho deste ano. A companhia já pediu autorização aos órgãos para retirar água da segunda cota como um todo, isto é, incluindo Atibainha e as demais represas do Sistema Cantareira.
ANA e Daee concordaram com a retirada, mas a captação só ocorrerá depois que ambos aprovarem uma resolução para estabelecer a quantidade e o formato da retirada da água. A ANA propõe que a captação seja feita em etapas.
A resolução de julho deste ano estabeleceu que a Sabesp poderia retirar água do reservatório Atibainha até a marca de 777 metros. Para captar além disto, teria que pedir autorização aos órgãos competentes.
Os 5,94 bilhões de litros correspondem a 5,7% do total de toda a segunda cota de volume morto (106 bilhões de litros). Nesta quarta, o índice do Cantareira caiu para 3,2%, o menor de sua história.
Ao Daee, a Sabesp afirmou que uma erosão ocorrida no canal que liga o reservatório à represa de Jacareí impediu a vazão de água para o Atibainha entre 18 de setembro e 2 de outubro, o que motivou a captação adicional. Segundo a Sabesp, a retirada extra era uma medida "imprescindível" para manter o abastecimento da Grande São Paulo.
Em 10 de outubro, a Sabesp pediu ao Daee para usar a segunda cota do volume morto no reservatório Atibainha. O órgão estadual concordou com a captação adicional e solicitou autorização à ANA. O Daee também propôs ao órgão federal que fosse elaborada outra resolução para definir o formato e a quantidade de água retirada.
Em resposta, a ANA pediu esclarecimentos à Sabesp sobre a situação do reservatório Atibainha e defendeu que fossem aumentados os limites estabelecidos em julho para outros reservatórios do Sistema Cantareira (Jaguari-Jacareí e Cachoeira), de modo a compensar a captação adicional no Atibainha.
A ANA também exigiu que a Sabesp atestasse que a retirada adicional não prejudicaria a vazão de água na bacia do rio Piracicaba. A estatal, no entanto, não respondeu aos ofícios da agência federal.
Em nota oficial, a Sabesp afirmou que "não usou água da segunda cota da reserva técnica do Sistema Cantareira, embora a autorização já fora concedida pelos órgãos regulatórios"
A empresa afirmou ainda que "a obra para a captação da segunda cota da reserva técnica na represa Jacareí está quase finalizada". Dessa maneira, segundo a Sabesp, "o nível do Sistema Cantareira vai subir 10,7 pontos percentuais, por meio do bombeamento de mais 106 bilhões de litros da reserva".
Medidores desaparecem
De acordo com a ANA, o segundo volume morto já está sendo utilizado ao menos desde 14 de outubro, quando uma medição de técnicos da agência constatou que o nível do Atibainha já estava a 776,62 m, ou seja, 38 centímetros a menos do que o permitido.
A medição da Sabesp, no entanto, apontava que o nível estava em 777,02, dois centímetros acima do permitido.
No dia 15, técnicos da ANA foram até o Atibainha e detectaram que as réguas de medição do nível do reservatório haviam sumido. Nos dois dias seguintes, o sistema da Sabesp que informa as medições ficou fora do ar. O Daee já reinstalou os medidores.
No ofício enviado à ANA, o Daee informou que determinou à Sabesp que corrigisse a medição incorreta feita no dia 14.
Em nota oficial, a Sabesp diz que ainda há "mais de 33 bilhões de litros de água da primeira cota da reserva técnica na represa Jaguari/Jacareí" e afirma que a régua usada para a medição do volume "não foi retirada da represa".
Procurada pela reportagem desde ontem (22), a Sabesp não respondeu porque captou água além do permitido e não se manifestou sobre o desaparecimento das réguas.
Segundo volume morto
Segundo a Sabesp, a água do segundo volume morto deve começar a ser utilizada em novembro, quando a primeira cota terminar, para abastecer um terço da capital paulista (6,5 milhões de pessoas).
Nessa terça-feira (22), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, referiu-se, pela primeira vez, a uma terceira cota do volume morto.
Disputa partidária
Ontem (22), o presidente da ANA, Vicente Andreu, que é filiado ao PT, afirmou que a terceira cota não é própria para uso por tratar-se de lodo. O presidente da agência afirmou ainda que usar a água do segundo volume morto, embora inevitável, é uma"pré-tragédia".
Em resposta, o secretário de Energia de São Paulo, o tucano José Anibal, chamou Andreu de "vagabundo". O secretário-chefe da Casa Civil, Saulo de Castro Abreu Filho, disse que a declaração do presidente da ANA é "lamentável" por "tentar tirar proveito político de uma crise."
A quatro dias do segundo turno das eleições 2014, simpatizantes do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) realizaram uma passeata na avenida Brigadeiro Faria Lima, zona oeste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (22).
De cima do carro de som, o deputado federal Paulinho da Força (SD), que apoiou candidatos petistas em eleições anteriores, puxava os gritos de "fora, PT". Ao lado dele estavam o ex-jogador Ronaldo, a cantora Wanessa Camargo, o humorista Juca Chaves e o vereador Floriano Pesaro (PSDB), única liderança tucana em cima do carro de som ao longo do percurso.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apareceu durante a concentração, no largo da Batata, mas não continuou no ato.
Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 1.000 pessoas participaram do ato, que começou por volta das 18h. Alguns policiais que acompanharam o evento na rua falaram em 5.000 participantes.
Já Milton Flávio, presidente do PSDB paulistano, disse acreditar que cerca de 20 mil militantes estiveram no evento, que, segundo ele, não foi organizado pelo partido. "Um ato convocado pela sociedade civil, que não tem ligação com nenhum partido, mas que reuniu todos aqueles que clamam por uma mudança e pedem que o Brasil volte a ser o que era."
Marcha anticomunista
O repertório de xingamentos a Dilma Rousseff (PT), ao PT e a símbolos da esquerda foi vasto. "Dilma terrorista!" / "Ei, ebola, leva a Dilma embora" / "Ai que maravilha, a Dilma vai pra Cuba e o Aécio pra Brasília". Sobrou também para o compositor Chico Buarque, apoiador da candidata petista. "Chico Buarque, vai cantar Geni na m*".
A preocupação com o comunismo permeou todo o ato: "A nossa bandeira jamais será vermelha", gritavam os mais exaltados. Um cartaz com os dizeres "Viva a liberdade! Fora o comunismo!" foi afixado na frente do carro de som que levava as celebridades.
Os simpatizantes do tucano também fizeram uma versão de "Pra não dizer que não falei de flores", de Geraldo Vandré, hino da resistência à ditadura militar. "Dilma vai embora que o Brasil não quer você / aproveita e leva embora os vagabundos do PT."
Versão tucana de junho
O ato foi convocado pelas redes sociais, em especial pelo WhatsApp, como uma tentativa tucana de reeditar os dos protestos de junho de 2013. Tanto é que o local escolhido, a avenida Faria Lima, foi um dos cenários mais recorrentes das numerosas manifestações do ano passado. Um cinegrafista da campanha do PSDB pedia para os presentes cantarem o "vem pra rua", mas a resposta era sempre "fora, PT".
O clima lembrava um happy hour. Muitos vestiam roupa social e bebiam cerveja em garrafas long neck. Em cima do carro de som, um mestre cerimônia, um dos poucos negros no ato, tentou puxar o jingle de Aécio, inspirado na música "Festa", de Ivete Sangalo. "Agora é Aécio, pra mudar, o povo do gueto mandou avisar". Sem empolgar o público, ele lamentou. "Vocês não gostaram dessa? Ninguém me acompanhou."
Um dos presentes era Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho do deputado federal Jair Bolsonaro. Recém-eleito deputado federal por São Paulo, Eduardo Bolsonaro deixou a sede da Polícia Federal na capital paulista, onde trabalha, para participar do evento.
Solitário, Eduardo não conseguia encontrar os amigos que lhe convidaram para o protesto, chamado por ele de demonstração "contra o pessoal que tá com o PT".
No último domingo (19), Jair Bolsonaro participou de um ato de Aécio em Copacabana, na zona sul do Rio, mas não foi convidado para subir no carro, nem tirar fotos com o presidenciável, o que incomodou o deputado.
Segundo o filho, a família Bolsonaro irá apoiar Aécio de qualquer maneira. "É complicado. Ele [Aécio] aceita o apoio daquele maconheiro Eduardo Jorge [candidato à Presidência pelo PV] e rejeita o nosso, que somos representantes de três milhões de militares. Mas o Aécio querendo ou não nós e nossos eleitores vamos votar nele."
O ponto alto da manifestação foi o hino nacional, puxado por Wanessa Camargo e cantado pela multidão em frente ao Shopping Iguatemi, um dos mais luxuosos da cidade.
A quatro dias do segundo turno das eleições 2014, ativistas ligados ao candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) realizaram uma passeata na avenida Faria Lima, zona oeste de São Paulo, na noite desta quarta-feira (22). Com faixas pró-Aécio e um carro de som comandado pelo deputado federal Paulinho da Força (SD), os militantes pediram mais educação, mais saúde e a saída do PT do governo federal. "Fora, PT, leva a Dilma com você", diziam. Também xingaram a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e, em coro, gritaram: "Viva a PM!"
No próximo dia 23 de outubro acontece o Encontro 'Diálogo dos Saberes' no Instituto Superior de Educação do Estadodo Rio de Janeiro (ISERJ). O evento reunirá professores, gestores de escolas e estudantes em educação, para refletir sobre o papel do professor na sociedade, na perspectiva de uma formação humana. Em pauta também estarão as novas práticas de ensino que buscam ampliar o diálogo entre escolas e territórios, relacionando saberes populares aos currículos escolares.
O encontro é organizado pela Arte de Educar e o ISERJ, com o patrocínio da Petrobras. Uma das palestrantes é a professora Marta Relvas,especialista no país na articulação entre a prática de ensino e as contribuições no conhecimento da neurociência para uma educação de qualidade.
"O entendimento sobre o funcionamento do cérebro dos estudantes facilita o trabalho de educadores e pode revolucionar a atuação em sala de aula", explica Marta Relvas. A nova prática de ensino ganha cada vez mais adeptos e os poucos projetos existentes, apresentam bons resultados no desempenho escolar.
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ) moveu representação por conduta vedada contra dois deputados eleitos. O deputado estadual reeleito João Alves Peixoto (PSDC) e o deputado federal eleito Celso Pansera (PMDB) são acusados de fazerem uso promocional dos serviços sociais da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em benefício de suas candidaturas, ao prometerem a instalação de nova unidade daquela Fundação no Distrito de Morro do Coco, em Campos dos Goytacazes (RJ). Se condenados, eles podem ter o registro ou o diploma cassado e pagar multa.
De acordo com a denúncia anônima recebida, comprovada nas diligências do Grupo de Apoio aos Promotores, Celso Pansera, então presidente da Faetec, esteve em janeiro no Morro do Coco com João Alves Peixoto, quando os dois anunciaram que seria instalada ali uma novafilial, com o oferecimento de curso de informática, idiomas e sala para acesso à internet. Além de ser vedada a referida promessa no ano das eleições, conforme o artigo 73 da Lei nº 9.504/97, a PRE argumenta que não havia, a princípio, qualquer autorização legal ou previsão orçamentária anterior para a criação da nova unidade no Morro do Coco.
A procuradora regional eleitoral substituta, Adriana Farias, defende que a conduta dos eleitos teve potencial para desequilibrar a disputa eleitoral, pois "A Faetec é 'responsávelpela implementação da política de Educação Profissional e Tecnológica pública e gratuita no Estado do Rio de Janeiro', sendo certo que a promessa desse serviço à população do Morro do Coco, com a abertura de nova unidade, quando vinculada à figura dos candidatos representados, é expectativa capaz de afetar a igualdade no pleito eleitoral".
Entre as condutas vedadas aos agentes públicos no curso do ano das eleições está "fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público", caso da Faetec.
O senador eleito pelo Rio de Janeiro com mais de 4,6 milhões de votos,Romário (PSB), gravou, na tarde desta quarta-feira (22), em Brasília, participação no programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves.
De acordo com a assessoria de imprensa da campanha do mineiro, o vídeo com o depoimento do ex-jogador da Seleção Brasileira de futebol será exibido nesta quinta (23), a três dias do segundo turno das eleições.
A negociação para parceria com Romário, que para o governo do Rio de Janeiroapoiou o candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), era esperada por Aécio como o maior trunfo no Estado, já que tanto o atual governador como o seu adversário no segundo turno, Marcelo Crivella (PRB), apoiam a presidente Dilma Rousseff (PT) nas eleições presidenciais. Eleito deputado federal em 2010, o ex-esportista obteve 63,43% dos votos válidos para o Senado.
Segundo a pesquisa Ibope mais recente, divulgada na segunda-feira (20), Dilma tem 56% das intenções de votos válidos no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do país, com cerca de 12,1 milhões de eleitores (8,5% do total), atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais. Entre os eleitores fluminenses, Aécio conta com 44% das intenções de votos válidos.
Valorizando a experiências individuais
Se o estudo do cérebro ajuda a inovar a educação, aproveitar as experiências e bagagem cultural também tem trazido excelentes resultados. Valorizando os saberes comunitários e o cotidiano dos estudantes, a Arte de Educar é reconhecida por sua atuação em educação integral no país, com a criação da Mandala dos Saberes, em 2007, metodologia que alia saberes populares ao aprendizado, tendo sido adotada pelo Ministério da Educação e disponibilizada em mais de 30 mil escolas do país.
Os resultados comprovam o sucesso do método. O índice de evasão escolar foi zero no ano de 2013. A participação familiar também é bastante ativa: 95% de pais ou responsáveis participam da educação dos filhos. Em termos de reprovação por desempenho, enquanto que a média das CRE's da Mangueira é de 14%, a média dos estudantes a Arte de Educar é de 2% de reprovação.
Favelas pacificadas da grande Tijuca
Através de uma rede de articulação, que envolve lideranças comunitárias, ONGs, representantes de UPPs sociais, professores e educadores sociais, a Mandala dos Saberes começa a ser usada em dez favelas da grande Tijuca para ajudar a aproximar escolas das comunidades.
Metodologia de trabalho
O evento vai promover um intercâmbio de informações e práticas interativas junto ao público participante. Por isso, a metodologia utilizada -a Mandala dos Saberes - é baseada nas trocas e construções horizontais entre o público presente.
Data: 23 de outubro
Hora: 9 às 17 horas
Local: Instituto de Educação do Estado do Rio (ISERJ) - Rua Mariz e Barros - Tijuca
Público: professores, educadores e estudantes de pedagogia e psicologia

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