sexta-feira, 14 de novembro de 2014

CURTINHAS DO DIA



A Polícia Federal cumpre neste momento 85 mandados judiciais, sendo 21 de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 49 de busca e apreensão na sétima fase da Operação Lava Jato. A ação decorre da análise de material aprendido e de depoimentos colhidos em fases anteriores.
As ordens estão sendo cumpridas nos estados do Paraná, de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais, de Pernambuco e no Distrito Federal. Foi decretado o bloqueio de aproximadamente R$ 720 milhões em bens pertencentes a 36 investigados. Segundo a PF, entre os mandados de busca e apreensão, 11 estão sendo cumpridos em grandes empresas.
À Justiça, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa disse que as empresas Odebrecht, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, Iesa, Engevix, Mendes Júnior, UTC Engenharia, Queiroz Galvão e Galvão Engenharia participavam do esquema de superfaturamento de contratos firmados com a Petrobras e repasse de propina aos partidos.


O Banco Central informou nesta sexta-feira, 14, que o Conselho Monetário Nacional (CMN) alterou o limite de financiamento de diversas linhas subsidiadas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo a resolução assinada por Anthero de Moraes Meirelles, diretor de Fiscalização do BC e presidente em exercício da instituição, sete linhas ou subprograma passaram por mudança.
O subprograma ônibus e caminhões teve limite elevado de R$ 88,3 bilhões para R$ 122,6 bilhões; bens de capital - demais itens, destinado a micro e pequenas empresas, passou de R$ 31 bilhões para R$ 41,8 bilhões; Rural subiu de R$ 12 bilhões para R$ 27,9 bilhões; Proengenharia/Inovação Produção teve limite elevado de R$ 2 bilhões para R$ 3,7 bilhões. Bens de capital - demais itens subiu de R$ 107,6 bilhões para R$ 125,4 bilhões.
O CMN ainda reduziu os limites da linha Transformadores, de R$ 4 bilhões para R$ 2,72 bilhões. O subprograma Inovação ficou com linha de R$ 4,87 bilhões. Na edição anterior da resolução não contava um item classificado apenas como "inovação" e por isso não foi possível fazer comparação. A decisão foi tomada em sessão extraordinária do CMN realizada hoje. Com essas alterações, e pelas comparações que foram possíveis fazer, o limite global aumentou em quase R$ 80 bilhões.

O Ministério Público Federal divulgou nota nesta sexta-feira na qual aponta que as medidas adotadas hoje na sétima fase da Operação Lava Jato "possibilitarão avançar nas investigações e iniciar nova fase do trabalho". De acordo com o MPF, estão sendo cumpridos 25 mandados de prisão, 55 mandados de busca e apreensão e nove de condução coercitiva em sete Estados.
"O objetivo é coletar provas de crimes contra a administração pública e a ordem econômica e de lavagem de dinheiro, relacionados à Petrobras", afirma o MPF. As ações desta sexta-feira foram realizadas em conjunto por Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal.
Em entrevista coletiva concedida no Paraná, o procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima classificou esta sexta-feira como "um dia republicano". "Não há rosto nem bolso. Todos somos iguais e quem comete algum tipo de ilícito deve ser punido igualmente", disse o procurador, de acordo com nota do MPF. Lima faz parte da força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga o esquema ligado à estatal.

Integrantes do Ministério Público Federal (MPF), auxiliados por agentes da Polícia Federal, fizeram nesta sexta-feira uma busca, autorizada pela Justiça, no Hospital Central do Exército, em Benfica, na zona norte do Rio, por documentos que registrem a passagem de Raul Amaro Nin Ferreira, preso político que foi morto em 12 de agosto de 1971 nas dependências do hospital.
A ordem de busca e apreensão foi obtida após suspeita de que servidores do hospital houvessem escondido esses documentos antes da inspeção promovida em setembro passado por integrantes das comissões Nacional e Estadual da Verdade, que nada encontraram a respeito de Raul. Hoje, mais uma vez, não foi localizado registro da passagem dessa vítima da ditadura pelo hospital. Por isso, o MPF vai requisitar a instauração de inquérito policial para apurar o crime de supressão de documento, cuja pena é de 2 a 6 anos de reclusão.
Na busca realizada hoje foram localizados um dossiê com notícias e documentos referentes a Raul, uma pasta com nomes e fotografias dos integrantes das comissões Nacional e Estadual da Verdade e prontuários antigos. No arquivo oficial, os documentos mais antigos eram de 1983. Mas prontuários de 1940 a 1969 e de 1975 a 1983 estavam em uma sala trancada, em um prédio anexo do Hospital Central do Exército.

Ao decretar a execução da mais explosiva etapa da Operação Lava Jato, a Justiça Federal recorreu às declarações da presidente reeleita, Dilma Rousseff, e do senador Aécio Neves (PSDB) ainda no calor da campanha eleitoral. "Apesar de adversários políticos na recente eleição presidencial, ambos, em consenso, afirmaram a necessidade do prosseguimento do processo (da Lava Jato) e a importância dele para o quadro institucional."
Para a Justiça Federal, a "Operação Lava Jato, fruto de um competente trabalho de investigação e de persecução da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, tem recebido grande atenção da sociedade civil, inclusive com intensa exposição na mídia".
"A magnitude dos fatos tem motivado inclusive manifestações das mais altas autoridades do País a seu respeito", destaca o despacho judicial que ordenou prisões temporárias e preventivas e bloqueio de bens dos investigados, entre eles os principais executivos das maiores empreiteiras do País. "Chamaram a atenção deste Juízo recentes declarações sobre a Lava Jato da Exma. Sra. presidente da República, Dilma Rousseff, e do Exmo. Sr. Senador da República Aécio Neves. Reclamou o Exmo. Sr. Senador, em pronunciamento na Câmara Alta, pelo ‘aprofundamento das investigações e exemplares punições àqueles que protagonizaram o maior escândalo de corrupção da história deste País’. Quanto à Exma. Sra. Presidente, declarou, em entrevista a jornal, que as investigações da Operação Lava Jato criaram uma ‘oportunidade’ para coibir a impunidade no país."
"Evidentemente, cabe ao Judiciário aplicar as leis de forma imparcial e independentemente de apelos políticos em qualquer sentido", ressalva o despacho judicial. "Entretanto, os apelos provenientes de duas das mais altas autoridades políticas do País e que se encontram em campos políticos opostos confirmam a necessidade de uma resposta institucional imediata para coibir a continuidade do ciclo delitivo descoberto pelas investigações, tornando inevitável o remédio amargo, ou seja, a prisão cautelar."

Corrupção obriga Petrobras a adiar balanço

Auditoria se recusou a dar aval, e resultado agora só sairá em dezembro

Estatal alega ajustes após investigações de esquema revelado pela Lava-Jato

A Petrobras informou ontem à noite que adiou a divulgação de seu balanço financeiro e, pela primeira vez, reconheceu que tomou a decisão devido a “possíveis ajustes contábeis” por causa da Operação Lava-Jato, da PF. A decisão ocorreu após a empresa de auditoria Pricewaterhouse Coopers se recusar a assinar o balanço sem antes receber relatórios internos da estatal sobre as denúncias de corrupção. A auditoria já havia exigido a demissão do presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, citado nas denúncias. O prazo para a Petrobras divulgar o balanço expirava hoje. 




Governo manobra prazo para fazer manobra fiscal

Congresso recorre a calendário de emergência. Oposição vê aberração

Em sintonia com o Planalto, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator do projeto que altera a meta fiscal do governo, negociou no Congresso calendário de emergência para apreciar o tem a em até 25 dias. Foi a primeira vez que o governo manobrou utilizando acordo de prazos. Com isso, a proposta deve ser votada na Comissão Mista de Orçamento na próxima quarta-feira. Pela tramitação normal, a votação seria em 14 de dezembro. A oposição criticou a manobra. Para o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho, foi uma “aberração constitucional”. 


STF reduz período para cobrar FGTS

O Supremo decidiu que prescreve em cinco anos, e não mais em 30, o prazo para que o trabalhador possa cobrar das empresas valores não depositados do FGTS. 


Colocar ordem na casa

Os ministros Aloizio Mercadante e Ricardo Berzoini enquadraram a bancada petista na Câmara. Foram diretos ontem. A prioridade é aprovar a redução do superávit primário. E a eleição para a presidência da Câmara não pode causar tensionamento na base aliada. Os ministros insinuaram que não haverá disputa com o PMDB. Berzoini foi explícito: a escolha do presidente está ligada à composição do Ministério do segundo governo Dilma.



Prego no caixão da credibilidade

Tudo conspira para que a presidente Dilma não consiga se livrar tão cedo deste seu primeiro mandato, que custa a terminar. Vai ter muito mais trabalho do que imaginava para conseguir alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e estabelecer que para 2014 o superávit que valerá “é o melhor que conseguirmos fazer”, na definição do ministro Aloizio Mercadante.



Especulação leva dólar ao maior valor desde 2005

Incerteza sobre o perfil do futuro comando da equipe econômica faz moeda americana encostar em R$ 2,60. Na Austrália, Dilma reitera não ter pressa para decidir. 


 Exportação de sucata dispara com crise na indústria siderúrgica

Segundo maior exportador mundial de minério de ferro, o Brasil vê as vendas de sucata crescerem, em mais um indicador do processo de desindustrialização do país. Por falta de demanda interna, a exportação de rejeitos de aço atingiu níveis recordes nos últimos três meses: em setembro, foram 87,4 mil toneladas, o maior volume histórico. O material é vendido para reciclagem em alto-fornos asiáticos.O cenário para 2015 não é melhor.

Famílias se retraem mais no consumo

Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostrou nova queda na intenção de compras em outubro. Foi o terceiro recuo consecutivo. Os bens duráveis estão no menor patamar da série, iniciada em 2010.

 Governo recua para mudar LDO

Diante de clima hostil no Congresso, Presidência volta atrás e retira pedido de tramitação em regime de urgência constitucional do projeto que altera a meta do superávit primário.


A bolsa de apostas de quem será o novo ministro da Fazenda monopolizou as atenções dos mercados financeiros ontem. O mercado financeiro operou dividido entre os vendedores de dólar que acreditam que a presidente Dilma Rousseff não tem outra opção a não ser colocar Henrique Meirelles no comando da economia e os compradores de moeda americana que apostam na promoção do atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, ao posto. 

Governo acelera ‘brecha fiscal’, e partidos aliados miram cargos

O Planalto articulou com o relator no Congresso a redução em 25 dias do prazo para análise do projeto que permite afrouxar a economia para pagamentos de juros da dívida pública para fechar as contas do governo deste ano. Partidos aliados da presidente Dilma dizem que a manobra será aprovada, mas que pretendem discutir cargos no ministério.


Dilma deve mudar 60% da equipe e tirar espaço do PT

Na reforma ministerial, a presidente Dilma Rousseff quer reduzir o espaço de seu partido, o PT, na Esplanada e mudar perto de 60% dos cargos de primeiro escalão. Fazenda e Educação, pastas controladas por petistas desde 2003, devem ficar com outras siglas. 


Ministro ucraniano cobra mais apoio político do Brasil


O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Pavlo Klimkin, disse em entrevista a Leandro Colon que espera “mais apoio político do Brasil” no conflito com separatistas pró-Rússia. Ele criticou o país por se abster na resolução da ONU contra a anexação da Crimeia. 

Haddad atrasa a entrega de obras contra enchentes

Um ano e oito meses após promessa de início de mandato, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), entregou só 27 de 79 obras contra enchentes. Ele disse à época que era possível concluir todas em 12 meses. Dezesseis projetos devem ser entregues até dezembro, 14 foram excluídos e 22 estão “em fase de adequação”. A prefeitura negou atrasos e afirmou que obras são “imprevisíveis”.

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