quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

CURTINHAS DO DIA

 CVM cobrou explicação de Graça sobre denúncia


Apesar de e-mails, estatal diz que presidente só foi informada de desvios este ano

Ex-gerente Venina Velosa enviou mensagens a diretores e a Graça desde 2009, mas empresa agora afirma que textos ‘não explicitaram irregularidades ’; ministro da Justiça e vice-presidente saem em defesa de dirigente

Foi um pedido de informações feito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que levou a Petrobras a negar, quatro dias depois da denúncia, que a presidente Graça Foster tenha sido informada sobre irregularidades na estatal antes da Operação Lava-Jato. Em nota, a Petrobras afirmou que, só em 20 de novembro deste ano, Graça recebeu da geóloga e ex-gerente da petroleira Venina Velosa e-mails relatando desvios na estatal. E-mails, porém, foram enviados desde 2009, como revelara o jornal “Valor Econômico” na sexta-feira. A resposta da Petrobras foi divulgada na madrugada de ontem à imprensa, duas horas depois de chegar ao sistema de comunicados da CVM. Uma das mensagens que Venina enviou a Graça, segundo o “Valor”, data de 7 de outubro de 2011. Nela, Venina disse sentir vergonha de trabalhar na empresa e se põe à disposição para enviar documentos a ela. Ontem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a defender a presidente da Petrobras dizendo que “não há (contra ela) nenhum ato ilícito que possa implicar juízo de valor”. Também o vice-presidente Michel Temer defendeu Graça. 

MP pede bloqueio de bens de Gabrielli, ex-presidente

O Ministério Público do Rio pediu o bloqueio de bens do ex-presidente da Petrobras Sérgio Gabrielli e do ex-diretor Renato Duque, responsabilizados por rombo de R$ 31,5 milhões no Centro de Pesquisas da estatal. No caso Lava-Jato, no Paraná, o juiz Sérgio Moro aceitou denúncia contra mais 13 dirigentes e funcionários de empreiteiras.

S&P reduz parte da nota da petroleira

Diante dos escândalos de corrupção, a agência S&P rebaixou a grau especulativo a parte da nota da Petrobras não atrelada ao governo. A nota final ainda é grau de investimento. Após a forte queda de anteontem, as ações da estatal subiram pouco mais de 2%.

Talibã chacina 132 alunos em escola no Paquistão

Maioria das vítimas tinha entre 12 e 16 anos; muitas levaram tiros na cabeça

Terroristas do Talibã paquistanês invadiram ontem uma escola em Peshawar e massacraram 132 alunos e dez funcionários, no maior atentado já realizado no país. A carnificina durou oito horas, e a maioria das vítimas tinha entre 12 e 16 anos. Muitos foram executados a sangue-frio com tiros na cabeça. Os terroristas — entre sete e nove — e três soldados morreram. Líderes internacionais, a Prêmio Nobel da Paz Mala la Yousafzai e até o Talibã afegão condenaram a chacina.

Dólar atinge maior valor em 9 anos

O dólar comercial fechou em R$ 2,735, maior cotação desde março de 2005, e o dólar turismo encostou nos R$ 3. Casas de câmbio já fazem promoções. O derretimento do rublo não deixou nervoso apenas o mercado cambial: por quase duas horas, foi suspensa a venda de títulos do Tesouro Direto.

STF anula ação do caso Celso Daniel

O STF anulou o processo contra Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de mandar matar o ex-prefeito Celso Daniel (PT), de Santo André. A Justiça agora terá de refazer até os interrogatórios.

Conselho de Ética processa Bolsonaro

O Conselho de Ética da Câmara abriu processo por quebra de decoro contra o deputado Jair Bolsonaro (PP) por ele ter dito que não estupraria a ex-ministra Maria do Rosário porque “ela não merece


O nó da Petrobras

A presidente Dilma busca um nome com o perfil do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para presidir a Petrobras. Segundo relato de um ministro, o nome de Coutinho vem sendo citado nos bastidores do governo como uma solução para superar a crise. E acrescenta que ele tem a seu favor o fato de já ser do Conselho de Administração e gozar de um bom conceito e respeito no mercado.

Crise russa alimenta disparada do dólar

Pressões externas, como a desvalorização da moeda na Rússia, e internas, como o impacto da Operação Lava-Jato, fizeram moeda americana alcançar R$ 2,73.

 Aumento da mistura de etanol começa em fevereiro

Segundo as distribuidoras, percentual do combustível adicionado à gasolina será de 27%, 0,5 ponto abaixo do máximo estabelecido por lei aprovada em setembro. Medida melhora rentabilidade do setor de etanol e reduz necessidade de importações do derivado de petróleo. Em 2014, vendas de combustíveis crescerão 5,6%.

Nova equipe não afasta alta de impostos

Em audiência secreta na Comissão Mista de Orçamento, os futuros ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) deixaram nos parlamentares a impressão de que, no ajuste, poderá haver aumento de tributos.

Rublo faz Rússia dar choque na taxa de juros

O BC russo subiu a taxa de juros do país de 10,5% para 17% para conter o ataque especulativo contra a moeda, que desvaloriza 50% frente ao dólar no ano, refletindo as sanções econômicas após a crise da Ucrânia e a queda do preço do petróleo. 


ELEIÇÃO É PRIMEIRO DESAFIO

O PPS, PSB, PV e o Solidariedade (SDD) oficializaram a formação de uma federação de partidos. O objetivo é uma atuação conjunta não só no Parlamento nacional, mas também em estados e municípios. O primeiro desafio do grupo será na disputa pela Presidência da Câmara dos Deputados.

Gasto de estatais com publicidade cresce 65%

De 2000 a 2013, empresas ligadas ao governo investiram R$ 15,7 bi em propaganda

De 2000 a 2013, as estatais federais elevaram suas despesas com publicidade em 65%, já descontada a inflação. No ano passado houve gasto recorde de R$ 1,48 bilhão. Nesses 14 anos, a despesa com propaganda das empresas controladas pelo governo somou R$ 15,7 bilhões em valor atualizado. Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil responderam por 86% dessas verbas. A lista de veículos que acessaram esses recursos só foi liberada após ação movida pela Folha. Os dados mostram pulverização no destino das verbas. De 4.398 veículos em 2000, foram 10.817 em 2013. Com R$ 4,2 bilhões, a Rádio Globo foi a empresa que mais recebeu recursos em 14 anos — segundo o governo, a maior parte deste dinheiro foi usada para pagar anúncios veiculados pela Rede Globo de Televisão. Estatais dizem que distribuem as verbas com o objetivo de fortalecer a marca.

Gasto de estatais com publicidade cresce 65%

De 2000 a 2013, empresas ligadas ao governo investiram R$ 15,7 bi em propaganda

De 2000 a 2013, as estatais federais elevaram suas despesas com publicidade em 65%, já descontada a inflação. No ano passado houve gasto recorde de R$ 1,48 bilhão. Nesses 14 anos, a despesa com propaganda das empresas controladas pelo governo somou R$ 15,7 bilhões em valor atualizado. Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil responderam por 86% dessas verbas. A lista de veículos que acessaram esses recursos só foi liberada após ação movida pela Folha. Os dados mostram pulverização no destino das verbas. De 4.398 veículos em 2000, foram 10.817 em 2013. Com R$ 4,2 bilhões, a Rádio Globo foi a empresa que mais recebeu recursos em 14 anos — segundo o governo, a maior parte deste dinheiro foi usada para pagar anúncios veiculados pela Rede Globo de Televisão. Estatais dizem que distribuem as verbas com o objetivo de fortalecer a marca.

A Assembleia Legislativa aprovou, nesta quarta-feira, 17, por maioria, o projeto de lei que aumentou a alíquota do ICMS (Imposto de Circulação de Mercadoria e Serviços) da gasolina de 27% para 30%. A lei segue para sanção do governador Jaques Wagner e deve entrar em vigor em 90 dias, devendo ter um impacto de 10 centavos por litro na bomba para o consumidor. Os deputados da oposição votaram contra, classificando o aumento como um "presente de grego" que o governo petista dá à população baiana no Natal.
O líder do governo, deputado Zé Neto (PT), defendeu o aumento pela necessidade de caixa que o novo governador Rui Costa (PT) terá ao assumir  em janeiro. Neto admitiu que haverá "certo" impacto negativo para a população, mas ponderou que seria pior o estado não ter dinheiro para manutenção das rodovias da Bahia para os quais os recursos serão destinados.
"A Bahia ainda é o 25º  estado em termos de arrecadação. Estamos fazendo o dever de casa contendo gastos, mas o governo precisa de recursos para investir em obras", declarou. A previsão com o aumento é uma arrecadação extra de R$ 120 milhões por ano, a partir de 2015.
Bolso do consumidor
O deputado Paulo Azi (DEM), líder da oposição, reclamou que o consumidor vai sentir no bolso o aumento aprovado, lembrando que o baiano já paga uma das gasolinas mais   caras do Nordeste. "O governo da Bahia habituou-se a imitar o governo federal metendo a mão no bolso da população para resolver os seus problemas de caixa", disse, atribuindo a falta de recursos do estado a "má gestão".
O oposicionista Carlos Geílson (PTN) reduziu a aprovação do projeto à seguinte sentença: "O governo precisa cobrir o rombo nas suas finanças e coloca no bolso do povo, enquanto o responsável é o governador Jaques Wagner".
Durante a apreciação da matéria, em meio às manobras para retardar a votação, ocorreu uma cena hilária numa "verificação de quórum". Zé Neto fez a convocação para os deputados comparecerem ao plenário. Mas não se conteve: "Peço a presença dos deputados que estão no cafezinho, na biblioteca... pesquisando matérias". Nessa hora abriu  um sorriso irônico como a duvidar que algum colega estivesse na biblioteca a consultar matérias e livros.



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