Petrobras assinou contrato em branco
Relato feito à CPMI mostra que o mesmo ocorreu com primeiro aditivo à obra
A diretoria da Petrobras subscreveu um contrato sem valor estimado para a construção do navio-plataforma P-57, em janeiro de 2008. Os valores foram preenchidos apenas sete meses depois. A P-57 foi vendida por US$ 1,2 bilhão à Petrobras pela empresa holandesa SBM, que pagou US$ 36,3 milhões em propinas. Entre 2005 e 2011, segundo confessou a SBM, foram distribuídos US$ 102,2 milhões em subornos a dirigentes da estatal. O agente da empresa holandesa no Rio repassava informações sigilosas da estatal para a sede, incluindo o “Plano Diretor do Pré-Sal”, classificado como confidencial.
Crise na empresa pode mudar regras de exploração do pré-sal
Mais empreiteiras serão denunciadas
Com delação, ex -diretor reduz pena para dois anos
Acordo para reduzir emissões
TEMA EM DISCUSSÃO: A revisão da Lei da Anistia
Expressão da conciliação do país, a lei foi aprovada pelo Congresso e referendada pelo Supremo Tribunal
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"A retórica é de ajuste mas é preciso profundidade
Petrobras adia balanço mais uma vez
Os 70 são os novos 50. No trabalho
Redução de CO2 passa por eficiência
Fundos de pensão vão alavancar projetos
FIESP VÊ SÃO PAULO SEM ÁGUA
A diretoria da Fiesp acredita que São Paulo terá problemas com a falta de água em 2015. A entidade tem acompanhado os dados sobre as chuvas e o nível das represas usadas para o abastecimento. As principais preocupações, é claro, são com as regiões atendidas pelo sistema Cantareira e o Alto Tietê e com a demora nas obras anunciadas no sistema São Lourenço.
SEM ARROCHO, META FICA DISTANTE
O economista-chefe da consultoria LCA, Bráulio Borges, faz um exercício sobre a contribuição de uma política fiscal contracionista como força auxiliar no combate à inflação nos próximos anos. Ou seja, uma política fiscal que, ao arrecadar mais do que gasta, produzindo superávits relevantes, passa a ajudar a desaquecer a atividade econômica.
FED DECIDE OS JUROS DO MUNDO
O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve vai começar a partir de quarta-feira, dia de sua última reunião do ano, a decidir a política monetária que será praticada no mundo inteiro em 2015. O Fomc vai dar um sinal de aperto das condições monetárias.
A AGENDA PESADA DA PRESIDENTE
Ontem foi o aniversário da presidente Dilma Rousseff. Ela comemorou os 67 anos em Porto Alegre rodeada pela família. Lá estavam a filha Paula, o genro Rafael, o neto Gabriel e o ex-marido Carlos Araújo, confidente de todas as horas desde os tempos de luta armada. (Pág. 32)
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Países pobres também terão de reduzir CO2, decide cúpula
Conferência prevê que nações terão até março para apresentar metas
Após impasse sobre a divisão de responsabilidades e com dois dias de atraso, a Cúpula do Clima da ONU em Lima terminou com um consenso entre os países. Pela primeira vez na história, todas as nações ficam obrigadas a se comprometer com ações para conter o aquecimento global — antes, eram só os países ricos. O texto final da conferência, “Chamado de Lima para a Ação sobre o Clima”, aponta os elementos principais do próximo acordo global do clima, a ser assinado no final do ano que vem em Paris. Os países industrializados concordaram que sua responsabilidade pelos cortes de CO2 é maior. As promessas devem ser divulgadas até março de 2015. As nações terão de dizer o que farão para conter o aquecimento após 2030. Porém, não se conseguiu estabelecer quais parâmetros guiarão tais declarações, como padronização sobre quais serão os anos-base utilizados. Além disso, os países ricos devem oferecer compensações aos que sofrem impactos do aquecimento, como tempestades.
Conferência prevê que nações terão até março para apresentar metas
Após impasse sobre a divisão de responsabilidades e com dois dias de atraso, a Cúpula do Clima da ONU em Lima terminou com um consenso entre os países. Pela primeira vez na história, todas as nações ficam obrigadas a se comprometer com ações para conter o aquecimento global — antes, eram só os países ricos. O texto final da conferência, “Chamado de Lima para a Ação sobre o Clima”, aponta os elementos principais do próximo acordo global do clima, a ser assinado no final do ano que vem em Paris. Os países industrializados concordaram que sua responsabilidade pelos cortes de CO2 é maior. As promessas devem ser divulgadas até março de 2015. As nações terão de dizer o que farão para conter o aquecimento após 2030. Porém, não se conseguiu estabelecer quais parâmetros guiarão tais declarações, como padronização sobre quais serão os anos-base utilizados. Além disso, os países ricos devem oferecer compensações aos que sofrem impactos do aquecimento, como tempestades.
Empresa não se prepara para lei anticorrupção
Seis de cada dez empresas no Brasil dizem não estar preparadas para cumprir a lei anticorrupção, que entrou em vigor há um ano, mas ainda precisa ser regulamentada. O levantamento é da consultoria internacional Grant Thornton. Empresas envolvidas em fraudes em contratos públicos serão multadas em até 20% da receita. Para companhias, é preciso fiscalizar relação com fornecedor. Jorge Hage, da Controladoria-Geral da União, diz que a lei “já está pegando”.
Reajuste de salário de autoridades terá impacto de R$ 3,8 bi
O reajuste salarial das principais autoridades do país, que deve ser aprovado pelo Congresso, terá impacto anual de ao menos R$ 3,8 bilhões no erário. Os ganhos dos ministros do STF subirão de R$ 29,4 mil para R$ 35,9 mil, e deputados e senadores, amparados pela Constituição, pretendem receber o mesmo — hoje o salário é de R$ 26,7 mil.
Governo obtém aval para uso de volume morto do Alto Tietê
Juiz da Lava Jato bloqueia R$ 2 mi de contas do Google
O juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, bloqueou R$ 2,1 milhões do Google Brasil porque a empresa se recusou a interceptar e-mails de investigados. A empresa recorreu, mas terminou por fazer um acordo e pagar R$ 500 mil, além de se comprometer a rever suas políticas. O chileno José Miguel Vivanco, da ONG Human Rights Watch, afirma que o Brasil precisa de coragem para julgar os acusados, de ambos os lados, dos crimes na ditadura militar. Para ele, o atraso mostra “a debilidade da causa dos direitos humanos no país”.
A Conferência de Lima tropeçou na vala que separa países ricos e pobres. Na iminência de um naufrágio, contentou-se com pouco. Todos agora estão a bordo, mas com uma rota ainda por traçar e sem bons instrumentos para verificar o trajeto. Será um milagre se chegarem a bom porto em Paris.
Operadoras de saúde serão obrigadas a informar aos seus beneficiários o número do cartão SUS. "Hoje, a inscrição do cliente já é feita, mas muitos beneficiários não sabem o número do registro", afirmou a diretora da desenvolvimento setorial da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS ), Martha Oliveira. A ANS tem em seus cadastros números do cartão SUS de cerca de 50% dos clientes de planos. "Esperamos com as novas providência ampliar esse porcentual rapidamente", completou Martha.
Pela lei que regulamenta o setor, operadoras de planos têm de reembolsar o SUS quando seus beneficiários são atendidos na rede pública. Os números do ressarcimento, no entanto, indicam que o reembolso realizado está bem abaixo do número de atendimentos realizados pelo SUS.
O número do cartão é uma ferramenta considerada essencial para garantir que tal pagamento seja efetivamente realizado. Com base no cadastro, fica mais fácil identificar quando e como usuários de planos são atendidos no SUS. A mudança deve fazer parte de um pacote de medidas que a ANS anuncia nesta terça-feira para tentar melhorar as informações sobre a saúde suplementar e os atendimentos realizados no SUS.

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