Lava-Jato chega no topo das empreiteiras
Procuradores dizem ter provas de que executivos das duas maiores construtoras do país sabiam do esquema de propina em troca de contratos. Pagamentos, em contas secretas no exterior, são estimados em R$ 720 milhões
A Lava-Jato prendeu ontem os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, as duas maiores construtoras do país. Outros dez executivos também foram presos e levados para Curitiba, na 14a fase da operação, batizada de Erga Omnes, termo em latim usado para dizer que a lei vale para todos. Eles são suspeitos de envolvimento no pagamento de R$ 720 milhões em propina em troca de contratos, não só com a Petrobras. Para os procuradores, que grampearam e-mails e dizem ter provas de pagamentos em contas secretas na Suíça, os acusados sabiam do esquema de corrupção. Informações de delatores, entre eles o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini, também embasaram as prisões. O juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de até R$ 20 milhões de cada executivo. As empresas negam as acusações.
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Lava Jato prende presidentes de Odebrecht e Andrade Gutierrez
- Segundo procurador, pagamentos de propina no esquema de corrupção da Petrobrás motivaram as prisões
- Justiça bloqueou R$ 20 milhões em contas dos acusados
Em nova etapa da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu a cúpula das duas maiores empreiteiras do País. Foram detidos preventivamente Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, além de mais dez executivos das construtoras. Batizada de Erga Omnes (que significa que a decisão valerá para todos), a 14a fase da Lava Jato mantém o cerco ao braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobrás. Segundo o procurador da República Carlos Fernando Lima, as prisões foram motivadas por pagamentos de propina no exterior via offshores. As duas empresas foram citadas em delação premiada por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, e Pedro Barusco, ex-gerente da estatal. Bernardo Freiburghaus, que mora na Suíça e é considerado foragido, foi apontado como operador da Odebrecht. A força-tarefa estimou em R$ 200 milhões o valor de propinas pagas pela Andrade Gutierrez e R$ 510 milhões o da Odebrecht. A Justiça bloqueou R$ 20 milhões dos presidentes e executivos das duas empreiteiras.
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