sábado, 20 de junho de 2015

Lava-Jato chega no topo das empreiteiras


Presidentes da Odebrecht e da Andrade Gutierrez são presos pela PF

Procuradores dizem ter provas de que executivos das duas maiores construtoras do país sabiam do esquema de propina em troca de contratos. Pagamentos, em contas secretas no exterior, são estimados em R$ 720 milhões

A Lava-Jato prendeu ontem os presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, as duas maiores construtoras do país. Outros dez executivos também foram presos e levados para Curitiba, na 14a fase da operação, batizada de Erga Omnes, termo em latim usado para dizer que a lei vale para todos. Eles são suspeitos de envolvimento no pagamento de R$ 720 milhões em propina em troca de contratos, não só com a Petrobras. Para os procuradores, que grampearam e-mails e dizem ter provas de pagamentos em contas secretas na Suíça, os acusados sabiam do esquema de corrupção. Informações de delatores, entre eles o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton Avancini, também embasaram as prisões. O juiz Sérgio Moro determinou o bloqueio de até R$ 20 milhões de cada executivo. As empresas negam as acusações. 




Luiz Inácio falou: ‘Dilma e eu estamos no volume morto. O PT está abaixo do volume morto’


Num encontro com religiosos no Instituto Lula, em SP, o ex-presidente criticou duramente a presidente Dilma e fez um diagnóstico: "Dilma está no volume morto, o PT está abaixo do volume morto, e eu estou no volume morto”, disse ele, relatam Tatiana Farah e Julianna Granjeia. Para Lula, a segunda gestão de Dilma parece “um governo de mudos”. E não poupou a equipe dela: “Aquele gabinete (presidencial) é uma desgraça. Não entra ninguém para dar notícia boa”. Os religiosos criticaram o governo, Lula e o PT, cobrando uma aproximação com os pobres


Suspeita de lavagem: PF quer investigar governador de MG 


Gigantes sob suspeita


Na 14a fase da Operação Lava-Jato, 59 mandados foram cumpridos pela Polícia Federal em quatro Estados, levando à prisão 12 executivos, incluindo os presidentes de duas das maiores empresas do país. Justiça bloqueou R$ 20 milhões de investigados.

Empresa gaúcha é apontada por simular contratos



Lava Jato prende presidentes de Odebrecht e Andrade Gutierrez

- Outros dez executivos das duas maiores empreiteiras do País também foram detidos
- Segundo procurador, pagamentos de propina no esquema de corrupção da Petrobrás motivaram as prisões
- Justiça bloqueou R$ 20 milhões em contas dos acusados

Em nova etapa da Operação Lava Jato, a Polícia Federal prendeu a cúpula das duas maiores empreiteiras do País. Foram detidos preventivamente Marcelo Odebrecht, presidente da Odebrecht, e Otávio Marques de Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez, além de mais dez executivos das construtoras. Batizada de Erga Omnes (que significa que a decisão valerá para todos), a 14a fase da Lava Jato mantém o cerco ao braço empresarial do esquema de corrupção na Petrobrás. Segundo o procurador da República Carlos Fernando Lima, as prisões foram motivadas por pagamentos de propina no exterior via offshores. As duas empresas foram citadas em delação premiada por Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás, e Pedro Barusco, ex-gerente da estatal. Bernardo Freiburghaus, que mora na Suíça e é considerado foragido, foi apontado como operador da Odebrecht. A força-tarefa estimou em R$ 200 milhões o valor de propinas pagas pela Andrade Gutierrez e R$ 510 milhões o da Odebrecht. A Justiça bloqueou R$ 20 milhões dos presidentes e executivos das duas empreiteiras. 






Delator acusa Eduardo Campos


O executivo Dalton Avancini disse que a Camargo Corrêa pagou R$ 8,7 milhões de propina para a campanha de Eduardo Campos (PE), morto em 2014. O PSB nega.




Planalto e PT veem cerco se fechando

A prisão dos executivos levou preocupação ao Palácio do Planalto. Avaliação de petistas é de que, mirando em Lula, a Lava Jato pode desestabilizar o governo Dilma.



STJ recebe inquérito para investigar Pimentel


O Superior Tribunal de Justiça recebeu inquérito que apura suposto envolvimento do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), em esquema de lavagem de dinheiro. O caso veio à tona em maio com a Operação Acrônimo, que também teve como alvo a mulher de Pimentel.



Desemprego de maio é o maior em 23 anos


Puxado pelos juros altos e pelo ajuste fiscal, que elevaram custos das empresas, mês teve resultado negativo de 115.599 vagas, segundo dados do Ministério do Trabalho.



RIO - Os professores da UFRJ decidiram entrar em greve a partir de 3ª feira (23), juntando-se aos servidores e alunos da universidade, que já estão parados. Segundo a Associação dos Docentes, os professores pedem melhores condições de trabalho. Os docentes também querem a reformulação da carreira e são contra os cortes de verbas para as universidades federais. A classe reivindica, ainda, a valorização salarial de funcionários ativos e aposentados.



Ex-secretário do Tesouro assume ‘pedaladas’ do governo Dilma


Arno Augustin, secretário do Tesouro Nacional da primeira gestão Dilma, assinou nota técnica em que se responsabiliza pelas manobras condenadas pelo Tribunal de Contas da União. As chamadas “pedaladas” servem para maquiar contas públicas. O texto pode livrar a presidente de ser responsabilizada pelo TCU e de eventual impeachment. 

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