quarta-feira, 10 de junho de 2015




Privatizações - Plano prevê R$ 198 bi, mas 40% são incertos

Levy diz que não faltará dinheiro; ferrovia até o Peru pode ficar no papel

Governo muda modelo e prevê a cobrança de outorga em alguns projetos. Para incentivar crédito privado, atuação do BNDES será reduzida. Estado do Rio tem investimentos previstos de R$ 15,7 bilhões

O governo anunciou ontem seu segundo Programa de Investimentos em Logística (PIL), com R$ 198 bilhões em concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Do total, porém, 40% podem ficar no papel. A ferrovia até o Peru, estimada em R$ 40 bilhões, é considerada inviável por analistas. Outros R$ 42 bilhões são para obras em concessões já existentes, e a repactuação dos contratos pode sofrer restrições do TCU. Especialistas elogiaram a cobrança de outorga em algumas obras e o papel menor do BNDES. Para a presidente Dilma, o programa é uma “virada de página”. O ministro Levy disse que não faltará dinheiro para os projetos.



Jogo duplo: PT poupa ajuste, mas critica neoliberais

Depois de apelo público da presidente Dilma, as principais correntes do PT recuaram dos ataques ao ajuste fiscal. Nos textos a serem analisados no congresso do partido, as críticas ao ministro Joaquim Levy (Fazenda) foram substituídas por ataques ao neoliberalismo. Alfinetadas a Dilma deram lugar a elogios à sua "competência"

De saída do Brasil: Bradesco faz oferta por HSBC

O HSBC confirmou ontem que deixará o Brasil. O Bradesco ofereceu US$ 3,4 bilhões pelo banco, superando a proposta de outros bancos.


20% de vagas para negros: CNJ aprova cotas no Judiciário

O Conselho Nacional de Justiça aprovou cota racial de 20% das vagas em concursos para juízes. Já havia cotas no STF e no próprio CNJ.

Pátria Educadora: Fies poderá ter aumento de juros

O MEC estuda aumentar a taxa de juros do Fies. O governo também anunciou que verificará se isentos no Enem são mesmo carentes.


TCU fez advertência sobre ausência de estudos

Governo não apresentou avaliação técnica prévia para ferrovias incluídas no programa


 Indústria encolhe e gera dúvida sobre o pacote de logística

A crise na indústria se alastra por todas as regiões do país. Segundo dados do IBGE sobre a produção regional, houve queda em 13 dos 15 principais centros industriais em abril, no pior resultado desde julho de 2009. Diante do mau momento da economia, o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério de Souza, prevê que o novo pacote de concessões não será sufi ciente para mudar o ânimo dos empresários.

É hora de virar a página

Ao anunciar o novo Programa de Investimentos em Logística, de R$ 198,4 bilhões, a presidenta Dilma Rousseff explicou que seu governo "não é de quatro meses, mas de quatro anos". Ela afirmou que agora está iniciando "uma progressiva virada de página". Para o ministro Levy, haverá um impacto de 0,25 ponto percentual no PIB.


Bancos: HSBC deixa o Brasil até o fim de 2016

O presidente global do HSBC, Stuart Gulliver, disse ontem que a instituição venderá seus ativos no Brasil e na Turquia. As vendas de agências nos dois países vão significar o corte de 25 mil empregos. Será mantido apenas o atendimento aos clientes corporativos.


Exportações: Celulose na contramão das commodities

Enquanto boa parte dos exportadores de matérias-primas sofre com a retração de preço e de demanda, além da alta dos custos de produção, o setor acumula ganhos com a alta do dólar e já ensaia reajuste de preços.


Governo Dilma lança lista de intenções para infraestrutura

Versão repaginada de programa de 2012, plano prevê investimentos que ainda devem demorar

Falando em "virada" e "arrancada", a presidente Dilma Rousseff lançou nesta terça (9) seu segundo pacote de concessões em infraestrutura. O programa é uma versão reciclada daquele anunciado em 2012.

O projeto prevê R$ 198 bilhões para criar ou expandir cerca de 130 rodovias, ferrovias, portos e aeroportos pelo país. Mas só 35% (R$ 69,3 bilhões) poderiam ser investidos até 2018, quando acaba o mandato de Dilma.

Técnicos do plano dizem que será possível investir apenas R$ 50 bilhões em três anos. Entre os projetos, que só devem começar a sair do papel em2017, há 66 que já faziam parte do primeiro programa de Dilma.

O governo trocou o modelo de concessão usado em 2012 por um que é tachado de tucano pelo PT, porque foi usado por governos do PSDB. Dilma criticou-o naquele ano porque ele encareceria o custo para o usuário.

A obra mais cara (R$ 40 bilhões) é a ferrovia Bioceânica, que ligaria o Rio ao Peru, para a qual nem sequer há projeto.



CNJ determina cota mínima de 20% para juízes negros

O Conselho Nacional de Justiça aprovou resolução determinando que no mínimo 20% das vagas em concursos públicos para juízes e servidores do Judiciário sejam reservadas a negros.

A medida valerá para o ingresso na carreira de magistratura em todos os tribunais e vigorará até 2024. Segundo o CNJ, só 1,4% dos 16.812 juízes do Brasil se autodeclaram negros. 


HSBC colocará à venda suas operações no Brasil
No país desde 1997, o banco britânico HSBC anunciou uma reestruturação global que inclui colocar à venda as suas filiais no Brasil e na Turquia. O plano é ter uma redução de 50 mil vagas no mundo. Juntas, as duas filiais somam 25 mil funcionários.

Os atuais clientes da instituição no país não serão afetados pela mudança.

Os bancos Bradesco, Itaú e Santander têm interesse em adquirir a filial brasileira, avaliada entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões, mas não estão dispostos a desembolsar muito além disso.

A reestruturação ocorre após queda no lucro e previsão de multas decorrentes do escândalo conhecido como SwissLeaks. 



Doleiro e ex-diretor da Petrobras farão acareação no dia 22

Após revelação de que procuradores desdenharam da ideia, o Ministério Público marcou para o dia 22 uma acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. O objetivo é esclarecer divergências em declarações nos acordos de delação, como a que envolve o ex-ministro Antônio Palocci. 

Relator defende maioridade aos 16 para todos os crimes

O relator da comissão que discute a alteração da maioridade penal, deputado Laerte Bessa (PR-DF), propõe que jovens acima de 16 anos recebam a mesma punição dada a adultos, em qualquer tipo de crime. Pelo texto, que começa a ser votado hoje, eventual aprovação deve vigorar após referendo da população. 

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