Privatizações - Plano prevê R$ 198 bi, mas 40% são incertos
Governo muda modelo e prevê a cobrança de outorga em alguns projetos. Para incentivar crédito privado, atuação do BNDES será reduzida. Estado do Rio tem investimentos previstos de R$ 15,7 bilhões
O governo anunciou ontem seu segundo Programa de Investimentos em Logística (PIL), com R$ 198 bilhões em concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias. Do total, porém, 40% podem ficar no papel. A ferrovia até o Peru, estimada em R$ 40 bilhões, é considerada inviável por analistas. Outros R$ 42 bilhões são para obras em concessões já existentes, e a repactuação dos contratos pode sofrer restrições do TCU. Especialistas elogiaram a cobrança de outorga em algumas obras e o papel menor do BNDES. Para a presidente Dilma, o programa é uma “virada de página”. O ministro Levy disse que não faltará dinheiro para os projetos.
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Governo Dilma lança lista de intenções para infraestrutura
Falando em "virada" e "arrancada", a presidente Dilma Rousseff lançou nesta terça (9) seu segundo pacote de concessões em infraestrutura. O programa é uma versão reciclada daquele anunciado em 2012.
O projeto prevê R$ 198 bilhões para criar ou expandir cerca de 130 rodovias, ferrovias, portos e aeroportos pelo país. Mas só 35% (R$ 69,3 bilhões) poderiam ser investidos até 2018, quando acaba o mandato de Dilma.
Técnicos do plano dizem que será possível investir apenas R$ 50 bilhões em três anos. Entre os projetos, que só devem começar a sair do papel em2017, há 66 que já faziam parte do primeiro programa de Dilma.
O governo trocou o modelo de concessão usado em 2012 por um que é tachado de tucano pelo PT, porque foi usado por governos do PSDB. Dilma criticou-o naquele ano porque ele encareceria o custo para o usuário.
A obra mais cara (R$ 40 bilhões) é a ferrovia Bioceânica, que ligaria o Rio ao Peru, para a qual nem sequer há projeto.
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A medida valerá para o ingresso na carreira de magistratura em todos os tribunais e vigorará até 2024. Segundo o CNJ, só 1,4% dos 16.812 juízes do Brasil se autodeclaram negros.
HSBC colocará à venda suas operações no Brasil
No país desde 1997, o banco britânico HSBC anunciou uma reestruturação global que inclui colocar à venda as suas filiais no Brasil e na Turquia. O plano é ter uma redução de 50 mil vagas no mundo. Juntas, as duas filiais somam 25 mil funcionários.Os atuais clientes da instituição no país não serão afetados pela mudança.
Os bancos Bradesco, Itaú e Santander têm interesse em adquirir a filial brasileira, avaliada entre R$ 10 bilhões e R$ 12 bilhões, mas não estão dispostos a desembolsar muito além disso.
A reestruturação ocorre após queda no lucro e previsão de multas decorrentes do escândalo conhecido como SwissLeaks.
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