A presidente Dilma e o vice, Michel Temer, têm participado de reuniões em sequência, tentando reconquistar apoio político para enfrentar a crise. A agenda termina tarde e começa cedo, no dia seguinte. Horário de refeição é horário de reunião.
Uma Dilma Rousseff falante e disposta a ouvir. Assim os magistrados descreveram a presidente no jantar de terça-feira (11) no Palácio da Alvorada com a presença de cinco ministros do Supremo Tribunal Federal, de presidentes dos tribunais superiores, do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil e do procurador-geral da República. Mais um gesto de Dilma para ampliar o diálogo.
“Os interesses do Brasil são maiores que os interesses momentâneos de uma crise política que o país pode estar passando”, afirma Luiz Edson Fachin, ministro do STF.
Nesta quarta-feira (12), o vice, Michel Temer, reuniu em um café da manhã o presidente do Senado, Renan Calheiros, três senadores do PMDB, dois ministros do partido, além dos ex-presidentes José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula repetiu o que já vem dizendo a Dilma: que os ministros devem ir às ruas defender o governo, sem medo de vaias. E elogiou as propostas de Renan Calheiros de uma agenda de votações para estimular o crescimento do país. Mas disse que é preciso envolver a Câmara na negociação. O temor é que todo o esforço no Senado vá por água abaixo.
“Lá na Câmara estão os representantes do povo brasileiro, ninguém quer que o Brasil vá mal. E tenho absoluta convicção de que a Câmara vai colaborar”, diz Michel Temer.
Na intensa agenda em busca de apoio político, Michel Temer, que é presidente do PMDB, almoçou com deputados do partido.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi convidado para o café da manhã. Preferiu não ir. Foi convidado também para o almoço. Ele até tentou cancelar o encontro. Mas como Temer manteve o almoço, Cunha compareceu.
Ele falou durante o almoço que não admite ser chamado de golpista pelas derrotas do governo na Câmara. Afirmou que não está isolado. Cunha ouviu de Temer um pedido para que ele se reúna com Renan. Disse que está disposto a conversar. Mas na saída do almoço, fez críticas às propostas do presidente do Senado.
“A Câmara estará disposta a participar de qualquer coisa que seja boa para o bem do país. Esse não é o problema. Vamos saber que tipo de conteúdo. Até agora nós vemos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara anteriormente”, afirma Eduardo Cunha.
O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que também é deputado do PMDB, disse que a bancada do partido na Câmara deve buscar o entendimento.
“Nós estamos vivendo uma crise séria, em que cabe ao PMDB de novo buscar ser o temperador, o moderador, o estabilizador desse processo de crise”, diz Eliseu Padilha.
“Os interesses do Brasil são maiores que os interesses momentâneos de uma crise política que o país pode estar passando”, afirma Luiz Edson Fachin, ministro do STF.
Nesta quarta-feira (12), o vice, Michel Temer, reuniu em um café da manhã o presidente do Senado, Renan Calheiros, três senadores do PMDB, dois ministros do partido, além dos ex-presidentes José Sarney e Luiz Inácio Lula da Silva.
Lula repetiu o que já vem dizendo a Dilma: que os ministros devem ir às ruas defender o governo, sem medo de vaias. E elogiou as propostas de Renan Calheiros de uma agenda de votações para estimular o crescimento do país. Mas disse que é preciso envolver a Câmara na negociação. O temor é que todo o esforço no Senado vá por água abaixo.
“Lá na Câmara estão os representantes do povo brasileiro, ninguém quer que o Brasil vá mal. E tenho absoluta convicção de que a Câmara vai colaborar”, diz Michel Temer.
Na intensa agenda em busca de apoio político, Michel Temer, que é presidente do PMDB, almoçou com deputados do partido.
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, foi convidado para o café da manhã. Preferiu não ir. Foi convidado também para o almoço. Ele até tentou cancelar o encontro. Mas como Temer manteve o almoço, Cunha compareceu.
Ele falou durante o almoço que não admite ser chamado de golpista pelas derrotas do governo na Câmara. Afirmou que não está isolado. Cunha ouviu de Temer um pedido para que ele se reúna com Renan. Disse que está disposto a conversar. Mas na saída do almoço, fez críticas às propostas do presidente do Senado.
“A Câmara estará disposta a participar de qualquer coisa que seja boa para o bem do país. Esse não é o problema. Vamos saber que tipo de conteúdo. Até agora nós vemos apenas um jogo de espuma, sem conteúdo concreto e utilizando parte da espuma que já vem da própria Câmara anteriormente”, afirma Eduardo Cunha.
O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, que também é deputado do PMDB, disse que a bancada do partido na Câmara deve buscar o entendimento.
“Nós estamos vivendo uma crise séria, em que cabe ao PMDB de novo buscar ser o temperador, o moderador, o estabilizador desse processo de crise”, diz Eliseu Padilha.
A presidente Dilma Rousseff ganhou nesta quarta-feira (12) mais 15 dias para explicar aoTribunal de Contas da União as contas do governo em 2014. O TCU vai decidir se foram irregulares ou não as chamadas “pedaladas fiscais”, as manobras para melhorar o desempenho das contas.
O governo já enviou um primeiro relatório com as explicações, mas, a pedido do Senado, o tribunal entendeu que existem elementos novos nas contas que não tinham sido incluídos, e estendeu o prazo.
O governo já enviou um primeiro relatório com as explicações, mas, a pedido do Senado, o tribunal entendeu que existem elementos novos nas contas que não tinham sido incluídos, e estendeu o prazo.
A Justiça Federal decidiu soltar três investigados da operação Lava Jato. Entre eles, o irmão do ex-ministro José Dirceu.
O Ministério Público acusa André Vargas, que se desfiliou do PT antes de ter o mandato de deputado cassado, e o irmão dele, Leon Vargas, de receberem ilegalmente R$ 1 milhão de contratos de publicidade da Caixa e do Ministério da Saúde.
Além de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, vão ser soltos Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, e Pablo Kípersmit, que tinha contratos com empresas ligadas ao ex-ministro.
Além de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, vão ser soltos Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, e Pablo Kípersmit, que tinha contratos com empresas ligadas ao ex-ministro.
O juiz Sérgio Moro considerou que prisões por tempo indeterminado devem se limitar aos chefes do esquema. Também nesta quarta-feira (12), o publicitário Ricardo Hoffmann disse que a agência em que ele trabalhava repassou dinheiro a empresas de André Vargas, sem que os serviços fossem prestados.
O Ministério Público acusa André Vargas, que se desfiliou do PT, antes de ter o mandato de deputado cassado, e o irmão dele, Leon Vargas, de receberem ilegalmente R$ 1 milhão de contratos de publicidade da Caixa e do Ministério da Saúde. André e Leon Vargas negam as acusações.
Ministério da Saúde afirmou que não há indícios de irregularidades de servidores, e que suspendeu os pagamentos à agência. A Caixa Econômica declarou que não há acusações contra o banco. André Vargas e Ricardo Hoffmann continuam presos.
O Ministério do Planejamento e o Supremo Tribunal Federal anunciaram nesta quarta-feira (12) um acordo para reajustar os salários dos servidores do Judiciário, que estão em greve há dois meses.
O aumento de 16,5% a 41,5% vai ser parcelado em quatro anos. No fim, deve custar R$ 6 bilhões por ano. A negociação do índice começou depois que a presidente Dilma vetou um aumento de até 78% para os servidores do Judiciário.
Outra proposta do Supremo aumenta os salários dos ministros do tribunal em 16,38%, para R$ 39.290. Todos esses reajustes têm que ser aprovados pelo Congresso.
Ministros do Supremo Tribunal Federal aprovaram ontem o aumento dos próprios salários para 2016. O reajuste previsto será de 16,38%, elevando os vencimentos de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil. Para os servidores, o aumento seria de 41,5%. O projeto terá de passar pelo Congresso
A inauguração de Angra 3 pode ser novamente adiada. Cinco das sete construtoras responsáveis pela montagem de equipamentos da usina abandonaram a obra. A Eletronuclear estima prejuízo diário de R$ 6 milhões caso a planta não entre em operação em 2018. Investigadas na Lava Jato, Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez e Techint deixaram o consórcio Angramon com argumento de atraso no pagamento.
A presidente Dilma Rousseff voltou a lembrar que seu mandato vai até 2018 e citou o músico Lenine: "Eu envergo, mas não quebro". De manhã, disse que o Brasil só é respeitado no mundo porque nele se acata a soberania popular.
Em café da manhã com o vice-presidente Michel Temer, senadores e ministros do PMDB, Lula ouviu queixas contra o governo e elogiou pacote do presidente do Senado, Renan Calheiros. "Agora, precisamos arrumar a base, que está esfacelada", disse.
Proposta divulgada ontem pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), relatora da Medida Provisória 675, amplia de 15% para 23% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) paga por bancos e outras instituições financeiras. O texto original da MP enviada pelo governo prevê tributação de 20%. Já para as cooperativas de crédito há um alívio: em vez de 20%, a proposta de Gleisi fixa a CSLL em 17%.
A qualidade do ensino público municipal piorou em 294 cidades. Redes públicas tiveram duas quedas consecutivas no Ideb. Levantamento mostra que aumentou em 85% o número de municípios em declínio no indicador.
Dilma diz que pacote de medidas é ‘agenda positiva para o país’
Presidente da Câmara reage a aproximação do Planalto com o colega do Senado, afirma que não é incendiário, mas lembra que as propostas apresentadas também precisam da aprovação dos deputados
Depois do isolamento dos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff tratou com entusiasmo a Agenda Brasil, pacote de 28 medidas anticrise propostas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros: “Essa sim é a agenda positiva para o país.” Em discurso, Renan disse que os parlamentares precisam “ser vistos como facilitador es e não como sabotadores da nação”. Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu à aliança do Planalto com o senador. Ele afirmou ontem que não é um “incendiário” e lembrou que nada pode ser aprovado sem o voto dos deputados: “Não adianta achar que tramitou no Senado, acabou, que não existe Câmara.” A constitucionalidade de projeto que muda a correção do FGTS foi aprovada ontem pela CCJ da Câmara. A proposta, que gera novos gastos para o governo, precisa passar pelo plenário.
Presidente da Câmara reage a aproximação do Planalto com o colega do Senado, afirma que não é incendiário, mas lembra que as propostas apresentadas também precisam da aprovação dos deputados
Depois do isolamento dos últimos dias, a presidente Dilma Rousseff tratou com entusiasmo a Agenda Brasil, pacote de 28 medidas anticrise propostas pelo presidente do Senado, Renan Calheiros: “Essa sim é a agenda positiva para o país.” Em discurso, Renan disse que os parlamentares precisam “ser vistos como facilitador es e não como sabotadores da nação”. Já o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), reagiu à aliança do Planalto com o senador. Ele afirmou ontem que não é um “incendiário” e lembrou que nada pode ser aprovado sem o voto dos deputados: “Não adianta achar que tramitou no Senado, acabou, que não existe Câmara.” A constitucionalidade de projeto que muda a correção do FGTS foi aprovada ontem pela CCJ da Câmara. A proposta, que gera novos gastos para o governo, precisa passar pelo plenário.
Corretora recebeu R$ 3,7 milhões de doleiro e pagou R$ 3,2 milhões à OAS, que concluiu edifício
Um grupo empresarial ligado às obras do edifício onde o ex-presidente Lula tem um apartamento, no Guarujá, no litoral de São Paulo, recebeu R$ 3,7 milhões de uma empresa-fantasma de um dos principais delatores da Operação Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef. A informação consta de documentos obtidos pelo GLOBO. Entre 2009 e 2013, a empresa de Youssef fez pagamentos para a Planner, uma corretora de valores mobiliários. A Planner pagou, em 2010, R$ 3,2 milhões à OAS, que concluiu a obra. O repasse para a Planner está sendo analisado pela Polícia Federal. Já a negociação financeira entre a OAS e a Planner consta do processo que investiga irregularidades na Bancoop.
Um grupo empresarial ligado às obras do edifício onde o ex-presidente Lula tem um apartamento, no Guarujá, no litoral de São Paulo, recebeu R$ 3,7 milhões de uma empresa-fantasma de um dos principais delatores da Operação Lava-Jato, o doleiro Alberto Youssef. A informação consta de documentos obtidos pelo GLOBO. Entre 2009 e 2013, a empresa de Youssef fez pagamentos para a Planner, uma corretora de valores mobiliários. A Planner pagou, em 2010, R$ 3,2 milhões à OAS, que concluiu a obra. O repasse para a Planner está sendo analisado pela Polícia Federal. Já a negociação financeira entre a OAS e a Planner consta do processo que investiga irregularidades na Bancoop.
A agência Moody’s rebaixou a nota de crédito do Brasil para Baa3. Com isso, o país está a um degrau de perder a chancela de bom pagador. A Moody’s citou o fraco crescimento, os gastos públicos e a falta de consenso político. Analistas temiam a perda do grau de investimento e dizem que, agora, é preciso apressar o ajuste.
Para conseguir pagar os salários de julho do funcionalismo, o governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB), vai deixar de pagar parcela da dívida do estado com a União.
A presidente Dilma anunciou corte de até 20% na chamada bandeira vermelha, taxa extra que incide sobre a conta de luz. Mas, na prática, a tarifa deve cair só 1,6% no Rio
Com a prisão de seis traficantes, dois deles for agidos após ganhar benefícios legais, estado levará ao Congresso propostas para manter chefes do tráfico mais tempo na cadeia.
Câmara rejeita gasto extra
Deputados rejeitaram a inclusão de auditores fiscais trabalhistas e da Receita na PEC que vincula o salário da AGU, de procuradores e de delegados de polícia a 90,25% da remuneração dos ministros do STF.
Deputados rejeitaram a inclusão de auditores fiscais trabalhistas e da Receita na PEC que vincula o salário da AGU, de procuradores e de delegados de polícia a 90,25% da remuneração dos ministros do STF.
O governo lançou ontem o Programa de Investimentos em Energia Elétrica. Sem novos projetos a serem apresentados, foi consolidado um conjunto de empreendimentos de geração e transmissão já planejados para o setor e que somam R$ 186 bilhões em investimentos até 2018. A novidade foi a promessa de medidas para reduzir os atrasos nas obras de geração e transmissão. A presidente Dilma Rousseff disse que não vai faltar energia: "Faremos todos os esforços no sentido de assegurar o abastecimento"
Desconto pequeno na conta
O desligamento de 21 usinas térmicas trará desconto no preço cobrado na bandeira vermelha nas contas de luz, mas não levará a bandeira ao nível amarelo.
O desligamento de 21 usinas térmicas trará desconto no preço cobrado na bandeira vermelha nas contas de luz, mas não levará a bandeira ao nível amarelo.
O governo calculou em 32% a redução do subsídio por aluno no novo modelo do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que banca o ensino superior.
Sartori quitou salários de julho e, horas depois, teve recursos retidos. Hoje, em Brasília, ele buscará aval do STF para priorizar a folha.

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