terça-feira, 11 de agosto de 2015




Presidente do Senado diz que dar prioridade a impeachment é pôr fogo no país

Dilma afirma que Brasil deve estar acima de projetos partidários ou pessoais e pede a todos que repudiem o vale-tudo na política

Em um sinal de trégua, diante do clima bélico para o governo na Câmara, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), disse ontem que não considera prioridade a análise das contas da presidente Dilma Rousseff pelo Congresso. Para ele, seria colocar “fogo no país”. Em conversa com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, Renan apresentou um pacote de 28 medidas para a retomada do crescimento, após o ajuste fiscal. Há propostas polêmicas, como a adoção da idade mínima para a aposentadoria ou a cobrança do SUS por faixa de renda. O documento, chamado de Agenda Brasil, sugere ainda re formas em impostos e a criação de mecanismos rápidos para licenciamento ambiental de grandes obras. No Maranhão, a presidente pediu aos brasileiros que repudiem o vale-tudo na política e que coloquem o país à frente de projetos partidários e pessoais. Tucanos disseram que não cabe à oposição buscar solução para a crise. 




A divulgação de uma ação ajuizada pela Advocacia Geral da União (AGU) no STF, pedindo a anulação de provas contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, no âmbito da Lava-Jato, provocou uma crise entre ele e o órgão. Cunha declarou que pretende romper o convênio da Casa com a AGU. O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse que a presidência da Câmara solicitou três vezes que a ação fosse apresentada. O deputado afirmou que Adams “mente”. 



O ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, defende a criação de regra para conter gastos, a ser acionada em caso de déficit excessivo nas contas públicas. Em entrevista a Martha Beck, Barbosa afirma que os cortes de despesas não podem ser lineares.


O Tesouro Nacional recuperou pelo menos R$ 200 milhões em impostos, com retificações feitas espontaneamente desde março de 2014 por pessoas citadas na Operação Lava Jato. Com isso, os citados evitam pagar multa.



O juiz Sérgio Moro aceitou denúncia contra o ex-diretor da Petrobras Jorge Zelada e o lobista João Augusto Henriques, suposto braço do PMDB no esquema de propinas na Petrobras, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também viraram réus outros quatro envolvidos no caso.



O aumento do salário mínimo no ano que vem impulsionará o crescimento do gasto previdenciário. A expectativa é de que o piso passe de R$ 788 para R$ 867 em 2016. Como 70% das pensões e aposentadorias pagas pelo INSS são de até um salário, crescerá a pressão sobre os cofres públicos. Segundo cálculo da Tendência Consultoria Integrada, a despesa do governo deverá chegar a R$ 488,57 bilhões. 



Após reduzir a velocidade nas Marginais do Pinheiros e do Tietê, o prefeito Fernando Haddad (PT) anunciou que vai padronizar a velocidade máxima de 50km/h em todas as avenidas da capital. 



STF pode liberar o uso de drogas e ampliar liberdade individual no país 

O Supremo deve começar a julgar nesta quinta (13) uma ação que poderá resultar na descriminalização do uso de todas as drogas no país. O cerne da discussão é se a pena por posse de entorpecentes para uso próprio invade uma esfera da intimidade que nem o próprio Estado tem legitimidade para regular. O STF tem a oportunidade de avançar na consolidação da autonomia do indivíduo.




RIO - Catorze remadores que participaram do Mundial Júnior de Remo, passaram mal após a prova, que serviu como evento teste para as Olimpíadas do Rio e foi realizada no fim de semana na Lagoa Rodrigo de Freitas. O médico responsável pela delegação dos Estados Unidos suspeita de contaminação pela poluição da Lagoa. A assessoria do Comitê Olímpico Rio 2016 informou que foram oito americanos, três ingleses e três australianos que sentiram indisposição e foram atendidos por equipes médicas. O diagnóstico de 13 deles foi diarreia típica de longas viagens, e o 14º remador foi diagnosticado com amidalite.


RIO - O evento-teste do ciclismo de domingo para os Jogos Olímpicos teve o horário e o trajeto alterados pela prefeitura do Rio por causa dos protestos contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A largada será às 8h30 em Copacabana, uma hora antes da previsão inicial. A chegada foi transferida de Copacabana para São Conrado. Segundo a prefeitura, toda a orla da cidade ficará comprometida com o evento-teste. A recomendação é para que a população evite circular de carro nas regiões de praia. Cerca de 100 atletas de 20 países vão percorrer 165 km entre Copacabana e Guaratiba, com chegada em São Conrado. Será o 5º evento-teste realizado na cidade e o que causará o maior impacto na mobilidade urbana.


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