RIO - O juiz Sérgio Moro aceitou as denúncias contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco acusados de envolvimento no esquema de desvios na estatal. Além de Zelada, viraram réus na ação penal resultante da Operação Lava Jato o ex-diretor da estatal Eduardo Vaz da Costa Musa, os supostos lobistas João Augusto Rezende Henriques, Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior e o executivo Hsin Chi Su. O juiz Sérgio Moro revelou que foram descobertas duas contas secretas de Zelada, mantidas no Principado de Mônaco, uma delas com saldo sequestrado de mais de 10 milhões de euros. O magistrado também informou haver provas de materialidade e autoria dos crimes, acrescentando que a denúncia não foi baseada apenas em delações. Entre essas provas, segundo o juiz, estão a documentação das transações consideradas ilícitas e as transferências bancárias do pagamento de propina. Os acusados vão responder por corrupção e lavagem de dinheiro.
Crise e Lava-Jato levam área econômica a defender ajustes para garantir concorrência
União já recebeu 414 propostas de manifestação de interesse por projetos. Deste total, 316 foram aprovadas, mas não asseguram participação de investidores em leilões
Diante da crise econômica e dos impactos da Operação Lava-Jato no setor de infraestrutura, o governo federal estuda reduzir exigências a investidores em privatizações de rodovias e aeroportos na segunda etapa do Programa de Investimento em Logística (PIL 2). Já foram enviadas 414 propostas de manifestação de interesse pelas obras. Deste total, 316 foram aprovadas. Na prática, porém, os pedidos não asseguram a participação dos potenciais investidores nos leilões. Para a área econômica, é preciso fazer ajustes que garantam um nível mínimo de concorrência. Uma das mudanças em análise é diminuir de 10% para 5% o percentual do trecho da estrada a ser duplicado antes que a empresa possa começar a cobrar pedágio.
Sob intensa pressão da base aliada, a presidente Dilma reuniu 13 ministros para discutir a crise com a Câmara. Aliados defendem uma "revolução" no governo, com a diminuição do número de ministérios. O líder do PMDB, Leonardo Picciani, pede decisões imediatas da presidente, caso contrário será "caminho natural" do partido deixar a base.
A Câmara pediu ao Supremo Tribunal Federal a anulação das provas que integram o inquérito aberto contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha, no âmbito da Lava-Jato. Segundo o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a ação foi proposta pela AGU a pedido da Presidência da Câmara. Cunha disse desconhecer a ação.
Estado do Rio só recolhe 7,5% do lixo jogado na Baía de Guanabara
Após reunião com coordenação política, presidente decide manter encontros individuais com dirigentes partidários
A presidente Dilma Rousseff deve iniciar nesta semana uma ofensiva para reagrupar a base aliada no Congresso, cujo esfacelamento tem exposto seu governo ao risco de derrotas na votação das “pautas-bomba”, que ameaçam o ajuste fiscal apresentado pelo Planalto. No novo esforço, numa semana em que o governo busca reagir a manifestações contra ele previstas para domingo, Dilma prevê conversar com presidentes e líderes de cada um dos partidos que até o começo da crise lhe davam sustentação no Legislativo. Na semana passada, políticos do PTB e do PDT disseram que não mais seguiriam as orientações do governo, alegando falta de diálogo. A decisão do Planalto se deu horas depois de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por meio de sua conta no Twitter, eximir-se da responsabilidade pela crise política. “A verdade nua e crua é que não existe base do governo.”
O avanço da Lava Jato e a avaliação de que dificilmente será anulada pela Justiça têm levado investigados que até então rejeitavam fazer delação premiada a avaliar a hipótese. A lista inclui executivos da OAS, Mendes Júnior e Galvão Engenharia, o que pode elevar em mais nove a lista de delatores. Dos 112 presos na operação, desde que foi deflagrada em março de 2014, 23 fizeram delação premiada.
O candidato kirchnerista Daniel Scioli venceu a eleição primária argentina de participação obrigatória, informa Rodrigo Cavalheiro. Segundo resultados de boca de urna, entretanto, os votos que o atual governador da Província de Buenos Aires conquistou ontem não seriam suficientes para levar o governismo a uma vitória já no primeiro turno, em outubro. Opositores denunciaram fraude.
Segundo denúncia, responsáveis pelo setor de reprodução humana da Unifesp teriam usado estrutura do SUS no Hospital São Paulo para fazer 1.200 cirurgias particulares.
Quarto maior grupo privado do País, o Ultra planeja expandir sua atuação na área de gás de cozinha e distribuição de combustíveis. Grupo quer dois ativos da Petrobrás: Liquigás e BR Distribuidora. Em entrevista, o presidente do Conselho de Administração, Paulo Cunha, disse acreditar que a recessão vai se aprofundar.
Dragagem de canais no porto marítimo, feita por Odebrecht e por uma empresa belga, teria custo superfaturado em R$ 47,4 milhões, conforme análise do TCU recebida por procuradores e policiais federais em Curitiba.
Alta do desemprego leva sindicatos a aumentarem equipes para atender demanda por homologações
Com aumento das demissões, trabalhadores têm esperado até três meses para fazer a homologação da rescisão contratual, necessária para sacar verba rescisória e obter documentos que dão acesso a benefícios como seguro-desemprego e FGTS.
No período anterior à crise, o tempo de espera era de 15 a 20 dias, em média, segundo sindicatos que prestam o serviço a demitidos.
Na região metropolitana de SP, a taxa de desemprego em junho foi de 7,2% — um ano antes, havia sido de 5,1%. No país, avançou de 4,8% para 6,9% no período.
A procura para dar baixa na carteira cresceu até quase 700% em julho na comparação com o mesmo mês de 2014. Para atender os demitidos, entidades contratam mais funcionários e organizam mutirões aos sábados.
São exemplos os sindicatos dos metalúrgicos e da construção de São Paulo, dois dos maiores do país. O primeiro fez até julho 18.487 rescisões, 260% mais que no mesmo período de 2014.
As superintendências do Ministério do Trabalho também realizam as homologações, mas servidores de algumas unidades estão em greve. Procurada, a pasta não respondeu.
Em ofensiva contra os protestos do dia 16, a presidente Dilma Rousseff se reunirá nesta semana com movimentos de esquerda para tentar mostrar que não está isolada.
Na avaliação da cúpula do Executivo federal, é preciso apresentar contraponto aos atos convocados pela oposição. Dilma receberá representantes de todas as organizações, de UNE a MST.

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