Sobrevivência política depende da medida, dizem petistas influentes
Rui Falcão, presidente do partido, no entanto, é contra admitir responsabilidades
Para que o PT sobreviva em meio à crise política, às denúncias da Lava-Jato e à dificuldade de a presidente Dilma governar, petistas influentes cogitam que o partido admita publicamente que cometeu erros e reconheça que desvios éticos foram praticados por alguns de seus integrantes, revelam Catarina Alencastro, Tatiana Farah e Jeferson Ribeiro. Dilma reúne hoje ministros de PMDB e PT no que aliados chamam de “hora da verdade"
Rui Falcão, presidente do partido, no entanto, é contra admitir responsabilidades
Para que o PT sobreviva em meio à crise política, às denúncias da Lava-Jato e à dificuldade de a presidente Dilma governar, petistas influentes cogitam que o partido admita publicamente que cometeu erros e reconheça que desvios éticos foram praticados por alguns de seus integrantes, revelam Catarina Alencastro, Tatiana Farah e Jeferson Ribeiro. Dilma reúne hoje ministros de PMDB e PT no que aliados chamam de “hora da verdade"
Vice-presidente defende que caminho de recuperação do País passa pelo PMDB
O vice-presidente Michel Temer decidiu assumir o papel de fiador da gestão Dilma Rousseff. A empresários e aliados políticos, ele mostrou estar convicto de que qualquer caminho de saída da crise passa necessariamente por ele e pelo PMDB. É uma inflexão na maneira com que vinha encarando a questão. Até meados de julho, Temer acreditava que Dilma tinha condições de enfrentar o desgaste e não aceitava nem sequer falar sobre a possibilidade de um processo de impeachment. Em público, continua mudo em relação à possibilidade de afastamento da presidente, mas, reservadamente, diz estar convencido de que o perigo é real e precisa ser combatido imediatamente. Nos últimos dias, ele atuou para emergir como uma espécie de fiador. Mas, segundo um aliado, a movimentação também é uma tentativa de se “preservar” como alternativa de poder caso Dilma seja impedida de acabar o mandato.
O vice-presidente Michel Temer decidiu assumir o papel de fiador da gestão Dilma Rousseff. A empresários e aliados políticos, ele mostrou estar convicto de que qualquer caminho de saída da crise passa necessariamente por ele e pelo PMDB. É uma inflexão na maneira com que vinha encarando a questão. Até meados de julho, Temer acreditava que Dilma tinha condições de enfrentar o desgaste e não aceitava nem sequer falar sobre a possibilidade de um processo de impeachment. Em público, continua mudo em relação à possibilidade de afastamento da presidente, mas, reservadamente, diz estar convencido de que o perigo é real e precisa ser combatido imediatamente. Nos últimos dias, ele atuou para emergir como uma espécie de fiador. Mas, segundo um aliado, a movimentação também é uma tentativa de se “preservar” como alternativa de poder caso Dilma seja impedida de acabar o mandato.
• Dilma muda estratégia
A uma semana dos protestos contra o governo, a presidente Dilma Rousseff adotará contra a crise o enfrentamento político e a tática do medo.
A uma semana dos protestos contra o governo, a presidente Dilma Rousseff adotará contra a crise o enfrentamento político e a tática do medo.
Após anunciar queda de quase 90% no lucro no segundo trimestre, o presidente da Petrobrás, Aldemir Bendine, admite que a estatal só voltará aos trilhos em cinco anos e reconhece que até o final da Operação Lava Jato a petroleira não sairá do foco político. “É como se a empresa tivesse levado uma trombada, tivemos que parar tudo para arrumar”, disse. Segundo ele, o endividamento é a principal preocupação e o remédio passa por desinvestimento e corte de custos.
Assalto ao Banco Central
Dez anos após o furto de R$ 164 milhões do Banco Central, o maior da história do País, a primeira pergunta que se faz é: onde foi parar o dinheiro? Hoje se sabe que R$ 32 milhões foram resgatados e R$ 30 milhões ficaram com policiais corruptos. O resto é uma incógnita.
Dez anos após o furto de R$ 164 milhões do Banco Central, o maior da história do País, a primeira pergunta que se faz é: onde foi parar o dinheiro? Hoje se sabe que R$ 32 milhões foram resgatados e R$ 30 milhões ficaram com policiais corruptos. O resto é uma incógnita.
Mesmo com a crise hídrica longe do fim, muitos paulistanos esqueceram das medidas de economia de água. Pesquisa realizada em 1,7 mil condomínios do Estado - 90% deles na capital - aponta que vários prédios voltaram a gastar mais água.
Líderes aliados já discutem com a oposição um futuro sem a presidente
Dilma perdeu a governabilidade: não tem projeto, não tem base no Congresso nem apoio da opinião pública
Governo cobra juros reduzidos por verba repassada ao banco para empréstimos
A Fazenda estima que a União arcará com um custo de R$ 184 bilhões pelos próximos 40 anos com os empréstimos subsidiados concedidos ao BNDES a partir de 2009, sendo R$ 97,5 bilhões até 2018, quando termina o governo Dilma Rousseff (PT). A projeção mede a diferença entre os juros reduzidos pagos pelo banco estatal ao Tesouro e a taxa média que o governo paga ao mercado ao tomar recursos emprestados. O valor contribui para o aumento da dívida pública.
Os repasses ganharam força há seis anos, quando o então ministro Guido Mantega decidiu conceder crédito barato a empresas para estimular a atividade econômica. Os empréstimos do Tesouro ao BNDES passaram de R$ 40 bilhões para R$ 455 bilhões desde então.
Joaquim Levy, atual titular da Fazenda, encerrou os repasses em esforço para ajustar as Contas. Mercado
ANÁLISE Bilhões despendidos com o BNDES não criam crédito, diz o professor da FGV Bernardo Guimarães.
Com o agravamento da crise do governo Dilma (PT), o vice-presidente Michel Temer (PMDB) passou de coadjuvante no primeiro mandato a peça-chave no segundo.
Setores importantes do PMDB trabalham em várias frentes para apontar Temer como única alternativa segura para superar a crise que assola o governo da petista.
Em sua missão para driblar as tensões, a pedido de Dilma, o sucesso foi relativo. Não conseguiu pacificar as Casas, em especial a Câmara de Eduardo Cunha (PMDB).
Adversários afirmam que ele, Cunha e Renan Calheiros alternam as posições de pacifistas e incendiários, tudo para manter o Planalto sob pressão controlada.
Políticos de situação e oposição já projetavam em 2005 uma trajetória insustentável do gasto público — o constrangimento no front fiscal seria questão de tempo. Hoje, a sociedade paga o preço de o PT ter se negado a discutir uma trava nas despesas.
Alunos da USP adotaram diversos métodos para se prevenir da crescente violência na Cidade Universitária, como portar spray de pimenta e canivetes e usar tênis para fugir de crimes. O governo Alckmin (PSDB) usará a Polícia Militar para reforçar a segurança
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff fará uma reunião a noite, com a coordenação política do governo para discutir o esfacelamento da base e o agravamento da crise política na última semana. Foram convocados o vice-presidente da república, Michel Temer, e os ministros Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardozo, Eliseu Padilha, Nelson Barbosa, Jaques Wagner e Edinho Silva. A reforma política e a redução do número de ministérios também serão discutidas na reunião, que acontecerá a partir 19h no Palácio da Alvorada. Para integrantes do Núcleo da Coordenação Política do Governo, o encontro será como “a hora da verdade” para a presidente.
RIO - A atriz Fabiana Karla teve o carro atingido por tiros em Niterói, na região metropolitana do Rio, na noite de ontem. Em nota, a assessoria de Fabiana informou que ela seguia para um evento com a ajuda de um aplicativo GPS e, ao passar pela comunidade do Caramujo, foi cercada por criminosos armados, que dispararam contra o veículo. Estavam no carro a comediante, o marido dela e a mãe, e todos passam bem. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Polícia do bairro Fonseca, em Niterói.
RIO - O policiamento foi reforçado nos acessos e no interior do conjunto de favelas da Pedreira desde as primeiras horas de hoje, um dia após a morte do traficante Celso Pinheiro Pimenta, o Playboy. Além do 41º Batalhão da Polícia Militar, de Irajá, reforçam o policiamento o Batalhão de Operações Especiais, o Batalhão de Choque, o Batalhão de Ações com Cães e O Grupamento Aeromóvel. De acordo com a PM, clima era tranquilo no início da tarde deste domingo.

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