Levy diz que país está preparado para turbulências, mas não descarta aumentar impostos
Temor de que a economia chinesa pise no freio derruba mercados. Ações caem 8,5% em Xangai, arrastando Europa e EUA. No mundo, pregões perdem US$ 4,8 trilhões. No Brasil, Bovespa recua 3,03%. Recessão, juros altos e déficit fiscal reduzem blindagem brasileira
O temor de que a economia chinesa vá sofrer um freio mais intenso do que o previsto derrubou os mercados globais. A Bolsa de Xangai caiu 8,5% e arrastou os pregões europeus, que sofreram perdas de mais de 4%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York despencou 6,6% na abertura do pregão, e fechou em queda de 3,94%, num dia apelidado de “segunda-feira de pesadelo”. No mundo, evaporaram US$ 4,8 trilhões das Bolsas. Analistas afirmam que a piora no cenário global deve agravar a crise no Brasil, pois ocorre num momento em que o país enfrenta recessão, inflação elevada, juros altos e fragilidade fiscal. A Bovespa fechou em queda de 3,03%, após chegar a cair até 6,5% de manhã. O dólar subiu 1,63%, para R$ 3,552. Em Washington, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o Brasil “está preparado” para enfrentar turbulências. Mas não descartou aumento de impostos em 2016.
Temor de que a economia chinesa pise no freio derruba mercados. Ações caem 8,5% em Xangai, arrastando Europa e EUA. No mundo, pregões perdem US$ 4,8 trilhões. No Brasil, Bovespa recua 3,03%. Recessão, juros altos e déficit fiscal reduzem blindagem brasileira
O temor de que a economia chinesa vá sofrer um freio mais intenso do que o previsto derrubou os mercados globais. A Bolsa de Xangai caiu 8,5% e arrastou os pregões europeus, que sofreram perdas de mais de 4%. Nos EUA, a Bolsa de Nova York despencou 6,6% na abertura do pregão, e fechou em queda de 3,94%, num dia apelidado de “segunda-feira de pesadelo”. No mundo, evaporaram US$ 4,8 trilhões das Bolsas. Analistas afirmam que a piora no cenário global deve agravar a crise no Brasil, pois ocorre num momento em que o país enfrenta recessão, inflação elevada, juros altos e fragilidade fiscal. A Bovespa fechou em queda de 3,03%, após chegar a cair até 6,5% de manhã. O dólar subiu 1,63%, para R$ 3,552. Em Washington, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse que o Brasil “está preparado” para enfrentar turbulências. Mas não descartou aumento de impostos em 2016.
Presidente reconhece que, no ano eleitoral, demorou a perceber gravidade da crise e a agir
No dia em que o vice-presidente Michel Temer confirmou sua saída da articulação política do governo, a presidente Dilma fez ontem um mea-culpa sobre a condução da economia, relata Ilimar Franco. “Errei ao ter demorado tanto a perceber (no ano passado) que a situação era mais grave. Deveria ter começado a agir talvez em setembro, outubro e novembro”, disse. Contrariando o discurso da campanha eleitoral, ela anunciou o corte de dez dos 39 ministérios e de mil cargos comissionados. Dilma afirmou ainda ter sido surpreendida pelo envolvimento de petistas nos desvios descobertos na Lava-Jato.
No dia em que o vice-presidente Michel Temer confirmou sua saída da articulação política do governo, a presidente Dilma fez ontem um mea-culpa sobre a condução da economia, relata Ilimar Franco. “Errei ao ter demorado tanto a perceber (no ano passado) que a situação era mais grave. Deveria ter começado a agir talvez em setembro, outubro e novembro”, disse. Contrariando o discurso da campanha eleitoral, ela anunciou o corte de dez dos 39 ministérios e de mil cargos comissionados. Dilma afirmou ainda ter sido surpreendida pelo envolvimento de petistas nos desvios descobertos na Lava-Jato.
Dados do Ministério do Trabalho mostram que 480 sindicatos receberam mais de R$ 1 milhão de Contribuição Sindical, cada um, em 2014. As informações foram divulgadas por ordem da CGU.
Planalto quer adiar explicações
O governo pediu ao TCU mais 15 dias de prazo para explicar sobre as pedaladas fiscais de 2014. Para a oposição, trata-se de "mera protelação".
O governo pediu ao TCU mais 15 dias de prazo para explicar sobre as pedaladas fiscais de 2014. Para a oposição, trata-se de "mera protelação".
O anúncio da redução do número de ministérios e corte de cargos comissionados abriu novo foco de tensão com os aliados do Planalto. O principal motivo para a apreensão na base foi o fato de não terem sido informadas quais serão as pastas e os cargos sob risco de extinção. Por isso, aliados passaram a defender o PT como maior alvo dos cortes, já que se trata do partido com mais pastas na Esplanada.
O governo Geraldo Alckmin desistiu de 32 Parcerias Público-Privadas (PPPs). Ao menos seis projetos, no valor de R$ 13 bilhões, já haviam tido estudo ou licitação anunciados. Entre eles estão a construção e operação da Linha 20 do Metrô e do Expresso ABC, da CPTM. O governo informou que "não está excluindo projetos, mas ideias de empresas ou consórcios que não são prioritárias" e que 11 propostas serão readequadas.
BRASÍLIA - O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, pediu ao Ministério Público de São Paulo que investigue indícios de irregularidades no pagamento de R$1,6 milhão feito pela campanha de Dilma Rousseff a uma empresa aberta apenas dois meses antes das eleições. A suspeita é de que essa empresa seja fantasma e não tenha prestado os serviços referentes ao pagamento. Segundo a Secretaria de Fazenda de São Paulo, a firma foi aberta em agosto de 2014 e em um mês emitiu notas fiscais eletrônicas no valor de R$3,7 milhões sem o pagamento de impostos. Desse total, R$1,6 milhão foram emitidos em nome da campanha da candidata petista.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff admitiu que o Brasil ainda enfrentará dificuldades econômicas no ano que vem e disse que não tem como garantir que a situação em 2016 será maravilhosa. Um dia depois de reconhecer que o governo demorou para perceber a gravidade da crise financeira, Dilma disse que o governo está tomando medidas para que o país volte a crescer e a gerar oportunidades para todos os brasileiros. As declarações foram dadas em entrevista por telefone a rádios do interior de São Paulo. A presidente viajou para Catanduva nesta terça para entregar moradias do programa “Minha Casa Minha Vida”.
Pressionado por parte do PMDB, o vice-presidente Michel Temer não tratará mais de cargos e emendas nas negociações políticas
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