Indicado por Dilma à recondução ao0 cargo de procurador-geral, ele diz que acusação é 'ilação impossível'
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, negou durante sabatina de 10 horas no Senado ter feito "acordão" com o governo Dilma Rousseff para, em troca de ser reconduzido ao cargo, livrar a presidente das investigações da Operação Lava Jato. "Se eu tivesse condição de fazer um acordão desses, teria de combinar com os russos (outros investigadores). Vamos convir que isso é uma ilação impossível", afirmou. Apesar de longa, a sabatina foi tranquila graças a um acordo do governo com a cúpula do PMDB no Senado, que tem o presidente, Renan Calheiros, e mais ia senadores investigados. Indicado por Dilma após ser aprovado pela maioria dos procuradores, Janot disse jamais ter visto algo parecido com o "megaesquema" de corrupção na Petrobrás em 31 anos de carreira e que as investigações vão "até onde as pessoas foram".
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, negou durante sabatina de 10 horas no Senado ter feito "acordão" com o governo Dilma Rousseff para, em troca de ser reconduzido ao cargo, livrar a presidente das investigações da Operação Lava Jato. "Se eu tivesse condição de fazer um acordão desses, teria de combinar com os russos (outros investigadores). Vamos convir que isso é uma ilação impossível", afirmou. Apesar de longa, a sabatina foi tranquila graças a um acordo do governo com a cúpula do PMDB no Senado, que tem o presidente, Renan Calheiros, e mais ia senadores investigados. Indicado por Dilma após ser aprovado pela maioria dos procuradores, Janot disse jamais ter visto algo parecido com o "megaesquema" de corrupção na Petrobrás em 31 anos de carreira e que as investigações vão "até onde as pessoas foram".
Denunciado por receber R$ 26 milhões de propina, Fernando Collor protagonizou o momento de tensão da sabatina. Ele provocou Rodrigo Janot e voltou a xingá-lo fora do microfone. O procurador respondeu com explicações técnicas.
O TCU deu mais 15 dias para Dilma Rousseff explicar irregularidades nas contas federais de 2014. É a terceira vez que o tribunal dá mais prazo para a presidente se pronunciar, adiando o desfecho do processo. Coma nova prorrogação, o Planalto terá até 11 de setembro para entregar a defesa. Só depois disso a área técnica do tribunal fará relatório conclusivo sobre as distorções encontradas no balanço de 2014, abrindo caminho para que o caso seja apreciado em plenário.
Operador de propinas do PMDB, Fernando Soares Falcão, o Fernando Baiano, é o suposto detentor de segredos sobre o pedido de repasse de R$ 2 milhões de propina que teria sido feito pelo ex-ministro Antonio Palocci para a campanha de Dilma Rousseff à Presidência, em 2010. Em acareação na CPI da Petrobrás, terça-feira, o doleiro Alberto Youssef afirmou que um "outro delator" esclareceria o episódio. Baiano negocia acordo de colaboração premiada com a Lava Jato.
BRASÍLIA – Por maioria de votos, o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou pela reabertura de ação pedindo que a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer tenham os mandatos impugnados. O pedido protocolado pelo PSDB pede a cassação de Dilma e Temer alegando abuso de poder político, econômico e fraude na campanha do PT nas eleições presidenciais do ano passado, o que tornaria “ilegítima” a vitória da petista. Ainda de acordo com o partido da oposição, outra acusação mais grave trata de "financiamento da campanha mediante doações oficiais de empreiteiras contratadas pela Petrobras como parte da distribuição de propinas”. O julgamento foi interrompido após um pedido de vista da ministra Luciana Lóssio e não tem data para ser retomado.
BRASÍLIA – Por 45 votos a favor e 28 contra, o Senado aprovou aumento de 41% para servidores do Ministério Público da União e do Conselho Nacional do Ministério Público. O texto volta para análise da Câmara e, se aprovado, vai para sanção da presidente Dilma Rousseff. O reajuste será pago em até quatro anos. De acordo com o Palácio do Planalto, o impacto do aumento no salário dos servidores do Ministério Público nos cofres do governo será de R$ 916 milhões. Apesar dos altos números, o Executivo avalia como positiva a proposta de reajuste aos vencimentos dos funcionários do MP.
RIO – A Câmara Municipal do Rio aprovou, em segunda discussão, o projeto de lei que proíbe o transporte particular de passageiros como o do aplicativo Uber. A sessão foi acompanhada por dezenas de taxistas, que vibraram com a decisão. O prefeito Eduardo Paes tem 15 dias para decidir se sanciona o projeto. O texto da lei regulamenta a profissão de taxista e estabelece que apenas veículos regularizados pela prefeitura podem fazer transporte pago de passageiros. Na prática, fica proibido o serviço prestado pelo Uber ou qualquer outra empresa semelhante. Uma das emendas ao projeto estabelece multa de R$ 2 mil para empresas e de R$ 1,3 mil para pessoas físicas que transportarem passageiros irregularmente. Os valores previstos inicialmente eram de R$ 7 mil e R$ 3 mil.
Apesar do ajuste, presidente autoriza R$ 500 milhões para parlamentares
Para ministro, ‘esse é o dinheiro mais barato que tem’; petista agora admite que a situação da economia também não será maravilhosa em 2016
Em meio às crises econômica e política e após anunciar o corte de dez ministérios, a presidente Dilma autorizou ontem o pagamento de R$ 500 milhões em emendas de parlamentares. “Ganhou o governo como um todo, principalmente os parlamentares, que tinham essa ânsia”, comemorou o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha. A liberação tenta conter rebelião na base do governo. Depois de admitir que errou, ano passado, na avaliação da gravidade da crise na economia, Dilma ontem reconheceu que a situação também “não será maravilhosa” em 2016.
Para ministro, ‘esse é o dinheiro mais barato que tem’; petista agora admite que a situação da economia também não será maravilhosa em 2016
Em meio às crises econômica e política e após anunciar o corte de dez ministérios, a presidente Dilma autorizou ontem o pagamento de R$ 500 milhões em emendas de parlamentares. “Ganhou o governo como um todo, principalmente os parlamentares, que tinham essa ânsia”, comemorou o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha. A liberação tenta conter rebelião na base do governo. Depois de admitir que errou, ano passado, na avaliação da gravidade da crise na economia, Dilma ontem reconheceu que a situação também “não será maravilhosa” em 2016.
Ao dizer que os partidos se preocupam mais com verbas do que ideias, o ex-presidente afirmou: “O sistema político fracassou. E fomos todos responsáveis.”
O dólar subiu mais 0,93%, para R$ 3,607, num dia de gangorra nas Bolsas globais. O anúncio de estímulos da China à economia gerou uma onda de otimismo, mas, no fim do dia, o pregão de Nova York caiu 1,29% porque há dúvidas se as medidas serão suficientes para acalmar a Bolsa chinesa.
Disparou a busca por vagas, e o desemprego alcançou 8,3% em junho. Já são 8,35 milhões de desempregados no país.
A unificação da alíquota do PIS e da Cofins, em estudo pelo governo, deve elevar em R$ 50 bilhões a arrecadação com esses tributos, prevê o IBPT. A Receita contesta a estimativa.
Principal reservatório do Estado do Rio, o Paraibuna está com apenas 1,8% de sua capacidade. A redução da vazão do Guandu ameaça a qualidade da água que chega às torneiras.
Aliados temem agravamento da crise política; governo estuda incorporação da pasta de Relações Institucionais à Casa Civil e PT quer emplacar Jaques Wagner
A reforma ministerial e administrativa planejada pela presidente Dilma Rousseff causou apreensão em aliados. Parlamentares da base temem que a discussão sobre corte de ministérios paralise o governo, aumente a disputa por cargos e agrave a crise política. A discussão também fez ressurgir no governo a ideia de incorporar a Secretaria de Relações Institucionais à Casa Civil - que voltaria a cuidar da liberação de cargos e emendas. A cúpula do PT defende a mudança do ministro da Defesa, Jaques Wagner, para a Casa Civil, no lugar de Aloizio Mercadante. O argumento é que Mercadante não tem habilidade política. Desde que o vice-presidente Michel Temer decidiu se afastar da interlocução com o Congresso, sob queixas de "articulação paralela" feita por Mercadante, além de embates com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, os problemas na coordenação política ganharam holofotes. Ontem, o governo liberou R$ 500 milhões em emendas parlamentares, uma das reivindicações da base. (Política / Pág. A4)
Dilma: '2016 não será um ano maravilhoso'
A presidente Dilma Rousseff disse não poder garantir que o próximo ano será "maravilhoso". "Não teremos uma situação maravilhosa em 2016, mas também não será a dificuldade imensa que muitos pintam."
Vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, o ministro Gilmar Mendes pediu ao Ministério Público de São Paulo que apure indícios de irregularidades no pagamento de R$ 1,6 milhão da campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff a uma empresa aberta dois meses antes da eleição. A suspeita é de que ela seja de fachada, já que não há "registro de entrada de materiais, produtos e serviços". Também não há registro de pagamento de impostos em notas fiscais.
Lava Jato mira Gleisi
Juiz Sérgio Moro enviou ao STF documentos com indícios de repasses para senadora, que teria recebido R$ 1 milhão na campanha de 2010.
Apesar das boas notícias com relação às medidas de estímulo à economia chinesa, a tensão política no Brasil levou a cotação do dólar a fechar o dia com alta de 0,93%, a R$ 3,5920. Essa é a maior cotação desde 25 de fevereiro de 2003. Em três dias, a valorização foi de 4,06%. Indicadores da economia também contribuíram para a piora do mercado brasileiro. Depois de subir mais de 2,50% pela manhã, a Bolsa de Valores de São Paulo perdeu fôlego e terminou o dia com alta de 0,47%, aos 44.544,85 pontos
O tombo da Bolsa
33,78% é a perda acumulada em dólar da Bovespa no ano, retornando aos níveis de setembro de 2005
Em acareação ontem com o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef disse que um outro delator, cujo nome não revelou, esclarecerá 'quem repassou recurso' de corrupção na estatal ao ex-ministro Antonio Palocci. O dinheiro teria sido usado na campanha de 2010 de Dilma Rousseff.

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