Com a crise na Petrobras, o setor naval demitiu 14 mil no Estado do Rio este ano, reduzindo à metade seu número de empregados. Ontem, o estaleiro Eisa, na Ilha do Governador, dispensou 3 mil operários e, agora, deve entrar com pedido de recuperação judicial.
Amigo de Lula diz que aceitou negócio para fazer ‘uma gentileza’ e apontou Delúbio e Vaccari como intermediários
O Ministério Público Federal denunciou ontem o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, e outros dez investigados na Operação Lava Jato por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Os denunciados são suspeitos de participar de esquema de propinas na contratação da Schahin Engenharia para operar o navio-sonda Vitória 10.000, da Petrobrás. Segundo a Procuradoria, a assinatura do contrato foi condicionada à quitação de empréstimo de R$ 12 milhões do Banco Schahin a Bumlai em 2004. Em depoimento ontem à Polícia Federal, o pecuarista confirmou que o dinheiro foi para o PT, apontou os ex-tesoureiros do partido Delúbio Soares e João Vaccari Neto como intermediários da transação e negou ter usado o nome de Lula nas conversas. Segundo Bumlai, quem lhe sugeriu o negócio foi o presidente do banco, Sandro Tordin, e ele aceitou porque “não tinha havido mensalão ainda”, o PT “estava com grande popularidade” e ele quis fazer “um favor, uma gentileza, para quem estava no poder”. Para o pecuarista, o gesto de simpatia “se transformou numa grande bobagem”.
Denúncia inclui cúpula da Schahin
A denúncia do MPF também envolveu Milton, Salim e Fernando Schahin, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e os ex-diretores da Petrobrás Nestor Cerveró e Jorge Zelada
Com a anuência da cúpula do PMDB, deputados da ala pró-impeachment do partido decidiram dar um ultimato para que o Planalto pare de interferir na indicação para liderança da legenda na Câmara. Ontem, os deputados Osmar Terra (PMDB-RS) e Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) anunciaram que pelo menos 10 dos 27 diretórios regionais da legenda assinaram documento pedindo a antecipação da convenção nacional do partido, prevista para março. A ideia seria antecipar a convenção para janeiro. No evento, a sigla pode aprovar o desembarque do governo Dilma Rousseff.
O juiz Sérgio Moro condenou o empresário Gerson de Mello Almada, dono da Engevix Engenharia, a 19 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo denúncia do Ministério Público Federal, a empreiteira simulou contratos com empresas do doleiro Alberto Youssef e pagou R$ 15,2 milhões em propinas.
O empreiteiro Ricardo Pessoa disse em delação premiada que Queiroz Galvão, Iesa e Camargo Corrêa aceitaram pagar, coma UTC, R$2,4 milhões a caixa 2 da campanha à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2006.
A presidente Dilma Rousseff admite reduzir a meta fiscal de 2016 para 0,5% do PIB para preservar o Bolsa Família. O governo discute com parlamentares “sacrificar” o superávit primário de 0,7%no ano que vem para impedir corte de R$10 bilhões no programa. A avaliação do Planalto e de parte da equipe econômica é de que cortar 35% do Bolsa Família poderia fazer Dilma perder o que lhe resta de apoio popular. O ministro Joaquim Levy (Fazenda) é contra a redução.
O governo argentino anunciou medidas para estimular o comércio exterior. Em 2016, será extinta a ferramenta que controla a entrada de importados, o que agrada a empresários brasileiros. Impostos sobre exportações foram eliminados.
Pesquisa Datafolha com manifestantes anti-Dilma na avenida Paulista, no domingo (13), mostra que 72% acham que o vice Michel Temer seria um presidente melhor do que a titular no caso de um impeachment dela. Porém, só 19% acreditam que esse eventual governo Temer seria bom ou ótimo. Para quase um terço (28 %), a gestão do peemedebista seria ruim ou péssima. Foram ouvidas 1.351 pessoas das 40,3 mil presentes.
Dilma Rousseff, 68, não gosta de comemorar o dia 14 de dezembro. Auxiliares deram presentes e até ensaiaram cantar o “Parabéns a Você”, mas ela se apressou em barrar a cantoria.
TCU pode aplacar a culpa de Dilma nas pedaladas
O TCU pode livrar Dilma de responsabilidade direta pelas pedaladas fiscais, dando punições ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e ao ex-secretário do Tesouro Arno Augustin, que teriam tomado as decisões.
O Conselho de Ética do Senado dará continuidade ao processo contra o ex-líder do governo na Casa Delcídio do Amaral, do PT, por quebra de decoro parlamentar. O anúncio foi feito pelo presidente do colegiado, João Alberto de Souza, do PMDB. A representação contra Delcídio foi apresentada pela Rede e pelo PPS. O documento pede a cassação do mandato do senador. Ao mesmo tempo em que aceitou dar prosseguimento ao processo contra Delcídio, o senador João Alberto de Souza decidiu colocar em tramitação uma denúncia contra Randolfe Rodrigues, o representante da Rede que protocolou a representação contra o ex-líder do governo. A denúncia contra Randolfe Rodrigues é de 2013 e está relacionada a um suposto caso de corrupção passiva, de acordo com a Secretaria Geral da Mesa do Senado. Já Delcídio do Amaral foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por supostamente ter tentado atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Delcídio está preso desde o dia 25 de novembro. O Conselho de Ética do Senado vai se reunir na próxima quinta-feira, às 10h, para escolher os relatores dos dois casos..
A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em Brasília, e na casa que ele também tem num condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ao todo foram expedidos 53 mandados de busca e apreensão, referentes a sete processos da operação Lava Jato. O objetivo dessa operação, batizada de Catilinárias, é coletar provas nos inquéritos que apuram se o presidente da Câmara cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Também estão sendo feitas buscas nas residências do Deputado Federal Aníbal Gomes e do senador Edison Lobão, ambos do PMDB, e em endereços dos ministros do Turismo, Henrique Eduardo Alves, e da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera. Agentes da Polícia Federal também foram para a Câmara dos Deputados, onde o alvo seria a Diretoria-Geral da casa. Além das casas de investigados, ações são realizadas em sedes de empresas, escritórios de advocacia e órgãos públicos. Estão sendo cumpridos mandados em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte. As buscas foram pedidas pelo Procurador-Geral Rodrigo Janot e autorizadas pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou o parecer preliminar pela continuidade das investigações sobre o presidente da casa, Eduardo Cunha. A votação aconteceu horas após uma operação da Polícia Federal que fez buscas e apreensões na residência oficial de Cunha em Brasília e na casa que ele também tem na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Foram 11 votos a favor e 9 contra. Agora o presidente da Câmara tem 10 dias úteis para apresentar sua defesa. Alvo da operação Lava Jato, Eduardo Cunha é acusado de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência dessas contas em depoimento à CPI da Petrobras.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo anunciou ontem apoio formal ao pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A medida, inédita na história da entidade, foi aprovada por unanimidade.
O julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal, da ação que definirá o rito de impeachment deve demorar dois dias. Os ministros começam amanhã a analisar o caso.
O ex-presidente Lula atribuiu à impopularidade do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, o baixo número de manifestantes pelo impeachment.
O Ministério Público Federal denunciou o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e mais nove pessoas por corrupção. Segundo a Lava-Jato, Bumlai participou de desvio de R$ 18 milhões da Petrobras, envolvendo o Banco Schahim, para favorecer o PT.
Prefeito expõe racha e afirma que partido tem de tentar chegar ao poder pelo voto
Ao menos dez diretórios estaduais querem antecipar para fevereiro, após o recesso, a convenção em que os peemedebistas vão decidir se rompem ou não com o governo da petista
Num gesto que expôs ainda mais a divisão no PMDB, o prefeito Eduardo Paes condenou a ação da ala do partido que trabalha pelo impeachment da presidente Dilma e é ligada ao vice-presidente Michel Temer. Além de assinar manifesto de 14 prefeitos de capitais de apoio a ela, Paes disse que o PMDB tem de chegar ao poder pelo voto e que vencer “na mão grande” é vergonhoso, referindo-se à troca do líder na Câmara. Pelo menos dez diretórios do PMDB querem antecipar a convenção para decidir sobre o rompimento com Dilma.

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