segunda-feira, 7 de dezembro de 2015



Michel Temer, o vice-presidente da República, tem sido apontado como um dos principais articuladores de um suposto golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Pouco se sabe e não há provas, mas o contrário também não é visto: o vice-presidente não mexeu, e nem tem demonstrado interesse em mexer, uma palha em sinal de apoio à presidente.
Temer é, certamente, um dos principais interessados na queda da presidente, uma vez que é quem assume o cargo caso isso aconteça, somando-se a isso o fato de que a sigla se fortalece, entre tantos outros resultados (ruins e menos ruins) que serão reflexo da queda de Dilma Rousseff.
Mas a última notícia sobre o vice-presidente é a de que ele enviou uma carta a Dilma Rousseff no final da tarde desta segunda-feira (7). A referida carta apontaria "fatos reveladores" sobre a desconfiança que o governo tem em relação a ele e a seu partido, o PMDB.
A assessoria de imprensa do vice-presidente informou que a decisão de escrever uma carta à presidente aconteceu depois de Dilma ter informado na manhã desta segunda (7), durante uma coletiva de imprensa, que procuraria Temer para conversar (ainda na segunda).
A assessoria de Temer ainda informou, via Twitter, que a carta foi enviada em "caráter pessoal", e que nessa carta ele "rememorou fatos ocorridos nestes últimos cinco anos, mas somente sob a ótica do debate da confiança que deve permear a relação entre agentes públicos responsáveis pelo país” e em nenhum momento houve a proposta de rompimento entra partidos ou com o governo, garantiu a assessoria.
A presidente Dilma teria dito, na entrevista coletiva, que não tem motivos para desconfiar "um milímetro" de Temer. A presidente teria complementado dizendo que que não percebe movimentos dúbios por parte do vice-presidente, que ela sempre confiou nele e que ele sempre teve um comportamento "bastante correto".
A secretaria de imprensa da Presidência ainda não confirmou o recebimento da carta pelo gabinete da presidente e a assessoria de Temer diz que ele manterá  “a discussão pessoal privada no campo privado”.


As dúvidas sobre a profundidade e a legalidade do documento em discussão na 21ª Conferência do Clima (COP-21), que tem como desafio evitar que a temperatura média da Terra suba mais que 2°C até 2100, ainda são grandes. Diplomatas usam termo “Acordo de Paris”, mas “Protocolo” e “Tratado” não estão descartados.

Com a desvalorização do real frente ao dólar e as dificuldades das empresas brasileiras, fundos árabes têm prospectado aquisições no País, sobretudo em setores ligados a agronegócio, mercado imobiliário e logística.


São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.
Senhora Presidente,
"Verba volant, scripta manent".
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes
últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.
Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há
muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a
necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.
Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais
são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada
daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora
e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível
com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.
Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança.
E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio
político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no
partido.
Isso tudo não gerou confiança em mim, Gera desconfiança e
menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice
decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que
tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era
chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.
2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir
formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios,
secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não
renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez
belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele
era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a
registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o
Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que o
governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome
com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC.
Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz
parte de uma suposta "conspiração".
5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a
coordenação política, no momento em que o governo estava muito
desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal.
Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários.
Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste,
nada mais do que fazíamos tinha sequencia no governo. Os acordos
assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de
60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio
com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela
coordenação.
6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora
resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um
acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido.
Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a
senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o
Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente,
com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento.
Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8
(oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi
aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão
equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas
oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio
resolveu difundir e criticar.
8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião
de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden - com quem construí
boa amizade - sem convidar-me o que gerou em seus assessores a
pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente
dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio
da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser
retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar
com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado
absoluta falta de confiança;
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores
autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma
conexão com o teor da conversa.
10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro",
aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para
recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra
desleal.
11. PMDB tem ciência de que o governo busca
promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso.
A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter
cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade
partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá
tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no
PMDB, hoje, e não terá amanhã.
Lamento, mas esta é a minha convicção.
Respeitosamente, \ L TEMER
A Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
DO. Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto
Brasília, D.F.

A Fitch Ratings rebaixou as notas de crédito do BTG Pactual de “BBB-" para “BB-”, com observação negativa, retirando assim o grau de investimento do banco, que é uma espécie de selo de bom pagador. Segundo a agência, o rebaixamento reflete a deterioração da liquidez e da franquia de captação do BTG Pactual, fortemente relacionada ao dano reputacional causado pela prisão de André Esteves, ex-presidente e principal acionista da instituição. O executivo foi preso sob acusação de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Na semana passada, outra agência de risco, a Moody's, já tinha retirado o grau de investimento do BTG Pactual pelo mesmo motivo da Fitch.

O presidente dos Estados Unidos anunciou, em pronunciamento na TV, ontem à noite, medidas anti-terrorismo e disse que o país "destruirá" o grupo Estado Islâmico. Barack Obama pediu ao Congresso americano que aprove medidas para restringir a venda de armas a suspeitos e anunciou que vai apertar o rastreio de estrangeiros que entram nos Estados Unidos sem a necessidade de visto. O presidente afirmou ainda que o ataque ocorrido em San Bernardino, na Califórnia, que causou 14 mortes, foi um "ato de terrorismo". Este foi o terceiro discurso de Obama feito do salão oval da Casa Branca.


O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, vai se reunir, nesta 2ª feira, com o Secretário Estadual de Fazenda. Julio Bueno participou de várias reuniões no fim de semana com técnicos do executivo para tentar planejar o orçamento do governo do estado em 2016. Os detalhes do plano, que vai tentar aumentar a arrecadação e enxugar os custos da administração, serão repassados ao governador nesse encontro de hoje. A expectativa é que haja aumento da alíquota de ICMS, por exemplo, para as usinas termelétricas e para as usinas nuclear de Angra dos Reis. O governador do Rio também já anunciou que deve cortar secretarias, gratificações e benefícios como telefones e carros de secretários para tentar conter a crise.

 O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adiou para o início da tarde desta terça-feira a formação da comissão especial que irá analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O adiamento fará com que a instalação da comissão ocorra perto do horário previsto para que a sessão do Conselho de Ética finalmente vote o relatório pela admissibilidade do processo de cassação do mandato de Cunha, marcada para 14h. Cunnha, no entanto, negou que o movimento seja mais uma manobra para impedir o trabalho Conselho de Ética.
— Sobre Conselho de Ética, vamos deixar claro: não tem intuito meu não (de tentar inviabilizar a votação). A sessão no plenário não começa antes de 17h. A sessão é ordinária e todos os dias começa 14h. Não estou marcando sessão na hora do Conselho de Ética, ele é que marcou para esse horário. Se não tivesse Conselho de Ética eu tinha chamado extraordinária para amanhã de manhã — sustentou Cunha, em entrevista coletiva.



Depois de avisar aos líderes partidários a decisão de adiar para amanhã a eleição da comissão impeachment, Cunha justificou à imprensa o motivo. Segundo ele, como dissidentes do PMDB anunciaram, com o apoio da oposição, uma chapa alternativa, não haveria condições técnicas de realizar nesta segunda-feira a votação.
O presidente da Câmara disse defender que a eleição da comissão seja feita em votação aberta, mas que durante a reunião de líderes, houve questionamento para que ela seja secreta. E que isso será decidido, se houver questão de ordem, amanhã, durante a sessão.
Cunha reagiur à acusação feita pelo líder do governo, José Guimarães (PT-CE), de que ele estaria "manobrando" para protelar a criação da comissão. O presidente alfinetou o governo, dizendo que sequer conseguiram garantir o quórum hoje.



— Tem um processo complexo, está havendo dissidência nos partidos. Adiei porque não teria quórum, não houve mobilização dos parlamentares. Acho injusta a essa acusação (de manobrar), ele (Guimarães) é que não pôs quórum. Eles não queriam era que eu adiasse o prazo de inscrição (das chapas). Não há regramento claro. Como impedir que uma chapa se inscrevesse até amanhã? Temos que ter cuidado para que o processo não seja judicializado por erro nosso — disse Cunha.



O presidente afirmou que será feita a eleição da chapa e que, regimentalmente, é preciso que essa chapa tenho pelo menos 33 deputados (50 por cento mais um da comissão). Ele garantiu, no entanto, que a proporcionalidade partidária prevista na lei do impeachment, será respeitada. Caso a chapa eleita não tenha os integrantes de determinado partido, será feita eleição suplementar.
— Ninguém pode avançar na vaga de outro partido. Eu não posso nomear de ofício, tem que ter eleição suplementar. Não vi disputa protelatória, mas sim de natureza política. Espero que o bom senso se estabeleça — disse o presidente da Câmara.
Cunha negou ainda estar descumprindo a lei do impeachment, ao não criar a comissão 24 horas após a leitura da aceitação do pedido de abertura do processo. Segundo ele, a leitura terminou 17h30 de quinta-feira e não houve sessão na sexta e nem quórum para abrí-la hoje.
A articulação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) em transferir para esta terça-feira a escolha dos integrantes da Comissão do Impeachment pode beneficiá-lo na votação de seu processo no Conselho de Ética. Ele pode ganhar, ao menos, mais um dia.
O presidente do conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA) acha que não terá o tempo necessário nesta terça para terminar as discussões e votar a admissibilidade da representação contra Cunha no colegiado. Araújo espera que consiga, pelo menos, encerrar o discurso dos inscritos para falar e, assim, dar início à votação. Mas o presidente do conselho teme que a votação coincida com início da Ordem do Dia no plenário, o que inviabilizaria a apreciação do relatório de Fausto Pinato (PRB-SP), que é pela continuidade do caso de Cunha no conselho. Com o início dessa sessão no plenário, as comissões não podem mais deliberar.

 Vou tentar votar amanhã, mas não depende de mim. Temos oito deputados do conselho inscritos e cada um tem direito a falar por dez minutos. E outros cinco líderes também na fila, com cinco minutos para falar. Faz a conta. Se terminar cedo, não esgotarem todo o tempo ou até desistirem, talvez dê tempo para votar. Se não, limpo a pauta e, na quarta, votamos — disse Araújo.



PT PROTESTA CONTRA ADIAMENTO
O PT foi o primeiro a protestar contra a decisão anunciada por Cunha na reunião de líderes.
Em repudio à decisão anunciada por Cunha, o líder do PT, Siba machado (AC) deixou a reunião de líderes. Segundo ele, o processo começa contaminado. Na semana passada, diz Sibá, a sessão tinha sido marcada para hoje e o combinado foi de que os líderes fariam as indicações.
— Isso arrebenta qualquer relação, não é razoável dentro do campo democrático. Ele está mudando os prazos e permitindo a formação de chapa alternativa, isso pode fomentar a briga interna nas bancadas. Discordo disso e não vou assistir e assinar isso — disse Sibá ao deixar a reunião:
— Isso contamina o processo. Vou discutir e ver o que fazer. Estão fazendo isso para criar problema. Temos que conversar tudo de novo. Temos uma guerra e vamos para ela de qualquer jeito. Mas não vou concordar com isso.
A oposição deixou a reunião dos líderes comemorando: — O governo pensa que o Parlamento é a Casa dele, mas não é. Aqui decidimos nós — afirmou o líder do PPS, Rubens Bueno (PR).
Indagados se o adiamento da eleição da comissão do impeachment para amanhã ajudaria Cunha, pois dificultaria a votação no Conselho de Ética, os líderes da oposição negaram. _ A sessão começa com discursos, votação só mais tarde — afirmou o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP).




OPOSIÇÃO VAI PROTELAR INDICAÇÃO DOS NOMES
Ainda sem a adesão necessária para levar o impeachment adiante, líderes da oposição vão protelar o máximo possível a escolha dos nomes. A avaliação dos dirigentes é que, se o processo andar muito rápido, "o governo leva". O melhor cenário para integrantes do PSDB e DEM é que a análise do processo só fique para depois do Carnaval, em fevereiro. O que os daria tempo suficiente para mobilizar as ruas e, assim, pressionar parlamentares.

- Estamos enrolando para embolar essa nomeação. Queremos que todo o processo demore para garantir que a análise fique para depois do Carnaval. Vamos tocando sem pressa alguma. Porque, se for muito rápido, o governo leva essa - disse um dirigente tucano.
O PSDB, que tem direito a seis nomes, ainda não fechou a lista dos integrantes da comissão do impeachment. Há duas correntes no partido: aqueles que acham que é dispensável a participação dos líderes, que já possuem um protagonismo natural na política, dando lugar assim a outros quadros tucanos; e os defensores de que os líderes participem sim da comissão, fazendo uma "simetria" com o PT no campo oposto.
Os petistas colocaram no órgão não só o líder do partido na Câmara, deputado Sibá Machado (AC), como o líder do governo, José Guimarães (CE). Mas a indefinição no campo da oposição é mais para fazer com que o processo se alongue do que propriamente pela dificuldade de nomear os integrantes. Entre os tucanos, a tendência majoritária é que participem os líderes da minoria, Bruno Araújo, e o líder tucano na Câmara, Carlos Sampaio.




O BTG Pactual quer vender até R$ 22 bilhões em carteiras de crédito (empréstimos feitos pelo banco) para aumentar o caixa em meio à crise que vive após a prisão de seu ex-controlador, André Esteves, disse a agência Bloomberg. Procurado, o BTG não se pronunciou sobre o assunto.




O Nordeste, região mais afetada pelo surto de microcefalia no Brasil, enfrenta greve de servidores, corte nas equipes e falta de larvicida para combater o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus zika.

O Ministério da Saúde disse que já enviou 20 toneladas de larvicida aos Estados e que, em janeiro, repassará o dobro





Planalto articula ações para derrubar impeachment e conter grupo de Temer

Governo aposta na divisão do PMDB e reúne líderes para fechar tropa de choque na comissão especial que vai analisar pedido

Para enfrentar o processo de impeachment e o grupo que se articula em torno do vice-presidente Michel Temer, o governo monta uma ofensiva política, jurídica e social. No campo político, o ministro Ricardo Berzoini se reúne hoje com líderes da base aliada para formar uma tropa de choque na comissão especial. A presidente, por sua vez, recebe governadores amanhã em busca de apoio. No front legal, 30 juristas contrários ao impeachment estarão hoje com Dilma para apresentar estratégias de defesa. E no setor social, o governo conta com a militância petista. No PMDB dividido, o líder na Câmara, Leonardo Piciani, disse que indicará os nomes à comissão especial sem consultar Planalto ou a cúpula da legenda. 




Comissão do impeachment no Congresso definirá futuro de Michel Temer.


Com boa participação popular e clima de muita tensão, venezuelanos foram ontem às urnas eleger os 167 deputados que vão compor a próxima Assembleia Nacional. Num pleito em que o chavismo pode perder pela primeira vez o controle do Legislativo, o Conselho Nacional Eleitoral revogou as credenciais de ex-presidentes latino-americanos que acompanhavam a eleição a convite da oposição.



Devido à alta do dólar este ano, os fabricantes de medicamentos estão cortando os descontos normalmente oferecidos às farmácias, que repassam esse custo maior ao consumidor. Em remédios de marca, as reduções de preço caíram de 60% para 40%, revela João Sorima Neto. Em genéricos, recuaram de 80% para 50%. 




O dono da UTC, Ricardo Pessoa, delator na Lava-Jato, disse que doou R$ 1,6 milhão ao deputado Paulinho da Força (SD-SP) para que ele evitasse protesto de trabalhadores.



A Fiocruz planeja soltar, em município fluminense, nova leva de mosquitos Aedes aegypti infectados com bactéria que impede transmissão de dengue e, possivelmente, zika.


Emissários de políticos contra e a favor de impeachment ouvem de empresariado que solução deve ser rápida

Defensores do impeachment da presidente Dilma Rousseff, ministros de Estado e líderes aliados do governo vão intensificar a partir de hoje a busca por apoio no empresariado, suporte considerado fundamental pelos dois lados da disputa, relata Alberto Bombig. Os primeiros contatos foram feitos na sexta-feira e no fim de semana, por emissários do Palácio do Planalto, do PSDB e do vice-presidente Michel Temer (PMDB), que possui uma rede privilegiada de interlocutores na economia. Por enquanto, o recado transmitido aos políticos foi claro: o setor produtivo tem pressa em encontrar uma solução para a crise. A grande preocupação dos empresários é entrar em 2016 longe de uma definição, o que agravaria a situação econômica Na avaliação do Planalto, se o empresariado fechar questão pelo impeachment, ficará muito difícil evitá-lo.








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