Luz sobe até 22% no Rio e anula desconto de 2013
Energia terá alta acima de 18% no país em 2014, eliminando efeitos da queda de 15,65% do ano passado provocada pela decisão do governo de forçar redução nos preços. Para as residências cariocas, conta sobe 17,75% nesta sexta
A conta de luz dos cariocas vai subir 17,75% a partir desta sexta-feira. Para as indústrias, a alta será ainda maior, de até 20,25%. E na iluminação pública o aumento chega a 22,65%. Com o reajuste da Light, autorizado ontem pela Aneel, o preço da energia no país subirá em média 18% este ano, preveem especialistas. Assim, será anulada a redução de 15,65% ocorrida no ano passado, como reflexo da decisão do governo de forçar as empresas a concederem um desconto nas tarifas na renovação de concessões em 2012. A alta da energia fará a inflação fechar perto do teto da meta para este ano, de 6,5%.
Gasolina também subirá
O governo deu aval para o reajuste da Petrobras, em torno de 5%. Para não pressionar a inflação deste ano, a alta será no fim do mês.
Aécio diz que fará oposição com 51 milhões
Com gritos de 'presidente', servidores e militantes do PSDB recebem Aécio Neves na chegada ao Congresso; o senador disse que liderará 'exército' opositor contra o PT.
Um ano após prisão, Dirceu vai para casa
O placar de projetos e obras de Dilma no RS
Parado 1
BR-392 (Centro)
Lento 3
Minha Casa Minha Vida
UPAs
Creches
Normal 1
Nova ponte do Guaíba
Acelerado 4
BR-392 (Sul)
BR-116
BR-386
Pronatec
Concluído 3
PAC Equipamentos
Mais Médicos
BR-448
Governo autoriza Petrobras a elevar gasolina e diesel
TCU adverte governo para riscos do uso da contabilidade criativa
Se não chover, país terá cortes de energia no verão
O Operador Nacional do Sistema (ONS) avisou a geradores e distribuidores que cogita cortes "seletivos" de energia para garantir o fornecimento nos horários de pico em janeiro e fevereiro, época de forte demanda, relata Machado da Costa. A medida será necessária se as chuvas não forem suficientes para recompor os reservatórios das hidrelétricas ao patamar de 30% em janeiro. Atualmente, estão em 18,3% da capacidade. Na mesma época do ano passado, atingiram 41,6%.
Volume de 5 das 6 represas de SP cai, mesmo após temporais
O governador eleito do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, disse nesta quarta-feira que irá acatar a decisão se os órgãos federais decidirem por desvio da água do rio Paraíba do Sul para São Paulo, a fim de atender ao abastecimento dos paulistas que sofrem com a seca. "Vou aguardar o posicionamento disso (pelos órgãos federais). Ali é um rio federal, que atende a três Estados, Rio, São Paulo e Minas Gerais. Se os técnicos chegarem a esta conclusão, só tenho a acatar", conformou-se Pezão ao sair do Palácio do Planalto, onde se reuniu com a presidente Dilma Rousseff.
O posicionamento do governador Pezão se contrapõe ao do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que deixou o cargo em abril deste ano, embora não fosse concorrer a nenhum cargo eleitoral. Em março deste ano, também ao deixar reunião no Planalto, Sérgio Cabral avisou que não ia aceitar nenhuma ação liderada pela União para desviar água do curso de rios que cortam o Estado para destinar a São Paulo e exigiu estudos de impacto ambiental para iniciar quaisquer debates sobre o tema, ressaltando que a segurança hídrica do Rio de Janeiro era "inegociável". A expectativa é que governo federal apresente a conclusão dos estudos que estão sendo realizados sobre o tema até esta quinta-feira.
Em entrevista hoje, o governador Pezão afirmou que "não está brigando" com o governador de são Paulo, Geraldo Alckmin. "Não estou brigando com ninguém. Me relaciono otimamente com o governador Geraldo Alckmin. Aquele é um rio com regulação federal. Então, é seguir o que determinam os órgãos de controle federal, como a ANA (Agência Nacional de Águas), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o Ministério das Minas e Energia", afirmou o governador do Rio. Embora adote um tom mais ameno do que Cabral, Pezão ressaltou: "É claro que eu não vou deixar nunca o Estado do Rio de janeiro ser prejudicado".
O governador do Rio rebateu ainda a defesa de Alckmin de que a água do Paraíba do Sul é mais importante para São Paulo porque ali se trata de abastecer a população da cidade e não apenas geração de energia. "Aquele complexo não é só para geração de energia. É importantíssimo. Já foi importante para geração de energia. Mas ele é fundamental para o abastecimento de água da cidade do Rio e da região metropolitana porque, quando as turbinas giram, mandam água", justificou o governador, explicando que aguarda o posicionamento dos órgãos federais sobre o caso.
Questionado se pediu à presidente Dilma que fizesse uma intervenção em favor do Rio em relação à questão da água, o governador respondeu que não, alegando que estava ali para tratar de outros temas e não este. Estava ali para parabenizá-la pela vitória e agradecer o apoio dado ao Estado.
Dívida
Pezão disse que estava indo para o Congresso a fim de acompanhar a votação da proposta de alteração do indexador da dívida dos Estados e municípios. O governo federal aceita trocar o indexador da dívida, que hoje é de 6% a 9% de juros mais IGP-DI, para 4% de juros, mais Selic ou IPCA, o índice que for menor. Mas rejeita a proposta do retroatividade da renegociação da dívida, que o governo considera oneroso para os cofres públicos. Os governadores e prefeitos querem esta retroatividade para poderem respirar aliviados com suas contas.
O governador do Rio disse que "mudar o indexador já ajuda muito". E emendou: "quem tem dívida corrigida pelo IGP-DI, mudar já ajuda". Para ele, no entanto, se puder haver retroatividade, "melhor ainda".
Integrantes da CPI mista da Petrobras voltaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta quarta-feira para reiterar o pedido de acesso à delação premiada feito pelo ex-diretor da estatal, Paulo Roberto da Costa.
O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), foi acompanhado pelo relator deputado Marco Maia (PT-RS) e por outros parlamentares para uma audiência com o ministro Luís Roberto Barroso - o relator no Supremo do mandado de segurança impetrado pela CPMI.
Ao deixar o gabinete de Barroso, Vital do Rêgo comentou que há um prejuízo em não ter acesso à delação. De acordo com o senador, o fechamento do processo de investigação "teria com a delação mais elementos que possam efetivamente confirmar o juízo de valor dos membros da CPI".
Marco Maia falou que o relatório final da CPMI não será conclusivo, se não forem liberadas as informações da delação. "O relatório final não será fraco, mas, volto a dizer, um relatório que terá problemas, não será conclusivo em função da falta dessa informação da delação premiada", disse Maia.
O ministro Luís Roberto Barroso pediu, inicialmente, informações ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo, e também requisitou manifestação da Procuradoria-Geral da República.
Teori já enviou as informações requisitadas e, agora, Barroso aguarda o posicionamento da PGR. "Só assim e partir deste momento é que ele vai se debruçar sobre o caso e decidir. O que eu senti do ministro é que ele está atento", disse Vital do Rêgo, ao deixar a reunião.
Os parlamentares pedem que todas as delações que vierem na sequência, não só Paulo Roberto, sejam também compartilhadas com a CPMI. "A partir da homologação (da delação), nós entendemos que é necessário o compartilhamento, do Paulo Roberto e de qualquer outro. A delação premiada precisa ser compartilhada com o Congresso Nacional, leia-se todas as delações que possam vir dentro de uma ação penal que nós da CPMI temos interesse", completou.
O deputado Marco Maia falou ainda que há um "problema sério na condução do relatório sem apresentação da delação". "Não é apenas o nome das pessoas que nos interessa, mas também o modus operandi, como eram praticados os crimes, como aconteceram os pagamentos das propinas, que tipo de propina houve, qual era a relação das empresas."
Vital do Rêgo falou sobre a sessão da CPMI da tarde desta quarta, na qual, segundo ele, houve um acordo para que fosse possível avançar com as convocações. A definição sobre a convocação do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, e o presidente licenciado da Transpetro, Sérgio Machado, ficou para a próxima semana.
Dados levantados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontam que, entre 2012 e 2013, o número de pessoas que vivem na extrema pobreza no País teria aumentado em 0,4 ponto porcentual, passado de 3,6% da população para 4%. Os números, recolhidos da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), mostram que subiu em cerca de 370 mil pessoas a quantidade de quem vive com menos de R$ 70 por dia. O governo, no entanto, diz que a diferença está dentro da margem de erro e não mostra uma tendência. O aumento é o primeiro desde que o Ipea iniciou a série histórica para esses dados, em 2004.
Os dados não chegaram a ser divulgados pelo governo, mas estão no site do Ipea na internet. Uma última atualização foi feita no último dia 31, mas o governo alega que estavam publicados desde 19 de setembro. Em outubro, o diretor de políticas sociais do instituto colocou o cargo à disposição depois que uma decisão da presidência do órgão proibiu a divulgação de pesquisas durante o período eleitoral. O jornal O Estado de S. Paulo perguntou nesta quarta-feira ao Ipea se essa decisão também foi tomada em anos anteriores, mas não recebeu resposta.
A ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, afirmou que é "absurda" e "injusta" a acusação de que o governo teria segurado dados por causa da campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff. "Os dados são públicos. Nós temos acesso no mesmo momento que vocês. Qualquer cidadão, qualquer pesquisador que conheça um pouco de estatística pode fazer a conta", disse. "Não virou notícia antes porque não houve aumento."
O governo atribui a diferença a uma flutuação estatística, uma diferença na amostra, dentro da margem de erro do levantamento. "Não é correto afirmar que houve aumento", garantiu a ministra. "Se olharmos com cuidado vamos ver que o desemprego caiu, as ações do Brasil sem Miséria chegam fortemente nesse público. Nenhum outro elemento factual ou dado econômico permite supor que houve aumento." Apesar de estar dentro da margem de erro, o pequeno aumento é o primeiro desde que o Ipea iniciou a série histórica para esses dados, em 2004. No ano anterior, o País registrava 23,2 milhões de pessoas na extrema pobreza. Desde então, a queda foi contínua - 60% no acumulado de oito anos, até 2012. O primeiro movimento contrário teria sido no ano passado. A ministra afirmou que, quando se chega a números tão baixos, é normal que as amostras registrem pequenas variações.
SAE
O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Marcelo Neri, tentou desqualificar o estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira, que diz que o número de brasileiros em condição de extrema pobreza voltou a subir em 2013, passando de 10,08 milhões de miseráveis em 2012, para 10,45 milhões um ano depois, um aumento de 3,7%. "Foram dados, que inclusive não são dados oficiais, que foram levantados pelo Ipea, que não tem esse poder de dar o dado oficial de pobreza ou de extrema pobreza da Nação", afirmou Neri, irritado, rebatendo estes números com outros dados também não oficiais, mas favoráveis ao governo.
"E o que eu digo é o seguinte: os dados das duas últimas Pnads (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) são muito bons. Eles mostram avanço da renda per capita de 5,5% real, já descontada a inflação, já descontado aumento da população, e foi um dado muito bom". Para ele, a imprensa está focando um dado específico que representa "fatores temporários" e não reflete a realidade.
O ministro negou ainda que o governo tenha escondido este dado social considerado negativo durante o período eleitoral. "Houve uma decisão do Ipea de se manter à margem do período eleitoral em relação a qualquer tipo de dado. Está se falando que existe um estudo sobre pobreza, não existe nenhum estudo sobre extrema pobreza escondido ou de qualquer forma que existe", afirmou.
O presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, Fernando Collor de Mello (PTB-AL), afirmou nesta quarta-feira, 5, que, "finalmente", se conseguiu "construir uma maioria no Senado para mudar essa lógica perversa", ao comentar a aprovação, nesta noite, do projeto que muda o indexador da dívida dos governos de Estados e prefeituras com a União.
"É uma votação histórica porque se corrige uma injustiça cometida contra os entes federados, especialmente contra um Estado carente como o nosso, que pode começar a criar novas condições para o seu desenvolvimento", afirmou. De acordo com Collor, o governo de Alagoas paga por mês mais de R$ 50 milhões em juros à administração federal.
O presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado afirmou que o débito do governo do Estado restringe o desenvolvimento de Alagoas porque "os juros se mostram impagáveis". O projeto vai agora para sanção da presidente reeleita, Dilma Rousseff.
"Em diversas ocasiões, já havia me posicionado sobre a necessidade de mudança desse indexador, constante no contrato de rolagem da dívida pública entre os Estados e a União. No caso de Alagoas, esse contrato consagrou o endividamento como impagável, além de ter tornado mais grave a sangria do Tesouro do Estado", afirmou.
O projeto abranda a situação fiscal de governos estaduais e administrações municipais ao abater os juros dos débitos adquiridos com a União. Com a aprovação, o indexador passa a ser a taxa Selic ou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais 4% de juros, ou o que for menor.
A suspensão do pagamento de 11% no rendimento de servidores aposentados e pensionistas do serviço público, incluída na chamada "pauta bomba" que o Congresso vota nesta semana, pode impactar em R$ 4,2 bilhões a arrecadação da União, Estados e municípios. O cálculo foi feito pelo Ministério da Previdência Social, a pedido do Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.
O impacto anual do fim da contribuição nas contas do governo federal será, segundo o ministério, de R$ 2,1 bilhões, caso seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição nº 555-B, de 2006, que trata da suspensão da contribuição previdenciária. Aos Estados e ao Distrito Federal, o impacto fiscal é de R$ 1,8 bilhão e, aos municípios, R$ 300 milhões.
A proposta foi pautada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), contrariando orientação do Palácio do Planalto. A "pauta bomba" tem sido usada por governistas, especialmente do PMDB, para pressionar o Executivo logo após as eleições.
O Tribunal de Contas da União (TCU) terminou fiscalização em duas usinas de biodiesel adquiridas pela Petrobras Biocombustível (PBio) - uma em Marialva (PR) e outra em Passo Fundo (RS), plantas que ficaram conhecidas como "mini-Pasadenas" em referência à polêmica compra da refinaria de Pasadena, nos EUA. Durante a apuração, seis falhas foram encontradas nas operações. O voto do relator, ministro José Jorge, foi aprovado pela Corte. Pelo voto de José Jorge, o sobrepreço na compra de Marialva/PR seria de R$ 63 milhões (130%). Já a planta de Passo Fundo, o relator considerou que a despeito de falhas na operação, não foi encontrado indícios de dano ao erário.
O voto do relator também listou as falhas. A auditoria encontrou inexistência de documentos que comprovem a realização de pesquisa prévia pela PBio para obter "parceria mais vantajosa a estatal"; compra de participação da planta de Marialva não obedeceu integralmente normativos para aquisição de ativos; associação para a compra de Marialva foi feita em desacordo com relatórios e colocou a estatal em risco.
Na compra de Passo Fundo, a auditoria também encontrou problemas: a estatal se colocou em risco quando se associou com a BSBios Sul, para compra de usina em Passo Fundo; compra de usina de passo fundo não obedeceu normativos; e celebração de transações com concessões desproporcionais entre as partes.
Essas operações ocorreram à época em que o ex-ministro Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) fazia parte da presidência da Petrobras Biocombustível, quando a empresa realizou operações que hoje estão sob auditoria pelo Tribunal de Contas da União. Rossetto comandou a subsidiária da Petrobras de 2009 a 2014 - período em que foram adquiridas as duas usinas de biodiesel.
O ex-deputado federal e ex-ministro da Agricultura Mendes Ribeiro Filho está internado em estado grave na capital gaúcha. O político, que sofre de câncer, foi para o Hospital São José no fim da semana passada, depois de apresentar episódios de convulsão. Como não houve melhora no quadro clínico, os médicos optaram por colocá-lo em situação de coma induzido, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Na última quarta-feira, Mendes Ribeiro compareceu a um ato na Assembleia Legislativa gaúcha que lembrou os 25 anos da promulgação da Constituição Estadual. Na ocasião, devido à dificuldade para falar, Mendes pediu que o presidente da Assembleia, Gilmar Sossela, lesse uma mensagem escrita por ele, que destacava o "espírito ousado" dos deputados da época.
Segundo sua assessoria, no dia seguinte Mendes sofreu convulsões e, seguindo recomendações médicas, foi levado ao hospital. O político gaúcho luta contra um câncer no cérebro desde 2007. Em março do ano passado, com o agravamento do seu estado, ele deixou o Ministério da Agricultura para cuidar da saúde.
O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que altera o indexador das dívidas de Estados e municípios com a União. A proposta, que segue para a sanção presidencial, contou com o apoio unânime de 61 senadores que votaram. Acompanharam a sessão governadores e prefeitos de Estados que serão beneficiados com a mudança, como o prefeito de São Paulo, o petista Fernando Haddad.
A proposta foi apresentada pelo Executivo no início do ano passado ao Congresso Nacional e sofreu alterações na Câmara dos Deputados. O projeto original previa a troca do indexador das dívidas atuais, o IGP-DI mais 6% a 9% ao ano, pelo IPCA mais 4% anual ou pela taxa Selic (atualmente em 11,25% ao ano), o que for menor dos dois no momento. Quando passou pela Câmara, os deputados permitiram que o fator de correção tivesse efeito retroativo. Na prática, essa mudança concede um desconto no estoque da dívida para os entes federados.
Pressionado pela base aliada, pela oposição e por administradores estaduais e municipais, o governo Dilma Rousseff e a equipe econômica cederam nesse último ponto. De acordo com o parecer do senador Luiz Henrique (PMDB-SC), a adoção da retroatividade implica uma redução de R$ 360,8 bilhões do passivo de governos estaduais e prefeituras com a União. A retroatividade tem efeito desde a assinatura do contrato de renegociação das dívidas, a maioria deles assinados no final da década de 1990, a janeiro de 2013.
A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, deve ter um desconto de cerca de R$ 20 bilhões no estoque da dívida, segundo estimativas não oficiais do município. A Prefeitura refinanciou R$ 11,3 bilhões da dívida, pagou R$ 19,5 bilhões em serviços de juros e do principal, mas, ainda sim, tem um rombo a pagar de R$ 57 bilhões.
Antes da votação, o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), disse que o projeto fortalece o pacto federativo e recupera a capacidade de investimento dos governos estaduais e municipais. Em defesa da tribuna do Senado, o relator do projeto também pediu apoio dos colegas ao seu parecer. "Eu resumo o meu pronunciamento convocando os meus nobres pares para que aprovem o projeto, não só pelo bem dos Estados, mas pelo bem do nosso País e para que tenhamos reconquistada a capacidade de investimento público", afirmou Luiz Henrique.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), empenhou-se pessoalmente na aprovação da matéria. Um dos Estados mais beneficiados, o de Alagoas, tem uma das maiores dívidas e, a partir de 2015, será governado pelo filho de Renan, o deputado federal Renan Filho (PMDB). O parlamentar defendeu na campanha eleitoral a aprovação da matéria para ter caixa a fim de fazer investimentos.
Além de Fernando Haddad, acompanhou a votação o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT). O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e o prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PMDB), também passaram pelo Senado e defenderam a aprovação da matéria.
A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que reajusta o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Caso seja aprovada pelo Congresso, os integrantes da Corte passarão a receber R$ 35.919,05 por mês, um aumento de cerca de 22% sobre o valor atual. Pelo projeto, a nova remuneração tem validade a partir do início do ano que vem.
A medida tem efeito cascata, uma vez que o salário dos ministros do STF é usado como teto do funcionalismo público. Só no Poder Judiciário da União, o impacto calculado pelo próprio Supremo é de R$ 646,3 milhões. Na comissão, os deputados também deram aval a um reajuste semelhante ao Procurador-Geral da República e a uma outra proposta que altera o plano de carreira dos servidores do Judiciário da União, reajustando-o de forma parcelada até 2017. Em seu parecer, o deputado Policarpo (PT-DF) alega que, considerando o maior vencimento básico das tabelas dos servidores do Judiciário, a redação incorpora os vencimentos em 56%.
Os três projetos precisam ainda passar por outras comissões na Câmara: a de Constituição e Justiça e a de Finanças e Tributação. Depois, seguirão para o Plenário e por fim para o Senado Federal.
O deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que relatou o texto que trata do reajuste aos membros do Supremo, argumenta que o objetivo é enfrentar um "progressivo esvaziamento de quadros". "Se a remuneração que lhe é atribuída não for competitiva, a tendência é se enfrentar o que já está ocorrendo, isto é, o progressivo esvaziamento de quadros e acumulação cada vez maior de processos e dificuldades nas varas e nos tribunais", diz o peemedebista na justificativa de seu relatório.
O destino do 13º salário da maior parte dos consumidores não serão as compras de Natal. Pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 05, pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) indica que 68% dos consumidores pretendem usar a renda extra para quitar dívidas.
Apenas 11% devem gastá-lo com presentes, uma queda de 21,43% em relação a 2013. Houve redução também no porcentual dos brasileiros que vão destinar o 13º à poupança. Somente 2% dos consumidores farão reservas, metade do que no ano anterior.
Segundo a Anefac, a explicação para esses índices está no maior endividamento do brasileiro em 2014, provocado pela redução da atividade econômica, elevação das taxas de juros e aumento da inflação. Cartão de crédito e cheque especial representam a maior parte dessas dívidas: 81%.
A escolha dos presentes de fim de ano reforça esse cenário. No comparativo com 2013, o estudo demonstrou uma queda na intenção de compra de produtos de maior valor agregado, como eletrônicos (-1,47%), informática (-2,44%) e itens de linha branca (-11,11%).
A Anefac aprova a cautela da maior parte dos consumidores, recomendando que a prioridade para o gasto do 13º salário seja o pagamento de dívidas. Quando estes compromissos forem quitados, a instituição aconselha ao consumidor guardar o valor restante para os gastos típicos de começo do ano, como IPTU, IPVA e despesas escolares.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Carlos Gilberto Farias, morreu em São Paulo, nesta quarta-feira, 5, no Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de complicações de um câncer.
Carlos Gilberto Farias assumiu em abril a presidência da FIEB, para o período 2014-2018, em substituição a José de Freitas Mascarenhas. Alagoano, Farias era diretor da Agrovale, empresa produtora de açúcar, etanol e bioenergia situada região do Vale do São Francisco, em Juazeiro.
Com sua morte deve assumir a presidência da Fieb o empresário Antônio Ricardo Alban, 1º vice-presidente.
O corpo do empresário deve ser cremado nesta quinta-feira, 6, em Salvador, em horário ainda não confirmado.
Autoridades
O governador, Jaques Wagner, lamentou a morte do presidente da Fieb, "A Bahia está de luto com a perda deste grande empreendedor. Desde que assumiu a Fieb, há pouco mais de seis meses, Gilberto Farias procurou trazer dinamismo à instituição, buscando maior valorização para os pequenos e médios empresários da capital e do interior do nosso estado. Minhas condolências à família, amigos e aos integrantes da Federação", disse Wagner.
Otto Alencar, governador em exercício, comentou a morte de Carlos Gilberto Farias, "A Bahia perde um grande empresário que por sua capacidade e compromisso foi eleito para assumir, neste ano, a Fieb, entidade que representa a indústria baiana. Manifesto o mais profundo pesar e solidariedade aos membros da família, amigos e aos integrantes da Fieb", falou Otto.
Em nota, o prefeito ACM Neto também lamentou a morte de Farias, "Líder empresarial, Carlos Gilberto Farias contribuiu muito para o desenvolvimento da Bahia, não apenas pela geração de empregos, mas, principalmente, por se dedicar anos e anos à integração entre as micro, pequenas, médias e grandes empresas. Aos familiares do presidente e todos os funcionários do Sistema Fieb, os meus sentimentos", comentou ACM Neto.
O senador Walter Pinheiro se pronunciou sobre a morte do empresário. "Estávamos fazendo um trabalho de interiorização dos Centros de Pesquisa, que recebeu até a visita da presidenta Dilma, e lembro que uma das suas maiores lutas era contra o câncer".
O governador eleito, Rui Costa, manifestou seu pesar pela morte do presidente da Fieb. "É com pesar que recebemos a notícia do falecimento do empresário e presidente da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Carlos Gilberto Farias. Aos familiares, nossos sinceros sentimentos e a certeza de que Deus dará forças para superar esse momento".
CNI
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, falou sobre o falecimento do empresário Carlos Gilberto Farias, que também era vice-presidente da entidade. "Carlos Gilberto Farias foi um modelo de industrial e de cidadão por suas ações em favor do desenvolvimento do setor e do país, tendo prestado inestimável contribuição na Presidência do Conselho Temático da Agroindústria (Coagro) desta Confederação. Neste momento de grande pesar, nossos pensamentos se voltam para sua família e seus amigos".
Fieb
A federação enviou, na noite desta quarta-feira, nota sobre a morte do seu presidente, Carlos Gilberto Farias. "Comunicamos o falecimento do presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Gilberto Cavalcante Farias, aos 67 anos, nesta quarta-feira (05.11). Carlos Gilberto Farias encontrava-se internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o dia 16 de outubro, onde foi submetido a uma cirurgia que evoluiu para um quadro de infecção".
Sebrae
A diretoria da entidade enviou nota a imprensa lamentando a morte de Carlos Gilberto Farias, que também era Vice-Presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae Bahia. "A Bahia perde um importante líder empresarial, que muito contribuiu para o Desenvolvimento Econômico e Social do Estado à frente de uma das mais importantes indústrias do segmento sucroalcooleiro, a Agrovale, e, mais recentemente, vinha de forma bastante proativa implementando um importante Programa de Desenvolvimento Industrial voltado para as Micro, Pequenas e Médias Empresas Industriais através do Sistema FIEB, em parceria com o Sebrae. Externamos à família do Dr. Carlos Gilberto Farias o nosso mais profundo pesar e solidariedade, extensivo também à toda Diretoria e Colaboradores do Sistema FIEB".
Diante da resistência de parlamentares da própria base aliada à convocação de um plebiscito para tratar da reforma política, a presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira, 5, que "ninguém do governo pretende ter a fórmula pronta" de como o tema será tratado.
"Não podemos descuidar dos interesses populares expressos durante toda a campanha. Eu não pretendo, nem ninguém do governo pretende, ter a fórmula pronta de como isso se dará. Temos de ter a convicção de que isso é algo que temos de assumir e encaminhar, temos de ter capacidade de entender que, sem isso, o Brasil não dará os passos que tem de dar", discursou Dilma, em solenidade com lideranças do PSD no Palácio do Planalto.
Em entrevista à TV Bandeirantes, logo depois da apuração dos votos do segundo turno, Dilma afirmou que a reforma poderia ser feita tanto por plebiscito quanto por referendo. "Não interessa muito se é plebiscito ou referendo. Mas não é possível supor que a sociedade e a população vão ficar alheias a esse processo", disse na ocasião.
Lançado durante a campanha eleitoral deste ano, o programa de governo de Dilma afirma que "é urgente e necessária uma ampla e profunda reforma política cujo objetivo é resolver as distorções do nosso sistema representativo". "Para assegurá-la será imprescindível a participação popular, por meio de um plebiscito que defina a posição majoritária sobre os principais temas", diz o documento.
Nesta quarta-feira, o vice-presidente da República, Michel Temer, anunciou que o PMDB vai elaborar uma proposta de reforma política que será enviada ao Congresso Nacional até o início de 2015. Segundo o vice-presidente, a ideia é viabilizar a votação de uma reforma política pelo Congresso ainda no ano que vem.
Mudança
Durante o evento com lideranças do PSD, Dilma destacou que na última eleição duas palavras ganharam destaque: mudança e reforma. A presidente ainda afirmou que na democracia ninguém deve abrir mão de convicções ou posições. "Temos que defender o diálogo com base em propostas. Não tem diálogo genérico. Tem de ver se dá para fazer o encontro em posições consensuais."
Dilma reconheceu que a campanha eleitoral acirra os ânimos, mas ressaltou que, agora, "nossa função é mudar o ritmo da discussão". "(A campanha eleitoral) É uma discussão que acirra ânimos, até porque você tem de mostrar as diferenças (dos projetos) e, ao mostrar as diferenças, você ressalta mais o que é diferente do que é possivelmente comum", observou. "Nós agora temos de fazer a trajetória inversa, isso ocorre em qualquer democracia madura do mundo."
Diálogo
A presidente defendeu ainda o diálogo com todos os setores, os movimentos sociais e centrais sindicais. Segundo ela, a diversidade brasileira está retratada no Congresso Nacional. "O Congresso é o local de diálogo. O espaço de articulação política é o Congresso Nacional. É lá que se dá a relação do governo com os partidos", frisou.
Mesmo com a disparada do dólar mais consistente vista desde antes do primeiro turno da eleição presidencial, os bancos mantiveram a posição vendida no mercado à vista pelo 15º mês consecutivo, somando US$ 10,189 bilhões em outubro. Houve, no entanto, uma diminuição da posição, já que, segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, até o dia 22 do mês passado, a posição dos bancos era de vendida, mas em um volume bem maior, de US$ 16,111 bilhões. E setembro, estava em US$ 17,163 bilhões.
O maior valor dessa posição da série histórica do Banco Central, responsável pelas informações, foi em agosto deste ano, de US$ 18,826 bilhões. Até então, a posição mais forte de 2014, de US$ 18,6 bilhões, havia sido em fevereiro. A série histórica teve início em janeiro de 1994.
No jargão financeiro, estar "comprado" significa se favorecer se a cotação do dólar subir. Isso porque, ao ter a moeda em caixa, é possível lucrar com uma eventual alta das cotações. Já estar "vendido" representa previsão de queda da cotação da moeda.
Base monetária
A base monetária encerrou outubro com retração de 3,1% na comparação com setembro, pelo conceito de saldo no final do período. Segundo BC, a base monetária alcançou R$ 231,028 bilhões no fim do mês passado.
Pelo conceito da média diária de dias úteis, a base alcançou R$ 234,188 bilhões no mês passado, o que representa uma expansão de 1,0%. A base monetária é a soma do total de papel moeda emitido com as reservas bancárias registradas pelas instituições financeiras.

Nenhum comentário:
Postar um comentário