CURTINHAS DO DIA
Morreu na manhã desta quinta-feira o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, aos 79 anos. Um dos maiores criminalistas do Brasil, o advogado estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, há uma semana. O hospital não foi autorizado pela família a informar a causa da morte. Na terça-feira, a coluna Radar, de Lauro Jardim, informou que o ex-ministro havia sido diagnosticado com câncer pulmonar e fibrose nos pulmões.
Thomaz Bastos nasceu na cidade paulista de Cruzeiro, em 30 de julho de 1935. Formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo em 1958. Ao longo de sua vida, participou de aproximadamente 700 julgamentos. Entre 1964 e 1969, foi vereador pelo Partido Social Progressista (PSP) em sua cidade natal. Abriu seu primeiro escritório de advocacia criminal na capital paulista em 1970. Foi presidente da Seccional de São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre os anos de 1983 e 1985. Em 1992, ao lado do jurista Evandro Lins e Silva, foi um dos redatores da petição que resultou no impeachment de Fernando Collor.
O criminalista assumiu o Ministério da Justiça em 2003, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Tornou-se o responsável direto pelo mais tradicional ministério da República e o encarregado da “defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais”, como dispõe o decreto que regula as atribuições da pasta.
O ex-ministro foi o comandante dos advogados dos principais réus do escândalo do mensalão, em 2012. Designou ao menos dez advogados, todos seus discípulos, para trabalhar para os mensaleiros. Coube a ele a defesa do banqueiro José Roberto Salgado, que acabou condenado pelos crimes de evasão de divisas, formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. Salgado, contudo, foi um dos onze mensaleiros com direito a um novo julgamento pelos crimes em que tiveram ao menos quatro votos por sua absolvição. Absolvido do crime de formação de quadrilha, em fevereiro de 2014, teve a pena reduzida para 14 anos e 5 meses.
Bastos no governo - Quando ministro, Thomaz Bastos livrou o governo de várias crises. Em alguns casos, porém, acabou por confundir suas atribuições legais com a missão de advogados criminalistas: ao surgir um escândalo envolvendo membros do governo ou do PT, o então ministro informava o presidente Lula da gravidade da situação, montava uma tese de defesa para que os danos fossem os menores possíveis e, por fim, escalava advogados de sua confiança para acompanhar os envolvidos.
Em 2004, ajudou o então presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a safar-se de suspeitas de crime fiscal e de evasão de divisas. Mas foi no escândalo do mensalão que o ministro advogado começou a brilhar. O então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, assessorado pelo criminalista Arnaldo Malheiros (indicado por Thomaz Bastos), foi a público alegar que o dinheiro do valerioduto não saíra de cofres públicos, mas de empréstimos conseguidos por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG. Nos dias seguintes, outros personagens da crise, também auxiliados por advogados ligados ao ministro, repetiram a falácia. Até o presidente Lula participou do teatro, ao dar uma entrevista em Paris, em que reduziu o esquema criminoso a um inocente caixa dois eleitoral.
Ex- Ministro Marcio Thomaz Bastos , faleceu nessa quinta-feira em São Paulo aos 79 anos ele será cremado nessa sexta-feira , Bastos foi internado na terça-feira para um tratamento descompensação de fibrose pulmonar No final dessa tarde a presidenta Dilma Rousseff chegou ao velório e consolou a viuvá , Maria Eleonor , também estava presente o ministro Aloízio Mercadante , Luiz Marinho . Logo após a saída de Dilma o ex-presidente Lula também chegou ao velório .
Diretor Mike Nichols
Anúncio foi feito pela ABC News; AFP diz que ele sofreu ataque cardíaco.
morre aos 83 anos
Anúncio foi feito pela ABC News; AFP diz que ele sofreu ataque cardíaco.
Cineasta ganhou Oscar e era conhecido por filmes como 'Closer'.
"Ele era um verdadeiro visionário, ganhou os maiores prêmios por seu trabalho como diretor, roteirista, produtor e humorista, e foi um dos poucos que venceu o EGOT – Emmy, Oscar, Grammy e Tony – durante a carreira", destacou Goldston, referindo-se às principais premiações do cinema, da TV, da música e do teatro nos Estados Unidos.
O grupo de seletos ganhadores do EGOT é formado por apenas 12 pessoas. "Ninguém era mais apaixonado por seu ofício do que Mike", completou o executivo do canal. Além de ter levado a estatueta por "A primeira noite de um homem", Nichols foi indicado ao Oscar por "Quem tem medo de Virginia Woolf?" (1966), "Silkwood – O retrato de uma coragem" (1983) e "Uma secretária de futuro" (1988).
Veja, abaixo, a filmografia de Mike Nichols:
"Jogos do poder" (2007)
"Closer: Perto demais" (2004)
“Uma lição de vida” (2001)
“De que planeta você veio?” (2000)
“Segredos do poder” (1998)
“A Gaiola das Loucas” (1996)
“Lobo” (1994)
“Uma segunda chance” (1991)
“Lembranças de Hollywood” (1990)
“Uma secretária de futuro” (1988)
“Metido em encrencas” (1988)
“A difícil arte de amar” (1986)
“Silkwood: O retrato de uma coragem” (1983)
“O golpe do baú” (1975)
“O dia do golfinho” (1973)
“Ânsia de amar” (1971)
“Ardil 22” (1970)
“A primeira noite de um homem” (1967)
“Quem tem medo de Virginia Woolf?” (1966)
"Jogos do poder" (2007)
"Closer: Perto demais" (2004)
“Uma lição de vida” (2001)
“De que planeta você veio?” (2000)
“Segredos do poder” (1998)
“A Gaiola das Loucas” (1996)
“Lobo” (1994)
“Uma segunda chance” (1991)
“Lembranças de Hollywood” (1990)
“Uma secretária de futuro” (1988)
“Metido em encrencas” (1988)
“A difícil arte de amar” (1986)
“Silkwood: O retrato de uma coragem” (1983)
“O golpe do baú” (1975)
“O dia do golfinho” (1973)
“Ânsia de amar” (1971)
“Ardil 22” (1970)
“A primeira noite de um homem” (1967)
“Quem tem medo de Virginia Woolf?” (1966)
Samuel Klein, o fundador da rede de lojas de departamento Casas Bahia, morreu na manhã desta quinta-feira (20) em São Paulo. Ele estava internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein. O corpo foi velado no Cemitério Israelita do Butantã, onde o enterro ocorreu no começo desta tarde.
Samuel Klein havia completado 91 anos em 15 de novembro. Polonês naturalizado brasileiro, ele deixou a Europa durante a Segunda Guerra Mundial e se estabeleceu em São Caetano do Sul, no ABC.
Nascido em Lublin em 1923, ele foi o terceiro de nove irmãos. Chegou a ser preso aos 19 anos pelos nazistas e enviado com o pai para o campo de concentração em Maidanek, na Polônia, enquanto a mãe o cinco irmãos foram exterminados no campo de Treblinka.
Ele relatava que, no campo de trabalhos forçados, sobreviveu graças às habilidades de carpinteiro. Samuel conseguiu fugir durante uma transferência de presos em 1944. Depois, foi para Munique em busca do pai. Após um período vendendo artigos para as tropas aliadas, se mudou em 1951 para a América do Sul.
A primeira loja foi adquirida em 1957 e ficava no Centro de São Caetano, no número 567 da Avenida Conde Francisco Matarazzo. Ela recebeu o nome de Casa Bahia em homenagem aos nordestinos que se deslocaram para o ABC para atuar na indústria. Com a ampliação para outras unidades, o nome da primeira loja ganhou o plural, Casas Bahia, e batizou o empreendimento.
A riqueza do pobre é o nome. O credito é uma ciência humana, não exata. Não importa se o cliente é um faxineiro ou um pedreiro, se ele for bom pagador, a Casas Bahia dará credito para que ele resgate a cidadania e realize seus sonhos" Samuel Klein
Presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, recusou o convite para substituir Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Em conversa com a presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, na quarta-feira, 19, Trabuco disse se sentir "honrado" com a oferta, mas alegou compromissos à frente do Bradesco para não aceitar o comando da economia. A recusa representou mais um desgaste para Dilma, que não consegue definir quem vai dirigir a principal área do governo num momento de turbulência econômica e crise política.
Diante do "não" do presidente do Bradesco, porém, Dilma se encontrou nesta quinta-feira, 20, com o economista Nelson Barbosa, que foi secretário-executivo do Ministério da Fazenda e é cotado para assumir a vaga de Mantega. Trabuco esteve com Dilma junto com Lázaro de Mello Brandão, presidente do conselho de administração do Bradesco. Um executivo disse
que o pedido de Dilma chegou a ser "agressivo". Ele, porém, está sendo preparado para o lugar de Brandão e foi com essa justificativa que ele decidiu permanecer no Bradesco.
Colaborador do Instituto Lula, Barbosa deixou o ministério em junho do ano passado porque entrou em rota de colisão com o secretário do Tesouro, Arno Augustin. Agora, porém, Dilma deve tirar Arno do Tesouro e há quem diga que ele será transferido para Itaipu Binacional.
Ela corre contra o tempo para produzir uma agenda positiva que se contraponha ao desgaste da Operação Lava Jato, a investigação da Polícia Federal responsável por desbaratar um esquema de corrupção na Petrobrás.
No fim da tarde de hoje, após sair do velório do ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, a presidente e o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, tiveram nova reunião para a montagem do ministério, em São Paulo.
A escolha de um ministro da Fazenda afinado com o mercado é considerada fundamental para Dilma dar um sinal de que, no segundo mandato, terá uma política econômica mais ortodoxa, mesmo sem fazer o ajuste fiscal necessário para equilibrar as contas públicas. Barbosa, porém, não tem exatamente esse perfil.
Em mais uma reunião reservada com Dilma, na terça-feira à noite, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a ela que, se dependesse de sua opinião, o sucessor de Mantega seria o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Dilma, no entanto, avalia que Meirelles é independente demais para o que ela deseja.
O ex-secretário do Tesouro Joaquim Levy, hoje administrador do Fundo do Bradesco, também vem sendo citado para ocupar a Fazenda. A presidente e a cúpula do PT, no entanto, têm resistências ao "conservadorismo" de Levy. Ele esteve no comando do Tesouro durante o primeiro mandato de Lula, quando Antonio Palocci era ministro da Fazenda, e comprou várias brigas com os petistas. Depois, foi secretário da Fazenda do Rio, na gestão de Sérgio Cabral.
No Banco Central tudo indica que o atual presidente da instituição, Alexandre Tombini, continuará no posto. Para o Banco do Brasil, até o momento, o nome em alta é o de Paulo Caffarelli, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda.
Acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef e na mira de um processo de cassação, o deputado federal André Vargas (sem partido-PR) pediu à Câmara uma licença médica de uma semana. A previsão é que o plenário da Casa decida sobre a perda do mandato do ex-petista na primeira semana de dezembro. Na quarta-feira, 19, Vargas comunicou à Secretaria-Geral da Mesa que realizou uma cirurgia na boca e que precisaria se afastar por cerca de uma semana. Ele não deu detalhes sobre o procedimento e ficou de enviar um atestado médico ao Legislativo.
Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara negou um recurso movido por Vargas, no qual ele contestava a decisão do Conselho de Ética que pediu a cassação de seu mandato. Com isso, o caso do ex-petista e ex-vice-presidente da Câmara ficou pronto para a votação final no plenário.
A princípio, a expectativa era que a cassação fosse decidida na semana que vem, de modo que um afastamento médico por uma semana serviria para atrasar a análise do caso. Vargas, que não concorreu à reeleição, tem atuado nos bastidores para evitar a perda do mandato parlamentar neste ano para ao menos preservar seus diretos políticos. No entanto, parlamentares ouvidos pelo Broadcast Político, serviço em tempo real da Agência Estado, consideram que dificilmente o tema seria votado na semana que vem, já que o Congresso estará totalmente debruçado sobre o projeto que flexibiliza a meta do superávit primário.
O ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, fez nesta quinta-feira (20.nov.2014) um requerimento “de técnicos do Tribunal de Contas da União, da Receita Federal do Brasil e do Banco Central do Brasil” para que ajudem na análise das contas de campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff.
Os técnicos vão analisar a prestação de contas tanto do comitê de campanha como também da candidata, que são documentações apresentadas de maneira separada.
Esse procedimento é facultado ao ministro relator do processo de contas de campanha, como o próprio Gilmar Mendes escreve em seu despacho, citando “o disposto no art. 30, § 3º, da Lei nº 9.504/1997 e no art. 48 da Res.-TSE nº 23.406/2014”. Esse artigo diz o seguinte: “Para efetuar os exames de que trata este artigo, a Justiça Eleitoral poderá requisitar técnicos do Tribunal de Contas da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios, pelo tempo que for necessário“.
A decisão de Gilmar Mendes indica que o ministro será rigoroso na análise das contas de campanha de Dilma Rousseff.
Em meio ao processo da Operação Lava Jato, que apura casos de corrupção na Petrobras, muitos políticos em Brasília temem que suas contas eleitorais possam conter indícios que levantem suspeitas sobre quem os financia. Depoimentos já prestados por alguns réus citam pagamentos irregulares para vários partidos políticos, inclusive para o PT.
A relatoria desse processo das contas de Dilma Rousseff estava com o ministro Henrique Neves, cujo mandato terminou na semana passada. Em teoria, o novo relator poderia ser um ministro substituto, mas o presidente do TSE, Dias Toffoli, preferiu redistribuir o caso –por meio de sorteio– entre os ministros titulares da Corte. Gilmar foi o escolhido nesse processo.
A decisão de Toffoli irritou o Palácio do Planalto, que reagiu reclamando. Gilmar Medes é tido no governo como um ministro que nutre antipatia pelo PT.
Toffoli tem dito a interlocutores que ocorreu um erro do próprio Palácio do Planalto, que se atrasou em nomear o substituto de Henrique Neves.
O prazo para publicação da análise e julgamento das contas de campanha é 11 de dezembro. Se houver alguma restrição nos números apresentados pelo PT e por Dilma Rousseff, abre-se a possibilidade de impugnação (contestação) da eleição da presidente.
m supermercado atacadista pegou fogo na manhã desta quinta-feira (20), na Rua Domingos Lopes, em Madureira, no subúrbio do Rio de Janeiro. As chamas tiveram início por volta das 7 horas da manhã. Bombeiros do quartel do Campinho foram acionados para combater as chamas, que só foram controladas por volta das 16 horas.
O último foragido da sétima fase da operação Lava Jato, Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, informou, por meio da defesa, que vai se apresentar à Polícia Federal(PF), em Curitiba, no início da próxima semana.
O valor total bloqueado pela justiça chega a R$ 47 milhões. No relatório enviado pelo Banco Central à justiça, consta o nome de 16 pessoas e três empresas investigadas na operação Lava Jato. A Receita Federal vai averiguar eventuais crimes tributários cometidos pelas empresas e pessoas investigadas.
Escolha da equipe econômica tem foco no rigor fiscal
Restaurar a credibilidade da política econômica e assegurar o ajuste necessário são prioridades. Medida de redução de despesas já está em elaboração no Ministério da Fazenda de forma a garantir para 2015 um resultado primário próximo dos prometidos 2% do PIB. Para reforçar a sinalização de uma gestão mais austera, a intenção da presidenta Dilma é anunciar os nomes dos ministros da Fazenda e do Planejamento, além do novo secretário do Tesouro.
A sobrevida dos Sarney depende do desempenho do nosso governo'
Flávio Dino é o primeiro político comunista a eleger-se governador no Brasil. Ele diz que tem dois grandes desafios nos próximos quatro anos. O primeiro é melhorar os indicadores sociais do Maranhão. O segundo, é sepultar a hegemonia política do clã Sarney, desde os anos 60 no poder local. "A sobrevida deles depende do nosso desempenho no governo", sentencia.
Produção industrial melhora
Indicador alcançou 50,8 pontos em outubro: pela primeira vez no ano está acima da linha divisória dos 50 pontos.
TENSÃO INÉDITA NO CONGRESSO
Com a experiência de quem completa sua décima legislatura (oito delas consecutivas), o deputado federal Miro Teixeira (Pros-RJ) vê um clima mais tenso desta vez, com as denúncias de corrupção na Petrobras, do que em outros escândalos que abalaram o Congresso Nacional desde que lá chegou pela primeira vez (em 1971).
Com a experiência de quem completa sua décima legislatura (oito delas consecutivas), o deputado federal Miro Teixeira (Pros-RJ) vê um clima mais tenso desta vez, com as denúncias de corrupção na Petrobras, do que em outros escândalos que abalaram o Congresso Nacional desde que lá chegou pela primeira vez (em 1971).
FÓRMULA CONCILIADORA
Os executivos do mercado financeiro não conseguiram descansar ontem no feriado da Consciência Negra. O dia foi consumido em constantes trocas de mensagens destinadas a avaliar as apostas para a equipe econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff.
Os executivos do mercado financeiro não conseguiram descansar ontem no feriado da Consciência Negra. O dia foi consumido em constantes trocas de mensagens destinadas a avaliar as apostas para a equipe econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff.
DILMA SAI DAS CORDAS
É muito raro em Brasília que a presidente Dilma Rousseff consiga realizar encontros sem o conhecimento dos experientes repórteres dos principais órgãos de imprensa do país. Mas foi o que aconteceu na tarde de terça-feira quando Dilma, num compromisso extra-agenda, reuniu-se na Granja do Torto com o ex-presidente Lula para discutir a formação do novo ministério.
É muito raro em Brasília que a presidente Dilma Rousseff consiga realizar encontros sem o conhecimento dos experientes repórteres dos principais órgãos de imprensa do país. Mas foi o que aconteceu na tarde de terça-feira quando Dilma, num compromisso extra-agenda, reuniu-se na Granja do Torto com o ex-presidente Lula para discutir a formação do novo ministério.
Justiça encontra contas de empreiteiros zeradas
Primeiros informes de bancos relatam valores irrisórios ou inexistentes
Objetivo era bloquear até R$ 20 milhões por executivo acusado par a ressarcir cofres públicos dos desvios na estatal
A Justiça Federal encontrou indícios de que contas de dirigentes de empreiteiras presos na Operação Lava-Jato foram esvaziadas para escapar do bloqueio de até R$ 20 milhões por acusado como forma de ressarcir os cofres públicos. O Itaú, um dos primeiros bancos a cumprir a decisão judicial, por exemplo, informou que contas de três investigados estavam zeradas; em outra, foram encontrados apenas R$ 4,60.
Objetivo era bloquear até R$ 20 milhões por executivo acusado par a ressarcir cofres públicos dos desvios na estatal
A Justiça Federal encontrou indícios de que contas de dirigentes de empreiteiras presos na Operação Lava-Jato foram esvaziadas para escapar do bloqueio de até R$ 20 milhões por acusado como forma de ressarcir os cofres públicos. O Itaú, um dos primeiros bancos a cumprir a decisão judicial, por exemplo, informou que contas de três investigados estavam zeradas; em outra, foram encontrados apenas R$ 4,60.
Propina mensal de até R$ 100 mil
Após acordo de delação premiada, ex-assessor dos Correios no Rio diz que fraudadores de plano de saúde da estatal recebiam propina de até R$ 100 mil mensais.
Governo sofre derrota na LDO
Para evitar que a oposição vá ao STF, o governo tentou votar de novo parecer do relator sobre alteração da meta fiscal na Lei de Diretrizes Orçamentárias, mas não conseguiu.
PT quer reduzir cota de Dilma
A direção do PT, nas reuniões para tratar da reforma ministerial, defende a redução das indicações pessoais da presidente Dilma. Os petistas avaliam que o partido perderá espaço devido à pulverização partidária. E, por isso, querem na Esplanada petistas que tenham maior trânsito no Congresso. Tratados a pão e água no primeiro mandato, os aliados terão mais espaço no Ministério.
A direção do PT, nas reuniões para tratar da reforma ministerial, defende a redução das indicações pessoais da presidente Dilma. Os petistas avaliam que o partido perderá espaço devido à pulverização partidária. E, por isso, querem na Esplanada petistas que tenham maior trânsito no Congresso. Tratados a pão e água no primeiro mandato, os aliados terão mais espaço no Ministério.
Vermelho externo
Tudo constante, 2014 será o primeiro ano desde 2000 em que o país fechará com a balança comercial no vermelho. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) acaba de revisar sua projeção, de um superávit de US$ 600 milhões para um déficit de US$ 4 bilhões. O preço das matérias-primas está em queda, a tonelada do minério de ferro perdeu um terço do seu valor.
Tudo constante, 2014 será o primeiro ano desde 2000 em que o país fechará com a balança comercial no vermelho. A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) acaba de revisar sua projeção, de um superávit de US$ 600 milhões para um déficit de US$ 4 bilhões. O preço das matérias-primas está em queda, a tonelada do minério de ferro perdeu um terço do seu valor.
Empresa de lobista obteve contratos de R$ 71 milhões
Petrobras fez negócios com firma de preso tido como elo entre escândalo e PMDB
O lobista Fernando Soares, que se entregou nesta terça (18) à Polícia Federal, é sócio da Petroenge Petróleo e Engenharia, que possui contratos de R$ 71,2 milhões com a Petrobras, informam Mario Cesar Carvalho e Alexandre Aragão. Soares, apelidado Fernando Baiano, é tido como elo entre os desvios na estatal, investi gados pela Operação Lava Jato, e o PMDB. A Petroenge presta serviços de manutenção e apoio para as plataformas marítimas de extração de petróleo. Empresário delator na operação afirmou que Baiano recebeu propina de US$ 8 milhões para obter contrato com a Petrobras. O sócio majoritário da Petroenge declarou que a empresa “não foi e nunca será” de Baiano e negou irregularidades. O advogado do lobista, Mário de Oliveira Filho, disse que seu cliente não teve influência em contratos e que, em licitações, pagar “alguma coisa” para fazer obra é praxe no país. “Sem acerto, não põe um paralelepípedo no chão.
O lobista Fernando Soares, que se entregou nesta terça (18) à Polícia Federal, é sócio da Petroenge Petróleo e Engenharia, que possui contratos de R$ 71,2 milhões com a Petrobras, informam Mario Cesar Carvalho e Alexandre Aragão. Soares, apelidado Fernando Baiano, é tido como elo entre os desvios na estatal, investi gados pela Operação Lava Jato, e o PMDB. A Petroenge presta serviços de manutenção e apoio para as plataformas marítimas de extração de petróleo. Empresário delator na operação afirmou que Baiano recebeu propina de US$ 8 milhões para obter contrato com a Petrobras. O sócio majoritário da Petroenge declarou que a empresa “não foi e nunca será” de Baiano e negou irregularidades. O advogado do lobista, Mário de Oliveira Filho, disse que seu cliente não teve influência em contratos e que, em licitações, pagar “alguma coisa” para fazer obra é praxe no país. “Sem acerto, não põe um paralelepípedo no chão.
Polícia suspeita de empresa contratada por quatro partidos
A Polícia Federal investiga se uma empresa de propaganda contratada por quatro partidos (PT, PSB, PSDB e DEM) na campanha de 2010 era usada para lavar dinheiro. O dono da All Win, Marcelo France, disse estar surpreso com a citação na Operação Lava Jato.
Lava-Jato adia trocas no Ministério
A presidente Dilma se reuniu com o ex -presidente Lula, que a aconselhou a esperar os desdobramentos da Operação Lava- Jato antes de definir o espaço dos aliados no Ministério. O novo ministro da Fazenda, porém, deve ser anunciado até amanhã.
Emissões de carbono do país voltam a ter crescimento
A contribuição do país para o aquecimento global avançou 7,8% em 2013. O dado, levantado pela rede de ONGs Observatório do Clima, reverte tendência de queda iniciada em 2005. Houve crescimento de emissões de dióxido de carbono em todos os setores da economia. O governo atribuiu o número ao “desenvolvimento” e minimizou o desmatamento.
Governo prepara pacote de cortes para o próximo ano
Após descumprir a meta de poupar 1,9% do PIB neste ano, o governo Dilma deve lançar na próxima semana um pacote fiscal com o objetivo de economizar recursos para pagar juros da dívida pública em 2015. A oposição barrou tramitação da manobra fiscal.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou, por alguns dias, a viagem que faria ao Uruguai. O motivo, segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa de seu instituto, foi o falecimento do criminalista e ex-ministro da Justiça de seu governo Márcio Thomaz Bastos.
A agenda de Lula no Uruguai previa sua participação no ato de campanha de Tabaré Vásquez, candidato à presidência pela Frente Ampla. Por causa da ausência do ex-presidente petista, o ato, que seria realizado nesta quinta-feira, 20, foi suspenso e será remarcado com a presença de Lula. Além desse evento, Lula iria almoçar nesta sexta-feira com o presidente José Mujica.
Lula esteve hoje à tarde no velório de Thomaz Bastos, realizado no salão nobre da Assembleia Legislativa de São Paulo. Muito emocionado, classificou o criminalista de "advogado dos advogados, apaziguador dos ânimos e conciliador". Segundo Lula, Thomaz Bastos foi mais que um amigo, era como um irmão. "Nos momentos difíceis, ele sempre tinha propostas de solução", elogiou.
A partir dos indícios, Imbassahy pediu para a procuradoria do DF também apurar a possibilidade de instaurar inquérito criminal para investigar a prática de falso testemunho e prevaricação.
Um artigo publicado nesta quinta-feira (20/11) pelo Financial Times repercutiu o primeiro dia do julgamento de Eike Batista. Na matéria, a jornalista Samantha Pearson considera um marco a ida do homem que já foi o mais rico do Brasil ao banco dos réus.
“Espremido entre dois de seus advogados num tribunal do Rio de Janeiro, Eike Batista conferia atentamente suas mensagens do WhatsApp no celular enquanto esperava pelo início de seu julgamento.
Entre os fotógrafos que cercavam cuidadosamente o ex-bilionário na sala forrada em madeira uma imagem foi captada. Era uma mensagem de “Flavia linda e encrenqueira”, lhe desejando sorte. “Queria muito estar ao seu lado, mas meu coração está”, dizia a mensagem, supostamente de sua namorada e mãe do seu filho caçula Balder – nome que foi inspirado num deus nórdico, assim como os nome de seus outros filhos”, escreve a jornalista.
Ela continua: “As mensagens via redes sociais que desejavam a Eike Batista, de 58 anos, nada além de sorte – são uma das razões pela qual o ex-homem mais rico do Brasil poderá ser o primeira pessoa a ir à cadeia por uso de informações privilegiadas na história do país.
Entre outras acusações, promotores alegam que Eike Batista usou o Twitter no ano passado para manipular os preços das ações da OGX, sua companhia de petróleo, ao incentivar seus seguidores a investir na empresa, enquanto vendia secretamente suas próprias ações. A OGX declarou falência cinco meses depois, provocando o colapso de seu império de petróleo e mineração e varrendo mais de US$ 30 bilhões do mercado de ações”.
“Eike Batista responde a duas acusações por uso de informações privilegiadas e a outras quatro por manipulação de mercado, formação de quadrilha, indução do investidor a erro na OGX e falsidade ideológica. Ele nega qualquer malfeito”, diz a matéria do Financial Times.
O juiz responsável pelo processo, Flávio Roberto de Souza, disse que só deve chegar a um veredito entre janeiro e março do ano que vem. O caso pode ser um marco para a maior economia latino-americana.
“A figura do Eike é emblemática, ele sempre foi o garoto propaganda das próprias empresas dele com o sonho megalomaníaco de ser o homem mais rico do mundo”, disse o magistrado depois do fim da primeira sessão na tarde de terça-feira.
“Então, ver uma figura com esse tipo de atitude sentada no banco dos réus, é realmente um momento histórico para a Justiça,” ele acrescentou.
Se for declarado culpado nas seis acusações, Eike terá que cumprir pena de prisão por pelo menos seis anos. Isso qualificaria como uma sentença de “regime fechado”, na qual ele não teria a permissão de deixar a prisão durante o dia para trabalhar, por exemplo, disse o juiz.
A classe média crescente no Brasil tem colocado mais pressão do que nunca nas autoridades para que levem políticos e empresários corruptos ao banco de réus. Somente na última semana, a policia prendeu alguns dos homens mais poderosos das empreiteiras brasileiras, acusando-os de fazerem parte de um esquema vasto de corrupção na Petrobras.
“O país está pedindo uma mudança,” disse o juiz.
Entretanto, os advogados de Eike alegam que a prova contra seu cliente é “inconsistente”.
Em uma cena que lembrava as novelas brasileiras, três testemunhas apareceram na frente do juiz e das equipes de filmagem no tribunal na terça-feira: um representante da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), o acionista minoritário Aurélio Valporto e um ex-funcionário da OGX.
Os advogados de Eike Batista focaram seus ataques em Valporto, dizendo que ele não pode ser uma testemunha independente, já que perdeu dinheiro da OGX. O procurador protestou em seguida:
"Se fosse assim, uma vítima de estupro não poderia depor contra seu estuprador" o que fez com que o juiz intervisse.
Os dois lados discutiram sobre uma plataforma que a OGX mantinha na Ásia, porque supostamente Eike já sabia no início do ano passado que os poços de petróleo da companhia eram improdutivos.
Porém, para o juiz Flávio Roberto de Souza, são as pilhas de papel no seu escritório que vão revelar a verdade, o que sugere que ele já pode ter um veredito em mente.
“Um crime contra o mercado financeiro particularmente não é um crime que se prova com testemunhas,” disse ele. “É um crime que se prova com documentos.”

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