quarta-feira, 26 de novembro de 2014

CURTINHAS DO DIA




O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro expediu recomendações à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para correção de cálculo do valor de pedágios em estradas fluminenses. De acordo com as investigações do MPF, a ANTT reajustou indevidamente os pedágios nas estradas Rio-Teresópolis (Concessionária CRT Ponte) e Via Dutra (Concessionária NovaDutra), entre os anos de 2010 e 2014, em razão da aplicação incorreta dos parâmetros de cálculo previstos nos contratos de concessão, gerando prejuízos aos consumidores e enriquecimento ilícito às concessionárias.

Na recomendação, o MPF quer que, entre outras medidas, a ANTT declare nulos os reajustes autorizados à CRT Ponte (16ª e 19ª Revisão Ordinária de Tarifa) e à NovaDutra (15ª e 16ª Revisão Ordinária de Tarifa) e proceda a revisão dos reajustes tarifários praticados a partir de 2010 (NovaDutra) e 2011 (CRT), bem como determine a imediata redução das tarifas de pedágio. A Agência deverá ainda calcular os valores indevidamente arrecadados pelas concessionárias, para que sejam compensados, através da redução dos valores do pedágio a partir da próxima revisão tarifária anual.


O juiz João Carlos de Souza Correa será investigado pelo Ministério Público do Rio por improbidade administrativa. Segundo a assessoria do MPRJ, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio, foi instaurado inquérito civil, nesta terça-feira, para apurar suposta prática de improbidade administrativa de todos os servidores que atuaram de forma a viabilizar os registros das terras em uma área de 5,6 milhões de metros quadrados, em Armação de Búzios. O objetivo é analisar possível fraude ao sistema de registros imobiliários da comarca.
No último dia 12/11, o MPRJ obteve a anulação de registros imobiliários de Arakem Rosa, Maria Beatriz de Mello Rosa e da Mekarasor Participação e Serviços Ltda., que haviam sido concedidos a partir de acordo homologado judicialmente pela 1ª Vara de Armação dos Búzios.

De acordo com a sentença que anulou os registros, há incompatibilidade entre a área relacionada nos termos de posse e a efetivamente adquirida pelos réus, uma vez que muitos dos marcos subjetivos foram suprimidos durante a ocupação da área. Além disso, a região, que abrange 8% do município, inclui bairros e loteamentos, como Tucuns, Cem Braças, Capão, São José e Pórtico de Búzios, além de áreas públicas, tais como ruas, praças, escolas, postos de saúde, hospitais e centenas de imóveis particulares.



O Prefeito do Rio afirmou que o aumento dos preços de aluguéis de estabelecimentos na Zona Sul da cidade é algo normal. Apesar da reclamação de comerciantes, Eduardo Paes declarou que o processo de elevação nos preços era previsto por causa da crescente procura de empresários por espaços na região. Em um ano, pelo menos 30 lojas fecharam as portas em Ipanema e no Leblon, bairros mais nobres da cidade.
A Associação Comercial das localidades diz que lojas de 30 a 40 metros quadrados tiveram um aumento de até 20 mil reais nos aluguéis, o que representa 60% entre 2009 e 2014.


A Mesa Diretora da Câmara acatou hoje (26), em reunião, decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para cortar os vencimentos dos servidores que ultrapassem o teto salarial dos ministros do STF, que é de R$ 29,4 mil por mês. Com isso, a Casa vai fazer uma economia de cerca de R$ 10 milhões com o corte no pagamento de salários acima do teto no mês de dezembro. São cerca de R$ 7 milhões referentes aos salários de dezembro e mais R$ 3 milhões da segunda parcela do décimo terceiro.

Atualmente, recebem mais que o teto de ministro do STF cerca de 700 servidores que estão na ativa e 800 aposentados. Esses servidores recebiam desde março deste ano vencimentos acima do teto. Isso por causa de questionamentos sobre decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que tinha determinado o corte dos vencimentos excedentes ao teto. “O STF já tomou a decisão, mas falta a publicação [do acórdão], e diante da decisão e de liminar, resolvemos já a partir de novembro, manter o teto cortando os salários acima do estabelecido”, disse o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.

Ainda na reunião, os integrantes da Mesa Diretora analisaram a questão do corte de 192 cargos em comissão, estabelecido em resolução anterior da Câmara. Os dirigentes da Casa entenderam que esses cargos não devem ser extintos, uma vez que a partir de fevereiro, seis novos partidos políticos passarão a ter direito à estrutura de liderança, e esses cargos deverão ser remanejados para suprir essas estruturas.

O presidente da Câmara informou que nos próximos dias conversará com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e com representantes do Poder Executivo para a elaboração de projeto reajustando os vencimentos de deputados, senadores, presidente da República, vice-presidente e de ministros de Estado para o próximo ano. Segundo ele, esse reajuste deverá ter como base a inflação dos últimos quatro anos, já que o último reajuste vigora desde 2011.

“Toda legislatura tem o dever pelo Regimento Interno [do Congresso] de estabelecer o reajuste salarial dos parlamentares para a próxima legislatura, para que eles [parlamentares] não legislem em causa própria. Isso é feito em consonância com o Executivo e o Legislativo. Vamos fazer isso nos próximos dias”, disse Henrique Alves. Segundo ele, seria a correção da inflação normal dos últimos quatro anos e o reajuste para os próximos quatro anos. “O reajuste vale para parlamentares presidente da República, vice-presidente, ministros, deputados e senadores”, disse.

O deputado Henrique Alves informou que na próxima terça-feira (2) analisará com os líderes partidários a possibilidade de votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que atrela os salários dos parlamentares com os dos ministros do STF. “Alguns parlamentares querem que a PEC seja votada para acabar com essa questão de aumento de um ou de outro. Querem fazer com que a remuneração seja idêntica de ministro do STF com parlamentar. Não há uma definição e nem decisão sobre ela”, disse.


O Dia Mundial de Combate à Aids, ao qual o próximo dia 1º de dezembro é dedicado, será marcado por um dado preocupante no Brasil: nos últimos anos, cresceram os casos de infectados com o vírus HIV, principalmente entre os jovens.

Sem as imagens perturbadoras das pessoas vítimas da doenças, que povoaram os anos 80 e 90, e o aperfeiçoamento do tratamento da doença, a prevenção deixou de ser uma prioridade. Entre 2005 e 2011, foram 42 mil novos casos registrados da doença, um aumento de 11%.


O órgão especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) autorizou, na tarde desta quarta-feira (26), a aplicação da lei que reajusta o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em até 35% na capital de São Paulo.
Proposta pelo prefeito Fernando Haddad (PT) e aprovada pela Câmara Municipal em outubro de 2013, a regra estava suspensa pela Justiça, em caráter liminar, desde novembro - de lá para cá, a prefeitura havia perdido todos os recursos que havia apresentado aos órgãos superiores.
Na sessão desta quarta-feira, o mérito da ação proposta pela Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e pelo PSDB foi julgado pelos desembargadores. Ficou decidido que a lei poderá ser aplicada imediatamente (com efeito retroativo), mas é provável que isso ocorra somente em 2015, quando forem emitidos os boletos para pagamento do imposto do ano que vem.
O reajuste de 35% será válido para imóveis comerciais. Residências pagarão, no máximo, 20% a mais no primeiro ano do reajuste, que será cobrado de forma escalonada.
De acordo com o índice de valorização, parte dos imóveis terá o valor do imposto reajustado pelos próximos quatro anos - nesse caso, o teto será de 10% para residências e de 15% para comércio nos anos seguintes. O escalonamento atingirá cerca de 1,5 milhão de contribuintes.
Com a liberação da lei, a gestão Haddad espera alcançar uma arrecadação extra de R$ 800 milhões. O prefeito considera o aumento uma forma de se fazer "justiça social" na cidade. Ele diz que os mais pobres vão ter reduções no pagamento do IPTU - as isenções atingirão cerca de 330 mil imóveis -, enquanto os maiores reajustes estão concentrados nas áreas nobres, como nos bairros Jardim Europa, na zona sul, e em Higienópolis, na região central.
As suspensões anteriores foram decretadas com base no argumento de que a votação da lei ocorreu de forma irregular e sem publicidade, já que a sessão que aprovou o aumento foi iniciada com outra finalidade e terminou às 23h39. Tanto a Fiesp como o PSDB também alegavam que o reajuste era abusivo, ferindo a capacidade contributiva dos paulistanos.

Vitória

A vitória obtida no órgão especial do TJ-SP é a segunda do dia para Haddad. Também nesta quarta-feira a presidente Dilma Rousseff sancionou o projeto de lei que revê o indexador da dívida que Estados e municípios mantêm com o governo federal. A mudança fará com que o saldo da dívida da capital caia 42%, passando de R$ 62 bilhões para R$ 36 bilhões.
A decisão dos desembargadores foi acompanhada pela equipe do prefeito, que o mantiveram informados o tempo todo. Além dos procuradores que fizeram a sustentação oral, o secretário municipal de Negócios Jurídicos, Luis Fernando Massonetto, também estava no plenário.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) afirmou nesta quarta-feira (26) à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista da Petrobras que apresentou à Procuradoria Geral do Distrito Federal uma queixa-crime contra a presidente da Petrobras, Graça Foster, por ter feito "falso testemunho" duranteaudiência do colegiado em 11 de junho.
Segundo Lorenzoni, a presidente da Petrobras sabia de indícios de superfaturamentos em obras da estatal e mentiu em depoimento à CPI. "A senhora Graça Foster esteve nesta CPI, jurou, testemunhou e mentiu", disse o deputado.
Em 27 de maio, portanto 15 dias antes, a Petrobras havia recebido uma carta enviada pela SBM, fornecedora da estatal, avisando que o Ministério Público holandês tinha informação de que "foram pagos valores a empregados da Petrobras por meio do representante no Brasil". Em depoimento à CPI sobre o assunto, Graça negou que a empresa tenha detectado irregularidades.
A oposição já havia protocolado representações que pediam o afastamento imediato de Graça do cargo na Petrobras pelo mesmo motivo. Os pedidos foram encaminhados para a Procuradoria da República no Distrito Federal e pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União.

O governo suíço autorizou a repatriação de US$ 26 milhões do ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Uma força tarefa composta por procuradores do Ministério Público Federal no Paraná, responsáveis pelas investigações da Operação Lava Jato, embarcou nesta segunda-feira (24) à Suíça, para obter informações sobre contas bancárias mantidas pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal.
Como o processo de devolução é burocrático, espera-se que o dinheiro volte efetivamente ao país dentro de algumas semanas ou meses. O valor foi bloqueado pelo Ministério Público suíço após detectar a origem ilícita dos recursos transferidos por Costa. A transferência foi acertada nesta quarta-feira (26), após uma reunião entre integrantes do órgão suíço e a delegação brasilelira.
No Brasil, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações, já foram bloqueados cerca de R$ 100 milhões, desde a semana passada, nas contas-correntes pelo Banco Central ou diretamente nas instituições, no caso de fundos de investimentos.

 Levy deverá assumir logo para iniciar corte de gastos

Anúncio de novo ministro da Fazenda está previsto para amanhã

Nelson Barbosa, escolhido para o Planejamento , também será empossado na sexta. Governo estuda fixar limite para o aumento de despesas a fim de mostrar compromisso com ajuste fiscal de longo prazo

A presidente Dilma deve anunciar hoje os novos ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, que passaram a tarde ontem reunidos com ela. Ambos assumirão os cargos na sexta-feira, para iniciar logo um ajuste fiscal. O governo estuda fixar um limite para o aumento dos gastos correntes. Essa proposta chegou a ser defendida pela equipe econômica do primeiro mandato de Lula, mas, na ocasião, foi criticada por Dilma. 

Aécio: Levy é CIA na KGB


O senador tucano Aécio Neves ironizou escolha e disse que Levy no governo do PT é “o mesmo que convidar um quadro da CIA para dirigir a KGB”. 

Manifesto critica escolhas

Em manifesto lançado na internet, intelectuais e líderes de movimentos sociais chamam de “regressão” a indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu para ministérios. 

Corrupção na Petrobras choca STJ

Ao negarem ontem recurso de investigado na Operação Lava-Jato, ministros do STJ fizeram duras críticas ao esquema de corrupção na Petrobras. O ministro Felix Fischer disse que “nenhum outro país viveu tamanha roubalheira”.

Juiz contesta empreiteiras

O juiz Sérgio Moro chamou de fantasiosa a acusação de que omitiu nomes de políticos.



Governo reduz custo de energia

O preço máximo da energia para distribuidoras e grandes empresas cairá 53% em janeiro. Segundo analistas, quem fechou contrato pelo preço anterior poderá questionar a decisão na Justiça. 

Dilma gastou R$ 350 milhões


Segundo o TSE, Dilma gastou R$ 350 milhões na campanha e teve sobra de R$ 169 mil. Aécio gastou R$ 216 milhões e ficou devendo R$ 13 milhões. 



PT em pé de guerra

A maioria do PT está irada com o Ministério que a presidente Dilma está montando. A principal tendência, a CNB, está levando um chega para lá. A Democracia Socialista e a Mensagem, alas à esquerda, são as preferidas na montagem do novo governo. São da DS Miguel Rossetto (Secretaria-Geral), Carlos Guedes (MDA), o secretário do Tesouro, Arno Augustin, e o presidente da CEF, Jorge Hereda. 



O IMPACTO DA BRIGA COM CUNHA

O governo não quer o líder do PMDB Eduardo Cunha (RJ) como presidente da Câmara, mas ainda espera o desenrolar de conversas e negociações para jogar todas as forças no nome de seu candidato – o vice-presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ou Marco Maia (PT-RS), ex-presidente.



QUEM VAI PAGAR A CONTA?

Está em julgamento no Supremo Tribunal Federal o fim da participação de pessoas jurídicas no financiamento de campanhas eleitorais. Uma ação direta de inconstitucionalidade promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil aguarda o voto do ministro Gilmar Mendes, que pediu vista da matéria em abril e até hoje não encaminhou sua decisão ao plenário. 



Governo prepara volta de tributo de combustíveis

Cobrança da Cide, que vigorou até 2012, integra pacote fiscal em elaboração

O pacote fiscal do governo para ajustar as contas públicas inclui a volta da Cide, tributo para regular preços de combustíveis que vigorou até 2012. O plano seria apresentado ontem à presidente Dilma pelo ministro Guido Mantega (Fazenda). A decisão final sobre a medida depende do aval de Dilma e da nova equipe econômica. Joaquim Levy e Nelson Barbosa, convidados para a Fazenda e o Planejamento, foram a Brasília para fechar com a presidente as linhas gerais do pacote. As mudanças devem ser divulgadas no anúncio oficial dos ministros, previsto para amanhã. O plano propõe ainda gasto menor com seguro-desemprego, abono salarial e pensão pós-morte. As duas primeiras despesas somam R$ 45 bilhões anuais. Segundo técnicos do governo, a Cide pode gerar R$ 14 bilhões por ano se cobrada em seu maior valor, atingido em 2008, de R$ 0,28 por litro de gasolina e R$ 0,07 por litro de diesel. 



Chefe da Petrobras mantém rotina em meio a escândalo

Em meio ao escândalo na Petrobras, a presidente da estatal, Graça Foster, 61, não pensa em renunciar. Para combater especulações sobre sua saída, ela mantém a rotina: trabalha das 7h30 às 22h e não mostra abatimento ou desmotivação. Seu foco é cumprir metas para dar sinais positivos ao mercado.


O ex-secretário de Política Econômica Luiz Gonzaga Belluzzo afirmou nesta quarta-feira, 26, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, que há perigo de a economia entrar em recessão em 2015, caso o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, adote um ajuste fiscal muito forte.
A gestão das contas públicas precisa acompanhar o esforço de combate à inflação, mas com foco no crescimento do País, comentou Belluzzo. Ele salientou que o próximo ministro da Fazenda, se seguir seu perfil de economista ortodoxo, poderá criar um ambiente de austeridade na economia que terá efeitos colaterais e será negativo para a sociedade, mesmo porque poderá reduzir com força o nível de atividade e elevar a taxa de desemprego. "Vimos que essa receita foi adotada na Europa e lá os resultados foram muito ruins para a sociedade e para os trabalhadores", afirmou.
Belluzzo ressaltou que o governo não deveria "incorrer novamente no erro" de usar o câmbio valorizado de forma permanente para combater a inflação.
Coerência
O ex-secretário explicou ainda sua participação no abaixo-assinado online de intelectuais de esquerda e representantes de movimentos sociais que apoiaram a reeleição de Dilma Rousseff e agora cobram da presidente "coerência entre discurso de campanha e práticas de governo". O documento tinha cerca de três mil adesões até a noite de ontem e afirma que "os rumores de indicação de Joaquim Levy e Kátia Abreu sinalizam uma regressão da agenda vitoriosa nas urnas".

Belluzzo diz que assinou o manifesto com o objetivo de solicitar coerência de Dilma no segundo mandato em relação ao programa de governo defendido durante a campanha eleitoral. "Não sou contra Dilma ou Levy", afirmou. "A minha opinião pessoal é de que as propostas do programa de governo são boas e deveriam ser preservadas no seu segundo mandato."

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