Procurador defende demissão da cúpula da Petrobras
PF indicia 12 executivos de empreiteiras investigadas por desvios
Por ordem de Dilma, ministro da Justiça rebate Rodrigo Janot e diz não haver provas contra atuais diretores da empresa estatal
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o Ministério Público dará uma resposta firme àqueles que “assaltaram a Petrobras", classificou as denúncias de corrupção como um “incêndio de grandes proporções” e pediu a substituição da atual diretoria da estatal. Ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, Janot disse que o Brasil é um país extremamente corrupto. Mais tarde, por ordem da presidente Dilma, o próprio Cardoso convocou uma entrevista para dizer que não há razão para trocar a diretoria da estatal e elogiou seus integrantes. A PF indiciou pelos crimes de corrupção ativa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro, entre outros, 12 executivos de três empreiteiras investigadas pela Operação Lava-Jato sob suspeita de formar um cartel para fatiar contratos da Petrobras. Entre eles estão José Ademário Pinheiro Filho, presidente da OAS, Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da Queiroz Galvão, e Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior.
Por ordem de Dilma, ministro da Justiça rebate Rodrigo Janot e diz não haver provas contra atuais diretores da empresa estatal
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse que o Ministério Público dará uma resposta firme àqueles que “assaltaram a Petrobras", classificou as denúncias de corrupção como um “incêndio de grandes proporções” e pediu a substituição da atual diretoria da estatal. Ao lado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, Janot disse que o Brasil é um país extremamente corrupto. Mais tarde, por ordem da presidente Dilma, o próprio Cardoso convocou uma entrevista para dizer que não há razão para trocar a diretoria da estatal e elogiou seus integrantes. A PF indiciou pelos crimes de corrupção ativa, fraude em licitação e lavagem de dinheiro, entre outros, 12 executivos de três empreiteiras investigadas pela Operação Lava-Jato sob suspeita de formar um cartel para fatiar contratos da Petrobras. Entre eles estão José Ademário Pinheiro Filho, presidente da OAS, Ildefonso Colares Filho, ex-presidente da Queiroz Galvão, e Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior.
Crise leva estatal a reduzir investimentos
Ação nos EUA pode chegar a US$ 100 milhõesApós adiar o balanço financeiro e ser alvo de processo nos EUA, a Petrobras terá dificuldades para captar recursos e financiar seu plano de investimentos. Nos bastidores, a empresa já escolhe que projetos serão cortados. Até investimentos que estavam contratados para 2015 serão revistos. Acionistas brasileiros estão entre os que ingressaram com ação em Nova York anteontem, e seus advogados preveem receber US$ 100 milhões. Outro escritório americano, o Rosen Law Firm, entrou com ação contra a Petrobras ontem.
Reservatórios do Rio só têm 3% de água
Em mais um capítulo da crise hídrica, o volume de água nos quatro reservatórios do Paraíba do Sul, que abastece o Rio, chegou a 3%, o mais baixo em 36 anos. Em um mês, o nível caiu 50%. Se chover pouco no verão, especialistas acham que será preciso um plano de contingência.
Brasil, na lanterna do clima
Estudo põe Brasil em 49º lugar entre 58 países que agem contra mudanças climáticas.
Governo aprova manobra fiscal
Após batalha de 30 dias, a base governista aprovou projeto de lei que permite ao governo descumprir a meta de economia que ele próprio determinou.
Cardozo chancela contas de Dilma
Depois de rebater acusação de que o PT recebeu propina, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, saiu em defesa das contas de campanha de Dilma.
Respiração suspensa
O confronto político é tratado com holofotes. Mas a crise na Petrobras está pegando fogo mesmo é no sistema financeiro nacional. A Petrobras e empreiteiras envolvidas estão alavancadas, em suas operações nacionais e internacionais, nos bancos. O escândalo, de acordo com políticos não alinhados ao governo Dilma, tem potencial para fazer um estrago muito maior na economia do país.
O confronto político é tratado com holofotes. Mas a crise na Petrobras está pegando fogo mesmo é no sistema financeiro nacional. A Petrobras e empreiteiras envolvidas estão alavancadas, em suas operações nacionais e internacionais, nos bancos. O escândalo, de acordo com políticos não alinhados ao governo Dilma, tem potencial para fazer um estrago muito maior na economia do país.
Tiroteio
Pelo segundo dia consecutivo, uma autoridade da República faz críticas públicas à falta de transparência e de controle nas contas da Petrobras. Na segunda-feira, o ministro chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, criou embaraços ao Palácio do Planalto ao se despedir do cargo lamentando que as estatais brasileiras estejam protegidas dos controles governamentais, fora do sistema de acompanhamento de gastos das contas oficiais.
Pelo segundo dia consecutivo, uma autoridade da República faz críticas públicas à falta de transparência e de controle nas contas da Petrobras. Na segunda-feira, o ministro chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, criou embaraços ao Palácio do Planalto ao se despedir do cargo lamentando que as estatais brasileiras estejam protegidas dos controles governamentais, fora do sistema de acompanhamento de gastos das contas oficiais.
Vítima inocente
A reorganização das contas públicas, com o aumento do superávit primário, já tem uma vítima em potencial: o investimento. Ele deve cair por que o governo terá que cortar gastos e subir impostos. Os juros também estão em ciclo de alta e as nossas empresas vão encontrar financiamentos mais caros. Isso vai se som ar a um cenário de baixa confiança e à crise que ronda a Petrobras e as grandes empreiteiras.
A reorganização das contas públicas, com o aumento do superávit primário, já tem uma vítima em potencial: o investimento. Ele deve cair por que o governo terá que cortar gastos e subir impostos. Os juros também estão em ciclo de alta e as nossas empresas vão encontrar financiamentos mais caros. Isso vai se som ar a um cenário de baixa confiança e à crise que ronda a Petrobras e as grandes empreiteiras.
Investigações nos EUA ampliam crise do petrolão
Consta que envolvidos no caso temeriam mais o que poderá acontecer nos Estados Unidos, onde é zero a chance de negociar atenuação de penas. E têm razão.
Óleo barato causa terremoto geopolítico
Revolução do xisto torna os EUA maiores produtores mundiais, o que, somado à desaceleração econômica global, barateia o petróleo e reforça poder americano.
Consta que envolvidos no caso temeriam mais o que poderá acontecer nos Estados Unidos, onde é zero a chance de negociar atenuação de penas. E têm razão.
Óleo barato causa terremoto geopolítico
Revolução do xisto torna os EUA maiores produtores mundiais, o que, somado à desaceleração econômica global, barateia o petróleo e reforça poder americano.
Estrangeiros fogem do risco e derrubam Petrobras
Em apenas dois dias, as ações da estatal caíram 7,34% com as incertezas sobre o futuro das investigações de corrupção no Brasil e nos EUA. No ano, a perda na Bolsa de Nova York chega a 40%, percentual duas vezes maior que a queda acumulada pela BP, petroleira com o pior desempenho entre as gigantes do setor.
Em apenas dois dias, as ações da estatal caíram 7,34% com as incertezas sobre o futuro das investigações de corrupção no Brasil e nos EUA. No ano, a perda na Bolsa de Nova York chega a 40%, percentual duas vezes maior que a queda acumulada pela BP, petroleira com o pior desempenho entre as gigantes do setor.
Inflação - Centro da meta, só no fim de 2016
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse na Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados que a inflação deve se manter alta nos próximos meses e depois passará a convergir para o centro da meta até o final de 2016.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse na Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados que a inflação deve se manter alta nos próximos meses e depois passará a convergir para o centro da meta até o final de 2016.
Pré-pagos - Salário agora tem versão de plástico
Empresas recorrem a meios de pagamento móveis, como celular e cartão pré-pago, para remunerar sem a necessidade de abertura de contas em bancos, principalmente em setores com alta rotatividade de mão de obra.
Empresas recorrem a meios de pagamento móveis, como celular e cartão pré-pago, para remunerar sem a necessidade de abertura de contas em bancos, principalmente em setores com alta rotatividade de mão de obra.
Financiamento de campanhas: muitas críticas, pouco consenso
Discussão, parte da reforma política , perdeu espaço este ano, mas deve voltar forte em 2015, com pressão dos movimentos sociais. Até no PT não há uma proposta única sobre manter ou não as doações das empresas.
Discussão, parte da reforma política , perdeu espaço este ano, mas deve voltar forte em 2015, com pressão dos movimentos sociais. Até no PT não há uma proposta única sobre manter ou não as doações das empresas.
BLOCO PODE AJUDAR O PT
O PT estuda aderir ao bloco governista que vinha sendo organizado pelo Pros, PCdoB e PDT. Com a adesão de partidos menores, o grupo pode chegar a ter próximo de 150 integrantes. Com isso, se tornaria uma alternativa à concentração de poder nas mãos do PMDB e de seu líder na Câmara, o deputado fluminense Eduardo Cunha.
ATÉ JANOT ESTÁ INDIGNADO
A expressão mais ouvida nas redações hoje é de total perplexidade. "E a Petrobras, hein??", perguntam-se os editores, sem esconder o espanto com os fatos. Ontem, não foi diferente. Caíram como uma bomba as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a rede de corrupção montada na estatal
A expressão mais ouvida nas redações hoje é de total perplexidade. "E a Petrobras, hein??", perguntam-se os editores, sem esconder o espanto com os fatos. Ontem, não foi diferente. Caíram como uma bomba as declarações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a rede de corrupção montada na estatal
Procurador ataca direção da Petrobras e irrita Dilma
Janot sugere troca na cúpula da estatal, e ministro da Justiça rebate críticas
O procurador-geral da República fez as mais duras críticas à Petrobras desde a revelação do pagamento de propinas na estatal. Rodrigo Janot sugeriu até a substituição da atual diretoria, comandada por Graça Foster, amiga da presidente Dilma. O discurso de Janot em conferência sobre corrupção causou irritação no Planalto. Dilma determinou que o ministro da Justiça defendesse os diretores da empresa. Em entrevista, José Eduardo Cardozo disse não haver indícios contra eles. Graça Foster era diretora de gás e energia da Petrobras na época em que o esquema revelado pela Operação Lava Jato atuou. Até agora, porém, as investigações não apontaram nada que envolva seu nome com desvios ou irregularidades. Antes, no mesmo evento das declarações de Janot sobre a estatal, o ministro da Justiça afirmou que “o governo luta para combater a corrupção”.
Janot sugere troca na cúpula da estatal, e ministro da Justiça rebate críticas
O procurador-geral da República fez as mais duras críticas à Petrobras desde a revelação do pagamento de propinas na estatal. Rodrigo Janot sugeriu até a substituição da atual diretoria, comandada por Graça Foster, amiga da presidente Dilma. O discurso de Janot em conferência sobre corrupção causou irritação no Planalto. Dilma determinou que o ministro da Justiça defendesse os diretores da empresa. Em entrevista, José Eduardo Cardozo disse não haver indícios contra eles. Graça Foster era diretora de gás e energia da Petrobras na época em que o esquema revelado pela Operação Lava Jato atuou. Até agora, porém, as investigações não apontaram nada que envolva seu nome com desvios ou irregularidades. Antes, no mesmo evento das declarações de Janot sobre a estatal, o ministro da Justiça afirmou que “o governo luta para combater a corrupção”.
Investidores abrem 2ª ação contra Petrobras nos EUA; papéis da estatal têm menor valor em dez anos.
Empreiteira quer confessar, e investigadas se dividem
Para não perder contratos com o governo, a Camargo Corrêa se dispõe a acordo com a Procuradoria no qual executivos confessarão os crimes investigados na Operação Lava Jato, relata Mario Cesar Carvalho. A intenção dividiu as empreiteiras, que planejavam acerto conjunto, pagando R$ 1 bilhão. A Queiroz Galvão afirma que a confissão ameaça deixar as investigadas sob risco de insolvência, pois bancos podem antecipar a cobrança de dívidas como punição. Em desdobramento da operação, a Polícia Federal indiciou executivos de OAS, Mendes Júnior e Galvão Engenharia.
Para não perder contratos com o governo, a Camargo Corrêa se dispõe a acordo com a Procuradoria no qual executivos confessarão os crimes investigados na Operação Lava Jato, relata Mario Cesar Carvalho. A intenção dividiu as empreiteiras, que planejavam acerto conjunto, pagando R$ 1 bilhão. A Queiroz Galvão afirma que a confissão ameaça deixar as investigadas sob risco de insolvência, pois bancos podem antecipar a cobrança de dívidas como punição. Em desdobramento da operação, a Polícia Federal indiciou executivos de OAS, Mendes Júnior e Galvão Engenharia.
Após denúncia de fraude, SP deve mudar cúpula da CPTM
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu pela primeira vez que deve trocar o comando da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Ele afirmou nesta terça (9) que essa hipótese é “provável”. Na semana passada, a Polícia Federal indiciou o presidente e o diretor de operações da empresa no inquérito que investigou esquema de fraude em licitações de trens de 1998 a 2008, durante gestões tucanas.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu pela primeira vez que deve trocar o comando da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos. Ele afirmou nesta terça (9) que essa hipótese é “provável”. Na semana passada, a Polícia Federal indiciou o presidente e o diretor de operações da empresa no inquérito que investigou esquema de fraude em licitações de trens de 1998 a 2008, durante gestões tucanas.
Fornecedor do PT afirma agora ser dono de empresa
O empresário Carlos Cortegoso afirmou nesta terça (9) que a segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff é dele, mas está em nome de uma filha e de um ex-motorista. Ele negou que Elias de Mattos seja um laranja. A Focal recebeu R$ 24 milhões do PT, ficando atrás somente da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.
O empresário Carlos Cortegoso afirmou nesta terça (9) que a segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff é dele, mas está em nome de uma filha e de um ex-motorista. Ele negou que Elias de Mattos seja um laranja. A Focal recebeu R$ 24 milhões do PT, ficando atrás somente da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.
Fornecedor do PT afirma agora ser dono de empresa
O empresário Carlos Cortegoso afirmou nesta terça (9) que a segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff é dele, mas está em nome de uma filha e de um ex-motorista. Ele negou que Elias de Mattos seja um laranja. A Focal recebeu R$ 24 milhões do PT, ficando atrás somente da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.
O empresário Carlos Cortegoso afirmou nesta terça (9) que a segunda maior fornecedora da campanha de Dilma Rousseff é dele, mas está em nome de uma filha e de um ex-motorista. Ele negou que Elias de Mattos seja um laranja. A Focal recebeu R$ 24 milhões do PT, ficando atrás somente da empresa do marqueteiro João Santana, destinatária de R$ 70 milhões.
Mal em português, SP cai em ranking nacional de ensino
São Paulo piorou de 2011 para 2013 sua média na prova nacional de português para alunos do fim do ensino fundamental, o que fez o Estado cair três posições, para décimo, no ranking do país. Para a gestão Alckmin (PSDB), o tamanho da rede de ensino estadual complica o desempenho.
São Paulo piorou de 2011 para 2013 sua média na prova nacional de português para alunos do fim do ensino fundamental, o que fez o Estado cair três posições, para décimo, no ranking do país. Para a gestão Alckmin (PSDB), o tamanho da rede de ensino estadual complica o desempenho.
Por unanimidade, os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram com ressalvas as contas de campanha da presidente Dilma Rousseff. O ministro Gilmar Mendes, que é o relator das contas, foi o primeiro a votar e foi seguido pelos ministros Luiz Fux, Maria Thereza de Assis Moura, Luciana Lóssio, Admar Gonzaga, João Otávio de Noronha e Dias Toffoli.
Mendes fez uma extensa leitura de seu voto, que durou quase duas horas, com menção aos escândalos da Lava Jato e do mensalão, a sugestões para aprimoramento do sistema eleitoral e análises sobre financiamento de campanha. Ele sugeriu melhoras no mecanismo de prestação de contas, chamando atenção para a necessidade de maior transparência e detalhamento dos dados apresentados por candidatos e partidos.
Ao apontar os problemas encontrados pela área técnica, Mendes sugeriu que uma cópia da decisão do TSE seja encaminhada à Procuradoria-Geral da República e à Procuradoria-Geral Eleitoral, à Receita Federal, às secretarias de finanças de São Paulo e São Bernardo do Campo, ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), à Receita Federal e ao Tribunal de Contas da União, para análise das irregularidades encontradas.
Ele citou reportagem do jornal Folha de S.Paulo, segundo a qual um dos sócios administradores de empresa fornecedora da campanha de Dilma declarava, até ano passado, a profissão de motorista. A empresa, Focal Confecção Comunicação Visual, recebeu R$ 24 milhões da campanha, configurando a segunda maior fornecedora.
O ministro Admar Gonzaga sugeriu que todas as contas de campanha então devem ser encaminhadas ao Ministério Público. "Há que se aplicar com um mínimo de equidade as propostas (de Gilmar Mendes)", disse Gonzaga. Ele considerou ainda "muito normal" os problemas apontados pela área técnica de divergência entre a prestação parcial e a prestação final das contas.
Equívoco
O plenário lembrou que há orientação do próprio TSE, conforme divulgou o Broadcast Político que enquadra os problemas na divulgação de despesas na primeira parcial como "impropriedade" e não como "irregularidade", como fizeram os técnicos. Mais de R$ 30,5 milhões nos gastos da campanha petista foram classificados como irregularidades pelos técnicos - gradação máxima na escala de problemas previstos pelo TSE, capaz de gerar rejeição das contas.
A ministra Luciana Lóssio apontou o caso como um "equívoco no enquadramento". "Isso não pode ocorrer. Se se faz um enquadramento como algo menor, não pode agora qualificar como falha maior a ponto de gerar desaprovação", disse Lóssio. Mendes mencionou que se verificaram dificuldades para que os partidos cumpram na prática as previsões de prestação parcial de contas.
Maior conta
Os volumes do processo de prestação de contas foram levados por Gilmar ao plenário do TSE e se acumularam ao lado da composição da corte. Mendes classificou as contas da presidente Dilma e do PT como "a maior" prestação de contas da história do tribunal. Toffoli destacou o trabalho dos técnicos da Corte, que, segundo ele, chegaram a passar 36 horas sem dormir para finalizar os trabalhos.
O Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) que estava parado há mais de 15 anos. A aprovação teve ares de homenagem ao petista, que não foi reeleito e deixará a Casa.
O projeto que institui a linha oficial de pobreza foi apresentado em 1999 e ainda não havia sido apreciado. Após passar pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) em novembro, Suplicy vinha apelando para que ele colocasse em votação no plenário antes de terminar o seu mandato.
O texto, que segue agora para a sanção presidencial, determina que o Brasil defina qual é o rendimento anual mínimo para que uma família leve uma vida digna e trace as políticas públicas do governo federal para erradicar a pobreza a partir deste patamar.
Simon. O dia foi de homenagens e despedidas no Senado. O gaúcho Pedro Simon ocupou a tribuna por mais de quatro horas para fazer o seu discurso de despedida, que foi acompanhado por dezenas de parlamentares, familiares e assessores.
A bancada do PT na Câmara, reunida hoje (10), indicou o nome do deputado Arlindo Chinaglia (SP) como alternativa para disputar a presidência da Câmara no inicio de fevereiro do ano que vem. O líder do partido, deputado Vicentinho (SP), disse que o nome teve aprovação unânime da bancada. O líder informou que o nome de Chinaglia será apresentado para “uma reflexão” em outros partidos que caminharão juntos nessa disputa.
Segundo Vicentinho, inicialmente o nome do atual primeiro-vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, será apresentado a partidos aliados como o PROS, PDT, PHS, PEN, PCdoB e outros que devem estar com o PT na disputa pela presidência da Câmara. O petista destacou que o nome que será apresentado não será decido apenas pelo PT, mas por vários partidos.
A decisão final do nome que disputará o comando da Câmara com líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), só será tomada depois das negociações envolvendo o PT e as outras legendas. Vicentinho lembrou que muitos partidos ainda estão no processo de escolha de seus líderes, o que faz com que as conversas se prolonguem por alguns dias.
Segundo Vicentinho, inicialmente o nome do atual primeiro-vice-presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, será apresentado a partidos aliados como o PROS, PDT, PHS, PEN, PCdoB e outros que devem estar com o PT na disputa pela presidência da Câmara. O petista destacou que o nome que será apresentado não será decido apenas pelo PT, mas por vários partidos.
A decisão final do nome que disputará o comando da Câmara com líder do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ), só será tomada depois das negociações envolvendo o PT e as outras legendas. Vicentinho lembrou que muitos partidos ainda estão no processo de escolha de seus líderes, o que faz com que as conversas se prolonguem por alguns dias.
Após de mais de duas horas de confusão, a Câmara aprovou hoje (10) o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas (sem partido-PR), por 367 votos a favor, 1 contra e 6 abstenções.
No plenário, último estágio para a perda de mandato, os parlamentares decidiram condenar Vargas por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.
O parlamentar é acusado de ter intermediado, no Ministério da Saúde, contratos com o doleiro.
Na tentativa de adiar a votação, ele apresentou, na noite de ontem (9), um pedido à Mesa da Casa alegando que está se recuperando de uma cirurgia odontológica. Como o recurso não passou pela perícia da junta médica da Câmara, a orientação foi pela rejeição do pedido. “Não tem validade regimental. Também foi facultada a indicação de um advogado e também não foi feito”, explicou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
O deputado Eurico Júnior (PV-RJ), indicado advogado ad hoc em uma das fases do processo contra Vargas, ofereceu-se para ler a justificativa que Vargas apresentou no recurso à Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJ). Na ocasião, ele disse que houve cerceamento de defesa no processo do Conselho de Ética. “Fui indicado a contragosto”, explicou Eurico Júnior, enfatizando que só leria a carta para que a votação ocorresse.
O pedido de cassação contra Vargas foi aprovado no início de agosto no Conselho de Ética. “Por 11 a 0. [O parecer] deixa de ser um parecer do Júlio Delgado [PSB-MG, relator do caso no Conselho de Ética]. Não tenho nada contra o deputado André Vargas não fosse o desvio que atenta contra a ética e o decoro parlamentar”, explicou o parlamentar mineiro.
A sessão para analisar a representação começou às 11h e foi cancelada, quase duas horas depois, por falta de quórum, o que tumultuou o plenário da Câmara. Delgado protestou e lembrou que o quórum estava quase composto. Para a votação, seriam necessários, no mínimo, 257 votos.
Ele criticou a demora na apreciação do processo, mas lembrou que, desde que a representação contra Vargas foi apresentada, os prazos foram diversas vezes esticados. “Estamos aqui, oito meses depois, [em um ano] com Copa do Mundo, recesso branco e eleições. A notificação só conseguiu ser feita no dia 13 de maio. O deputado André Vargas ainda solicitou mais dois dias para entrega de sua defesa. A instrução iniciou-se apenas no dia 28 de maio”, destacou.
Outra estratégia da defesa acabou fracassada na manhã de hoje (10). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, escolhido como relator do mandado de segurança apresentado na semana passada por Vargas, contra decisão da CCJ, negou o pedido de liminar do parlamentar.
Além dos protestos de Delgado, outros parlamentares da oposição, como Vanderlei Macris (PSDB-SP), chegaram a acusar o deputado José Mentor (PT-SP) de golpe. “Faço apelo para voltar a discussão”, disse. O tucano José Aníbal (SP) fez coro à decisão. “Eu estou aqui há 22 anos e nunca vi isso de [encerrar uma sessão] pular da cadeira”, criticou, ao relatar a postura de Mentor que assinou o encerramento da reunião e saiu imediatamente da Mesa.
O deputado José Airton, do PT, foi o único a votar contra a cassação.
No plenário, último estágio para a perda de mandato, os parlamentares decidiram condenar Vargas por envolvimento em negócios com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal na Operação Lava Jato por participação em um esquema de lavagem de dinheiro.
O parlamentar é acusado de ter intermediado, no Ministério da Saúde, contratos com o doleiro.
Na tentativa de adiar a votação, ele apresentou, na noite de ontem (9), um pedido à Mesa da Casa alegando que está se recuperando de uma cirurgia odontológica. Como o recurso não passou pela perícia da junta médica da Câmara, a orientação foi pela rejeição do pedido. “Não tem validade regimental. Também foi facultada a indicação de um advogado e também não foi feito”, explicou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
O deputado Eurico Júnior (PV-RJ), indicado advogado ad hoc em uma das fases do processo contra Vargas, ofereceu-se para ler a justificativa que Vargas apresentou no recurso à Comissão de Constituição e Justiça de Cidadania (CCJ). Na ocasião, ele disse que houve cerceamento de defesa no processo do Conselho de Ética. “Fui indicado a contragosto”, explicou Eurico Júnior, enfatizando que só leria a carta para que a votação ocorresse.
O pedido de cassação contra Vargas foi aprovado no início de agosto no Conselho de Ética. “Por 11 a 0. [O parecer] deixa de ser um parecer do Júlio Delgado [PSB-MG, relator do caso no Conselho de Ética]. Não tenho nada contra o deputado André Vargas não fosse o desvio que atenta contra a ética e o decoro parlamentar”, explicou o parlamentar mineiro.
A sessão para analisar a representação começou às 11h e foi cancelada, quase duas horas depois, por falta de quórum, o que tumultuou o plenário da Câmara. Delgado protestou e lembrou que o quórum estava quase composto. Para a votação, seriam necessários, no mínimo, 257 votos.
Ele criticou a demora na apreciação do processo, mas lembrou que, desde que a representação contra Vargas foi apresentada, os prazos foram diversas vezes esticados. “Estamos aqui, oito meses depois, [em um ano] com Copa do Mundo, recesso branco e eleições. A notificação só conseguiu ser feita no dia 13 de maio. O deputado André Vargas ainda solicitou mais dois dias para entrega de sua defesa. A instrução iniciou-se apenas no dia 28 de maio”, destacou.
Outra estratégia da defesa acabou fracassada na manhã de hoje (10). O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, escolhido como relator do mandado de segurança apresentado na semana passada por Vargas, contra decisão da CCJ, negou o pedido de liminar do parlamentar.
Além dos protestos de Delgado, outros parlamentares da oposição, como Vanderlei Macris (PSDB-SP), chegaram a acusar o deputado José Mentor (PT-SP) de golpe. “Faço apelo para voltar a discussão”, disse. O tucano José Aníbal (SP) fez coro à decisão. “Eu estou aqui há 22 anos e nunca vi isso de [encerrar uma sessão] pular da cadeira”, criticou, ao relatar a postura de Mentor que assinou o encerramento da reunião e saiu imediatamente da Mesa.
O deputado José Airton, do PT, foi o único a votar contra a cassação.
Roseana Sarney (PMDB) não é mais governadora do Maranhão. Ela renunciou nesta quarta-feira (10) e revelou que a saída atendeu recomendações médicas. Roseana será substituída pelo presidente da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Arnaldo Melo (PMDB), que ficará no comando do governo até 1 de janeiro, quando o governador eleito Flávio Dino (PC do B) tomará posse.
Por meio de nota, a ex-governadora informou que, nos últimos meses, cumpriu extensa agenda de visitas, vistorias e inaugurações de obras em dezenas de cidades maranhenses. "Agora, a pedido dos médicos, recolho-me para descanso necessário pelo bem de minha saúde. Aos maranhenses e àqueles que escolheram nosso estado para viver, meu ‘muito obrigada’ por terem me dado a honra de representá-los”, salientou.
Durante cerimônia no Palácio dos Leões, sede do Executivo local, Roseana agradeceu o apoio de políticos, partidos aliados e servidores públicos que trabalharam em seu governo. Ela estava acompanhada do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), da mãe, Marly Sarney, e de dois netos.
"Saio com a certeza do dever cumprido e com esperança renovada de que trilhamos um bom caminho. Desejo ao meu sucessor êxito em seu mandato. Estou encaminhando à Assembleia Legislativa minha carta de renúncia, o que faço por motivos estritamente pessoais, sem qualquer conotação de ordem política”, ressaltou Roseana.
O deputado Arnaldo Melo assumiu o governo do Maranhão, porque o vice-governador, Washington Luís, renunciou em 2013. Seis vezes deputado estadual, Melo foi eleito presidente da Assembleia Legislativa em 2011, sendo reeleito dois anos depois. No discurso de posse, disse que colaborará com a equipe de transição do próximo governo. “Teremos um trabalho intenso com secretários e auxiliares. Entregaremos um estado organizado e com ações em todos os municípios. Queremos uma relação harmônica com a equipe que assumirá a partir de janeiro”, afirmou.
Roseana foi eleita governadora do Maranhão pela primeira vez em 1994 e reeleita em 1998. Assumiu o governo novamente em 2009 para substituir o governador cassado Jackson Lago e, em 2010, foi mais uma vez reeleita. Ela também já foi deputada federal e senadora.
Por meio de nota, a ex-governadora informou que, nos últimos meses, cumpriu extensa agenda de visitas, vistorias e inaugurações de obras em dezenas de cidades maranhenses. "Agora, a pedido dos médicos, recolho-me para descanso necessário pelo bem de minha saúde. Aos maranhenses e àqueles que escolheram nosso estado para viver, meu ‘muito obrigada’ por terem me dado a honra de representá-los”, salientou.
Durante cerimônia no Palácio dos Leões, sede do Executivo local, Roseana agradeceu o apoio de políticos, partidos aliados e servidores públicos que trabalharam em seu governo. Ela estava acompanhada do pai, o senador José Sarney (PMDB-AP), da mãe, Marly Sarney, e de dois netos.
"Saio com a certeza do dever cumprido e com esperança renovada de que trilhamos um bom caminho. Desejo ao meu sucessor êxito em seu mandato. Estou encaminhando à Assembleia Legislativa minha carta de renúncia, o que faço por motivos estritamente pessoais, sem qualquer conotação de ordem política”, ressaltou Roseana.
O deputado Arnaldo Melo assumiu o governo do Maranhão, porque o vice-governador, Washington Luís, renunciou em 2013. Seis vezes deputado estadual, Melo foi eleito presidente da Assembleia Legislativa em 2011, sendo reeleito dois anos depois. No discurso de posse, disse que colaborará com a equipe de transição do próximo governo. “Teremos um trabalho intenso com secretários e auxiliares. Entregaremos um estado organizado e com ações em todos os municípios. Queremos uma relação harmônica com a equipe que assumirá a partir de janeiro”, afirmou.
Roseana foi eleita governadora do Maranhão pela primeira vez em 1994 e reeleita em 1998. Assumiu o governo novamente em 2009 para substituir o governador cassado Jackson Lago e, em 2010, foi mais uma vez reeleita. Ela também já foi deputada federal e senadora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário